segunda-feira, 31 de março de 2014

domingo, 30 de março de 2014

4º Domingo da Quaresma

A melhor motivação para se decidir a comunicar o Evangelho é contemplá-lo com amor, é deter-se nas suas páginas e lê-lo com o coração. (EG 264)

sábado, 29 de março de 2014

As cegueiras interiores

Segundo tema baptismal que nos aparece na liturgia deste domingo da Quaresma: a luz. No Evangelho, também de São João, o episódio da cura do cego de nascença: Jesus cura um cego de nascença e, com isso, cria uma discussão acesa sobre a autoridade de Jesus para fazer tal milagre. Também aqui há o jogo de palavras luz/trevas, entre as pessoas que vêem mas estão cegas e as que estão cegas e passam a ver, e a progressão que o miraculado faz no conhecimento de Jesus, que começa só por saber que quem o curou se chama Jesus mas, no final do relato, prostra-se diante dele e reconhece-o como o Enviado de Deus. Aliás a palavra "Enviado" aparece no relato na sua versão hebraica "Siloé" - o nome da piscina onde Jesus mandou o cego lavar-se. Esta é a palavra deste domingo: andamos nós a mergulhar nas águas do Enviado para recuperarmos a vista interior que, o pecado nos tirou? Bom domingo!

22º dia da Quaresma

Jesus quer evangelizadores que anunciem a Boa Nova, não só com palavras mas sobretudo com uma vida transfigurada pela presença de Deus. (EG 259)

sexta-feira, 28 de março de 2014

21º dia da Quaresma

O Evangelho possui um critério de totalidade que lhe é intrínseco: não cessa de ser Boa-Nova enquanto não for anunciado a todos, enquanto não fecundar e curar todas as dimensões do homem, enquanto não unir todos os homens à volta da mesa do Reino. (EG 237)

quinta-feira, 27 de março de 2014

20º dia da Quaresma

Com corações despedaçados em milhares de fragmentos, será difícil construir uma verdadeira paz social. (EG 229)

quarta-feira, 26 de março de 2014

19º dia da Quaresma

Pequenos mas fortes no amor de Deus, todos nós, cristãos, somos chamados a cuidar da fragilidade do povo e do mundo em que vivemos. (EG 216)

terça-feira, 25 de março de 2014

18º dia da Quaresma

Como são belas as cidades que superam a desconfiança doentia e integram os que são diferentes, fazendo desta integração um novo factor de progresso! (EG 210)

segunda-feira, 24 de março de 2014

Aniversário

A minha mãe faz hoje anos. Fui almoçar com ela. Ofereceu-me o almoço, feito por ela, claro está, sempre bom e a lembrar os outros tempos, até porque os dois já temos uma certa idade. Por falar em idade, oficialmente a minha mãe tem a menos um ano, um mês e um dia, o que quer dizer que foi registada um ano, um mês e um dia depois de ter nascido. Mas foi no dia de hoje, de há sessenta anos que nasceu. A primeira de dez, depressa percebeu que não tinha muito tempo para ser criança. Depressa se tornou adulta.
Almocei com ela, levei-lhe uns doces e uma prenda: o meu livro que ainda não saiu mas que o autor já tem. Gostou, achou piada a uma fotografia, em que terei pouco mais de dois anos, sem eu saber quando é que tinha sido tirada: à porta da igreja de Marvila, num baltizado de um primo paterno.
Livro dedicado, embora não fosse preciso: "Para a D. Clarinda, que admiro como Mãe, Mulher e Amiga. Sem ela não seria quem sou". Scripsi.
(Fotografia daqueles tempos em que os dois eramos bastante mais novos...)

