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A mostrar mensagens de Dezembro, 2013

Um bom ano

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A todos os que por aqui passaram em 2013,
aos que conheci e com quem convivi,
aqueles que cuidei e aos que cuidaram de mim,
lembrando os que a morte levou ou o destino afastou,
desejo um bom ano de 2014. Que o Menino Jesus fortaleça as nossas vidas
e nos ensine a fraternidade para alcançarmos a paz.



O valor da família

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No domingo depois do Natal, a Igreja celebra o Domingo da Sagrada Família. A família é a base da sociedade; Jesus nasceu no seio de um família. Foi amado e protegido. O Evangelho fala-nos de um episódio difícil da família de Nazaré: a fuga para o Egipto. Hoje, talvez nos queixemos da falta de valorização da família por parte dos Estados, hoje vemos famílias separadas pelo fenómeno da emigração forçada ou famílias que, por qualquer motivo se têm de refugiar noutros países, mas isso não nos deve levar ao desânimo nem à falta de investimento na nossa família, com as suas complexidades, problemas e também alegrias. Que a família cristã seja o lugar quente de acolhimento e de amor é o melhor testemunho que poderá dar ao mundo. Bom domingo!

A todos um bom Natal, com Jesus!

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Olho para ti, meu Menino,
calor da noite fria,
luz da humana agonia,
estrela da minha alegria
que nesta noite me faz cantar.

Olho para ti, meu Menino,
e vejo-me no teu olhar:
espelho de esperança,
um olhar de criança
que quero conquistar.

Olho para ti, meu Menino,
e quero-te abraçar.
Para quê?
No presépio és barro ou plástico,
que nos faz lembrar a história
que só tu sabes contar.
Abraça-me tu a mim
para que eu possa sentir, enfim,
a ternura a transbordar.

Olho para ti, meu Menino,
e faço este pedido:
que não te seja eu esquecido
e que sempre te saiba amar.

Ir dizendo sim

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A nossa caminha do Advento está a terminar. Neste quarto domingo do Advento iremos escutar o anúncio do nascimento de Jesus que, no Evangelho de Mateus, é feito a São José e não a Nossa Senhora. Mas a resposta de José, embora silenciosa («José despertou do sono e fez como o Anjo lhe ordenara») não deixa de ser igualmente um sim. Porque na Bíblia, e também na nossa vida, o verdadeiro sim nasce no coração e exprime-se na acção. Ao terminar a nossa caminhada de Advento, temos já todos os "actores" do presépio: Isaías, João Baptista, José, Maria... o Menino está também a chegar. Daremos o nosso sim para que a Palavra se faça carne na nossa carne? Bom domingo e Feliz Natal!

Parabéns, Papa Francisco!

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Duas crianças

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Era criança e cuidaste de mim.
Esta é, Senhor, a bem-aventurança dos pequeninos.
Não escrita mas talvez dita
porque das crianças
e dos que são como elas é o Reino dos céus.

Um olhar, um sorriso,
um choro ou uma tristeza
um colo que nos é pedido
ou um abraço de ternura
são o calor humano
e a proximidade cristã
possível e presente
de um amor esquecido
mas que em nós se pressente.

Foste criança e cuidei de ti.
Cuida tu também de mim.
Dá um sorriso ao meu rosto
inocência ao meu coração
à minha vida a ilusão
de que tudo pode ser diferente
novo e ardente.

Sou também uma criança
brinca comigo
e sentirei a tua alegria e a tua paz.

Morrer lentamente

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Morrer lentamente,
como quem se desamarra de um cais
e deixa o barco da vida
ir ao sabor do vento e do mar.
E sem olhar para trás
seguir confiante num futuro
para além do medo, das lágrimas e do escuro.
Morrer lentamente
como quem descarrega um peso
termina uma dança ou a coda de uma canção.
De viagem em viagem,
de canção em canção, ou até de dança em dança
de olhos postos num futuro
morre-se lentamente
a sonhar.

