Este blogue quer ser uma partilha do que faz um frade-padre. Pertenço à Ordem dos Pregadores, comummente conhecida por Dominicanos. Não é um diário... serão retalhos.
Renascer das cinzas
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Desolação. Assim ficou o oratório e a sacristia do convento. Mas a cruz não caiu e a esperança renasce.
Senhor Jesus, eu te agradeço a possibilidade de fazer uns dias de retiro. Parar, afastar-me da cidade, subir ao monte para rezar entrar na tua casa, oleiro da minha vida, para acolher a tua Palavra e melhor cumprir a tua vontade. No início deste retiro quero entregar-te as minhas preocupações e angústias, o meu cansaço e os pensamentos apressados; que o cinzento não tolde o céu azul nem a luz da tua claridade. Concede-me o espírito de interioridade, de paz, de oração e de paciência; e o dom da conversão para ser como o barro nas mãos do oleiro, eu, nas tuas mãos, moldado pela fé, pela esperança e pela caridade. Virgem Maria, Senhora do silêncio e da escuta, concede-me nestes dias o dom da contemplação e da alegria para, como tu, em cada dia, ir dizendo a Deus o meu sim. Ámen. (cf. Jeremias 18, 1-6)
Quarto tema do CPM: A fecundidade do casal. Assim como colocamos a questão: o que é que torna fecunda uma relação?, podemos dar-lhe a volta e perguntar igualmente: o que é que torna estéril uma relação.
No tema anterior falou-se de diálogo e gestos de amor. Agora aparece este tema que, à primeira vista, pode levar a pensar que é falar sobre os filhos. Mas, a fecundidade do casal vai para além dos filhos.
Em cada casamento na Igreja, momento a partir do qual um contrato se torna numa aliança, ouve-se a mesma voz de Deus, a do início da criação do homem e da mulher: "Crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra". A partir do compromisso de viver uma relação em Deus, aí começa a fecundidade do casal. Como uma semente lançada à terra e da qual se espera que venha a dar flor e depois fruto.
Mas, de facto, os filhos, são um sinal da fecundidade do casal. Não exclusivo porque, como já se disse, a fecundidade do casal não se esgota nos filhos. Por isso, os filhos não vêm pro…
Partiu ontem, para junto de Deus, assim nos faz crer a fé, o frei José Maria Ribeiro, que nasceu em São João da Ribeira, no dia 21 de Novembro de 1939. Não foi fácil a sua infância e juventude. Nasceu anão, diferente das outras crianças, o que para uns causaria pena e a outros alguma graça. Mas, apesar da diferença nunca quis ser diferente. Fez tudo como os outros, como sempre recordava. Sei também que a sua catequista era também anã, porque a encontrei uma vez e falou-me dele e depois, ele de ela, com carinho.
Como o frei José Maria tinha uma grande memória e muitas memórias, vou tentar aqui deixar algumas, contadas por ele, e outras que nós lembramos. [Quando há uns anos morreu uma senhora muito ligada a nós, dominicanos, e eu contei algumas histórias, ele pediu para eu as por por escrito para não entrarem no esquecimento. Não o fiz, mas hoje faço-o para que não se perca uma vida tão simples, humilde e dominicana.] Ainda criança veio a Lisboa com o pai. Dizia que o primeiro sítio o…