17º dia da Quaresma

Para a Igreja, a opção pelos pobres é mais uma categoria teológica que cultural, sociológica, política ou filosófica. Deus «manifesta a sua misericórdia antes de mais» a eles. (EG 128)

domingo, 23 de março de 2014

3º Domingo da Quaresma

Cada cristão e cada comunidade são chamados a ser instrumentos de Deus ao serviço da libertação e promoção dos pobres, para que possam integrar-se plenamente na sociedade. (EG 187)

sábado, 22 de março de 2014

16º dia da Quaresma

Uma fé autêntica – que nunca é cómoda nem individualista – comporta sempre um profundo desejo de mudar o mundo, transmitir valores, deixar a terra um pouco melhor depois da nossa passagem por ela. (EG 183)

A água viva que é Cristo

Começamos a celebrar o terceiro domingo da Quaresma. Neste ano passamos a ler, neste e nos próximos domingos, episódios do Evangelho de João. O deste domingo é o encontro de Jesus com uma samaritana, junto ao poço de Jacob. Os pormenores, quase todos com uma segunda intenção (por exemplo, o facto de a mulher ir à fonte na hora de mais calor, que significa o nosso cansaço e a nossa sede), ajudam-nos a enquadrarmo-nos não só no relato mas também a aprender de Jesus. Aprender e beber de Jesus. Se bem que é Jesus quem pede de beber à Samaritana, no final é a samaritana que pede a Jesus que lhe dê dessa água viva que ele promete.
Facto curioso é que a Samaritana não tem nome. Porque é cada um de nós, que vem com o seu cântaro, a nossa vida, para beber de um poço mais profundo, uma água mais fresca e mais cristalina, que nos sacia para a vida eterna.
Na preparação para a Páscoa, em que renovaremos as promessas do nosso baptismo, fazemos esta preparação espiritual, desejando matar a nossa sede naquela que é a verdadeira cisterna: Jesus Cristo, fonte de água viva. Bom domingo!

Matar a sede em Cristo, água viva

Começamos a viver a partir deste domingo a dimensão baptismal de que se reveste a Quaresma. De facto, este tempo apareceu na Igreja para preparar os catecúmenos para o baptismo na noite de Páscoa. Os já cristãos acabaram por se juntar a esta preparação transformando este tempo num tempo penitencial. Por isso, neste domingo aparece-nos na liturgia o primeiro tema baptismal: a água. O Evangelho é o da Samaritana, com toda simbologia que este encontro tem: Jesus que tem sede mas a Samaritana tem sede de Deus, Jesus que começa por lhe pedir água e acaba por oferecer à Samaritana uma água viva que é ele próprio... Neste episódio cada ouvinte é chamado a sentir-se junto ao poço de Jacob, com Jesus, e pedir-lhe para ser saciado na fonte de água viva que dele brota. Bom domingo!

sexta-feira, 21 de março de 2014

15º dia da Quaresma

A Palavra de Deus ensina que, no irmão, está o prolongamento permanente da Encarnação para cada um de nós: «Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim mesmo o fizestes». (EG 179)

quinta-feira, 20 de março de 2014

14º dia da Quaresma

Anunciar Cristo significa mostrar que crer nele e segui-lo não é algo apenas verdadeiro e justo, mas também belo, capaz de preencher a vida de um novo esplendor e de uma alegria profunda, mesmo no meio das provações. (EG 167)