(imagem: Cristian Krohg, Olhando para trás, 1889)

A Quem esperamos?

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Estamos a celebrar o III Domingo do Advento. Na liturgia chama-se a este domingo o domingo "Gaudete", que em português significa "Alegrai-vos!". No Evangelho de Domingo aparece-nos a segunda personagem do Advento: João Baptista. João que, na prisão, tem dúvidas se Jesus será mesmo o Messsias: "És tu ou temos que esperar outro?". A esperança reveste-se sempre de alegria e nunca de desânimo. E, em tempo de Advento, precisamos de ler os sinais da presença  de Jesus.
Hoje, João faz-nos a pergunta a cada um de nós: És tu que anuncias o Evangelho da alegria e da esperança, ou temos de esperar outro? Deus serve-se de nós. Somos nós, hoje, os que apontamos para Jesus, porque o reconhecemos como Messias. Que a caminhada de Advento não seja vivida na escuridão nem na tristeza mas, cada um de nós, dê razões da sua esperança e da sua alegria. Bom domingo!

Tá tudo bem com você?

Tenho recebido alguns mails a estranharem a minha ausência por este blogue. Pois é, se me conhecessem já teriam percebido que quando ando muito atrapalhado de trabalho o blogue é quem se vai ressentir. O blogue e as respostas aos mails. Mas, respondendo a uma pergunta que me parece ter vindo do Brasil, respondo: sim, tá tudo legal. Ou seja,  a acumulação de cargos faz com que, estando aparentemente mais por casa não tenho estado em casa. Agora tive vinte minutos para vir aqui dizer olá, está tudo bem. Mas, graças a Deus as experiências dos últimos dias são boas. Dão trabalho e cansam, mas são boas. E, pronto, estão-se a esgotar os vinte minutos. Agora jantar e Celebração penitencial. Ciao!

Contrastes entre Eva e Maria

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Hoje, ao mesmo tempo que celebramos o II Domingo do Advento, lembramos uma festa importante do calendário da Igreja: a Imaculada Conceição. Esta celebração diz-nos que Maria, ao contrário do resto da humanidade, por ter sido escolhida para ser mãe de Jesus, foi preservada da "mancha do pecado original". Que quer isto dizer? Quer dizer que todos nós, por fragilidade, vamos cometendo este "pecado original" que, como se lê no livro do Génesis, é a desobediência a Deus. Ora, Maria, no relato que iremos escutar, é aquela que obedece, que diz sim, que se põe ao serviço de Deus. Grandes contrastes entre Eva (a humanidade) e Maria. A vida de Maria diz-nos que é possível dizer sim a Deus no quotidiano da nossa vida. Bom domingo!

Partilhas

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À segunda-feira, no convento temos o dia comunitário. Se bem que todos os dias devem ser comunitários, este acaba por ser um dia mais festivo: Missa comunitária, jantar e, quando é necessária, reunião da comunidade. Para dar um ar de festa, normalmente há um doce ou um bolo como sobremesa de jantar. Mas hoje, por motivos vários, não houve bolo.
Ao jantar havia um bolo na bancada com um bilhete que tinha escrito o seguinte: "Queridos irmãos, hoje celebro o dom da vida e senti a necessidade de partilhar convosco a alegria de pertencer a esta comunidade". É bom sentirmos a amizade e a proximidade das pessoas que, de certa maneira, partilham a vida connosco. Que Deus abençoe esta nossa amiga os nossos amigos que gostam de partilhar a sua vida connosco.

As Missas de sábado

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Só um breve apontamento sobre a Missa vespertina que começo no convento no sábado passado. Ultrapassando as expectativas, uniram-se forças e vontades e arrancámos. O grupo "Animar" animou a Missa, "com muita alma", presidi eu e o fr. José Nunes concelebrou e pregou. Seremos os dois a assumir esta missa e esta missão que fará parte da Pastoral Juvenil e universitária dos dominicanos. Que Deus e nós levemos a bom termo esta iniciativa.