quarta-feira, 19 de março de 2014

Muitos assuntos, pouco tempo

Muitos assuntos deveria eu partilhar mas o pouco tempo e algum cansaço nem sempre permitem aqui vir deixar umas letras; faço-o hoje porque sim, acho que devo escrever algumas notas, como se fossem retalhos, não sobre os últimos dias mas o que mais os marcou, tendo sentido eu uma certa paternidade (até calha bem porque hoje é dia de São José e, por isso, dia do pai):
1. O livro. Finalmente nasceu o livro "Retalhos da vida de um padre". Vieram-mo entregar, como se tivesse acabado de sair da sala de partos: é bonito, é sim senhor, boa apresentação, nasceu perfeitinho, agora tenha sucesso. Começará a ser vendido no final do mês. A apresentação, dia três de Abril, aqui no convento. Ainda falta. Sinto-me mais pai que autor do livro. Sensação estranha.
2. Vigília de oração. Ontem presidi a uma vigília de oração, no Campo Grande. Grande foi a preparação, grande foi a envolvência, grandes serão os frutos. Entre simbologias e dinâmicas, palavra de Deus e cânticos, foi um tempo de interioridade e de fé. Antes da Vigília, uma senhora foi à Sacristia oferecer-me uma cruz. Feita de mãos, como se vê na fotografia. Chama-se Cruz da Amizade. O cartão que a acompanha diz assim: Por um mundo que sente cada vez mais o desejo da fraternidade e de da compreensão para ser mais unido, como um arco-íris de cores. Ofereceu-ma, a senhora porque sim, porque se lembrou de mim, porque reza por mim, porque gosta de mim... motivos não faltam. Agradeço-lhe. Como é feita de mãos, que a sua mão espiritual - entenda-se oração - seja a de um Cireneu ou de uma Verónica, ajudando-me a levar a cruz que tenho. Já no final da vigília, uma das dinâmicas, já recorrente mas que gosto, é retirar uma tira de papel com  uma frase bíblica. Desta vez calhou-me esta: "O Senhor te guiará constantemente, saciará a tua alma no árido deserto, dará vigor aos teus ossos. Serás como um jardim bem irrigado, como uma fonte de águas inesgotáveis". Bela passagem, confiante e confortante.

3. Celebrações da Palavra. Amanhã terminam quatro semanas de Celebrações da Palavra nos Maristas. Estas duas últimas, com os alunos do secundário, agradavelmente surpreendido, tenho dito eu a eles e aos professores, com o empenho na preparação e na celebração. Para se ter uma ideia, a de hoje, de uma turma do 12º ano, escolheram como tema "Memórias". Celebração bem organizada, com emoção até, desde a escolha de cânticos e passagens da Bíblia, passando pelos textos que preenchiam alguns temas da celebração. Agradavelmente surpreendido, disse eu e repito. Rapazes e raparigas cheios de espiritualidade e interioridade. Disse-lhes que me sentia um pai espiritual: foi a eles a quem, pela primeira vez, há nove anos, dei a Primeira Comunhão e agora, mais crescidos e adultos, davam um certo orgulho pelo que lhes ouvíamos dizer. Que Deus os acompanhe e que eles se deixem acompanhar por Deus. Contas feitas: 35 celebrações da Palavra, todas presididas por mim excepto 7, que um irmão do Convento assegurou.

4. Dia de São José. Há um ano que tenho ido como voluntário à Ajuda de Berço. No sábado passado, houve aqui no convento uma missa comemorativa do 16º aniversário da sua fundação. Pediram-me que fosse assistente da Ajuda de Berço, outra coisa não tenho feito senão assistir, estar presente. Aceitei. No final do encontro, muito emocionante, em que a alegria das crianças se juntou a algumas lágrimas de emoção dos adultos (já repararam que as crianças nunca choram de emoção? Riem sempre!), a direcção ofereceu-me um São José. Lá está ele, a olhar para o seu filho, a quem dá a mão. Hoje, de lá, enviaram-me esta mensagem: Bom dia! Feliz dia do pai também para si, que tem sido pai de tantos no coração. E pensei: Pai como São José. Com barba e tudo!
A partir de hoje a Ajuda de Berço passa a ter uma etiqueta no blogue. O que ficou para trás, para trás ficou, começa hoje a contagem.

13º dia da Quaresma

Ser discípulo significa ter a disposição permanente de levar aos outros o amor de Jesus; e isto sucede espontaneamente em qualquer lugar: na rua, na praça, no trabalho, num caminho. (EG 127)

terça-feira, 18 de março de 2014

12º dia da Quaresma

O teu coração sabe que a vida não é a mesma coisa sem Ele; pois bem, aquilo que descobriste, o que te ajuda a viver e te dá esperança, isso é o que deves comunicar aos outros. (EG 121)

segunda-feira, 17 de março de 2014

11º dia da Quaresma

Cada cristão é missionário na medida em que se encontrou com o amor de Deus em Cristo Jesus; não digamos mais que somos «discípulos» e «missionários», mas sempre que somos «discípulos missionários». (EG 120)

domingo, 16 de março de 2014

2º Domingo da Quaresma

A Igreja deve ser o lugar da misericórdia gratuita, onde todos possam sentir-se acolhidos, amados, perdoados e animados a viverem segundo a vida boa do Evangelho. (EG 114)

sábado, 15 de março de 2014

Dia cheio mas que valeu a pena

Por muitos lados poderia deixar escrito, hoje, o que hoje vivi. Desde as rotinas de sábado, passando por outras coisas que fazem parte do nosso dia, destaca-se, certamente, uma celebração que aconteceu esta tarde na igreja do convento: a celebração dos 16 anos da Ajuda de Berço. Crianças, fundadores, funcionários cuidadores, voluntários, amigos, benfeitores... não foi um mar de gente mas esteve quem tinha de estar, destacando, claro os últimos que são sempre os primeiros: as crianças. Não vou aqui expor as emoções que hoje senti, mas sim, senti-me rodeado de amigos, tendo um na primeira fila que, apesar de ter pouco mais de três anos, creio ser meu amigo incondicional. Mas falo, sim, do Evangelho que foi proclamado: Deixai vir a mim as crianças, não as estorveis; dos que são como elas é que é o Reino dos céus. Meu Deus! Tudo tão simples mas tudo tão complicado: sermos simples como as crianças e, no caso concreto, como aquelas crianças. Meu Deus! Que grandeza manifestada numa fragilidade tão grande como uma criança abandonada, rejeitada, esquecida, a querer ser amada.
Hoje foi dia de festa na Ajuda de Berço, mas foi festa também na vida de quem partilha a vida - o que é e o que tem - com estes modelos apresentados por Jesus.
E que Deus nos torne como crianças, porque só assim compreenderemos a simplicidade, a bondade e a beleza. Hoje foi um dia que valeu mais que a pena!

Para além da morte

No segundo domingo da Quaresma, o Evangelho narra-nos sempre o episódio da Transfiguração de Cristo. Muitos significados podem ter esta teofania (manifestação de Deus) mas, na Quaresma, quer dar-nos o alento de que a Quaresma só faz sentido se a vivermos à luz da Páscoa. É para lá caminhamos em cada ano e é para lá que caminha a nossa vida. Jesus, antes de sofrer diz aos seus discípulos que vai ser preciso passar pelo desprezo, sofrimento e até pela morte mas que, aquilo a que eles presenciaram - Jesus transfigurado - é o que verão depois da morte: um corpo ressuscitado, luminoso, glorioso, vive para sempre.
Lembrarmos na Quaresma a Transfiguração de Cristo é também para que nós, cristãos, percebamos que não estamos destinados à morte. E que ainda que a doença nos desfigure ou até a morte nos assuste, sabemos que para além da morte está o Ressuscitado para nos dar a vida eterna. Bom domingo!

10º dia da Quaresma

Na Igreja, as funções «não dão justificação à superioridade de uns sobre os outros». (EG 104)

sexta-feira, 14 de março de 2014

9º dia da Quaresma

Rezar pela pessoa com quem estamos irritados é um belo passo rumo ao amor, e é um acto de evangelização. Façamo-lo hoje mesmo. (EG 101)

quinta-feira, 13 de março de 2014

8º dia da Quaresma

Peçamos ao Senhor que nos faça compreender a lei do amor. Que bom é termos esta lei! Como nos faz bem, apesar de tudo amarmo-nos uns aos outros! Sim, apesar de tudo! (EG 101)

quarta-feira, 12 de março de 2014

D. José Policarpo

Soube da notícia poucos minutos depois de ele morrer. Quando alguém com quem convivemos morre, quase automaticamente nos vem à memória episódios mais ou menos felizes dessa pessoa. Eu recordo vários, que não vou aqui narrar, mas todos positivos. Lembro especialmente três: foi ele quem me ordenou, foi ele quem dedicou a igreja do convento onde vivo, e muito fez por ela, e foi ele quem, como como conto num dos retalhos deste blogue, às "exageradas" apresentações e louvores da minha pessoa por parte de um padre ele arrematou: também tem que fazer alguma coisinha pelo Reino de Deus.
Comigo sempre simpático, afável, acolhedor, próximo e amigo. Sei que tinha especial preocupação pelos padres mais problemáticos e sei que amava muito a Igreja. Várias conversas a dois ou com mais alguém iam-me confirmando isso. A história dele dirá, assim como nós dizemos daqueles com quem convivemos. De D. José Policarpo só tenho que dizer bem pelo bem que me fez e pelo bem que o vi fazer. Que descanse em paz.
 
(fotografia: D. José Policarpo a assinar as Actas da Dedicação da igreja do Convento, 2005)

7º dia da Quaresma

Deus não se esconde de quantos o buscam com coração sincero, ainda que o façam tacteando, de maneira imprecisa e incerta. (EG 71)

terça-feira, 11 de março de 2014

Dia de celebrações e encontros

Dias cheios, estes, passados grande parte do tempo entre o convento e os Maristas, onde estou na segunda parte das celebrações da Palavra.
Mas hoje venho aqui para partilhar uma celebração ao final da tarde, aqui no convento, com alunos Maristas que estão a fazer a preparação "espiritual" para uma peregrinação a pé a Fátima. Foi hoje o segundo encontro.
Uma das dinâmicas consistiu em escrevermos num postal uma mensagem a alguém do grupo sobre a caminhada. Todos escrevemos e todos teríamos que a entregar a quem menos conhecêssemos do grupo. Eu lá escrevi o meu texto e entreguei-o ao rapaz que estava ao meu lado, que quase de certeza me conhece mais ele a mim do que eu a ele, mesmo que a minha memória visual ainda esteja em bom estado. Mas, sem esperar, uma rapariga levantou-se e veio entregar-me o cartão dela. Dizia assim: O que importa não é a chegada, mas sim a caminhada, por isso aproveita esta e todas as outras dádivas que a vida te der.
Fiquei contente com a mensagem mas, sobretudo, com o inesperado de ela se levantar e vir ter comigo para me entregar o postal.
Hoje partilho convosco este momento e também esta mensagem. Que a ofereço também à Alzira, de Feirão, que morreu hoje, de cancro. Ainda nova, entre a minha idade e a da minha mãe, lutou enquanto pôde. No ano passado falámos bastante sobre a doença e a esperança que tinha na recuperação e na importância de viver cada dia como único. Hoje aplico a mensagem desta rapariga à vida da Alzira porque o importante na vida dela não foi a morte mas o percurso que fez. Sim, porque ela não desistiu e ganhou forças para avançar sempre; a aprendeu a agradecer todas as recuperações que ia tendo bem como as dádivas que a vida lhe deu. Agora não sofre, agora está em paz, está certamente com Cristo. Que ela descanse em paz e nós, enquanto por cá andamos, aproveitemos as dádivas que a vida nos dá.

O livro que está a nascer

Caros Amigos,
O livro que vai ter o nome deste blogue está na gestação final. Já deve estar a ser impresso. Dentro de dias estará à venda e já tem data de apresentação ao público: dia 3 de Abril às 18h no Convento de São Domingos. Aqui fica o convite. E, desde já, obrigado pela vossa presença.

6º dia da Quaresma

Um olhar de fé sobre a realidade não pode deixar de reconhecer o que semeia o Espírito Santo. (EG 68)

segunda-feira, 10 de março de 2014

5º dia da Quaresma

Se alguma coisa nos deve santamente inquietar e preocupar a nossa consciência é que haja tantos irmãos nossos que vivem sem a força, a luz e a consolação da amizade com Jesus Cristo, sem uma comunidade de fé que os acolha, sem um horizonte de sentido e de vida. (EG 49)

domingo, 9 de março de 2014

1º Domingo da Quaresma

Muitas vezes agimos como controladores da graça e não como facilitadores. Mas a Igreja não é uma alfândega; é a casa paterna, onde há lugar para todos com a sua vida fatigante. (EG 47)

sábado, 8 de março de 2014

Não cair na tentação

Começamos hoje o primeiro domingo da Quaresma.  A Liturgia deste tempo pauta-se pela austeridade. As leituras introduzem-nos no espírito quaresmal. No evangelho escutaremos, como todos os anos, o episódio das tentações de Cristo, ou a sua ida para o deserto, onde esteve quarenta dias. Uma experiência difícil porque também ele foi tentado. Jesus sabia como é fácil ser tentado e como é difícil não cair na tentação. Por isso, no Pai-nosso, ensinou-nos a pedir a Deus que não nos deixasse cair na tentação. Tentação no singular. Porquê? Porque ao longo da história da humanidade, e desde o seu início, a tentação do ser humano é só uma e sempre a mesma: querer ser Deus.
Primeiro domingo da Quaresma, tempo de deserto, tempo de tentação. A Palavra de Deus pode ajudar-nos a travá-la e a oração a combatê-la. Dispostos a aceitar que Deus seja o nosso Deus? Bom domingo!

4º dia da Quaresma


Cada cristão e cada comunidade há-de discernir qual é o caminho que o Senhor lhe pede, mas todos somos convidados a aceitar esta chamada: sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho. (EG 20)

sexta-feira, 7 de março de 2014

3º dia da Quaresma


Os cristãos têm o dever de anunciar o Evangelho sem excluir ninguém, e não como quem impõe uma nova obrigação, mas como quem partilha uma alegria, indica um horizonte maravilhoso, oferece um banquete apetecível. (EG 14)

quinta-feira, 6 de março de 2014

Viagens

Dia de viagem. Ida ao Porto para me encontrar com três candidatos à Ordem. A vida é feita de viagens, sejam elas interiores ou exteriores, mais a direito ou andando em curva. Todas têm um objectivo e todas nos  levam a um destino. Viajar é sempre bom. Desinstala-nos, faz-nos ver outras coisas, ou as mesmas de outra maneira. Assim é viajar: à volta do mundo ou à volta de nós.

2º dia da Quaresma


Deus nunca se cansa de perdoar, somos nós que nos cansamos de pedir a sua misericórdia. (EG 3)

quarta-feira, 5 de março de 2014

Uma entrevista sobre a alegria no Carnaval

A Agência Ecclesia fez-me um entrevista sobre o Carnaval e a alegria.
Passou no domingo passado, na Antena 1.
Aqui fica o link para quem quiser ouvir: http://agencia.ecclesia.pt/radio/noticia_emissao_online.php?mediaid=4479

1ª dia da Quaresma


Quando a vida interior se fecha nos próprios interesses, deixa de haver espaço para os outros, já não entram os pobres, já não se ouve a voz de Deus, já não se goza da doce alegria do seu amor, nem fervilha o entusiasmo de fazer o bem. (EG 2)

sábado, 1 de março de 2014

Inquietações

O Evangelho deste último domingo do Tempo Comum fala-nos das várias inquietações do dia-a-dia. Jesus tenta relativiza-las ou, então, vê-las numa perspectiva mais espiritual. O excesso de preocupação com o comer e o vestir faz-nos "perder tempo" com o essencial. O convite de Jesus à simplicidade de vida, usando as aves mais simples e os lírios como exemplo de despojamento, são um bom mote para a quaresma que, entretanto, se aproxima. Viver bem o dia-a-dia, não sofrendo por antecipação nem por excessiva preocupação ajuda-nos a ver que, se confiarmos em Deus, o essências não há-de faltar.
Será que o excesso nos deve ocupar assim tanto tempo? Bom domingo!