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A mostrar mensagens com a etiqueta Amizade

Esse homem és tu!

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Na Missa diária temos vindo a ler na primeira leitura passagens do Antigo Testamento, em especial nesta semana o ciclo de David. Ontem escutámos a paixão assolapada do rei David por uma mulher casada, Betsabé. Queria envolver-se com ela, mas sendo casada havia um pequeno empecilho, o marido Urias. Mas há gente que acha que os meios justificam os fins. Lá conseguiu deitar-se com Betsabé, que engravidou, o marido veio a saber e David, para o despachar, como Urias era soldado, coclocou-o na frente da batalha, com a indicação de que não o socorressem se ele fosse ferido porque ele queria que Urias morresse. Alguns poderão pensar: como é que a Bíblia relata uma coisa destas? Pois é, é a história humana. Nós, humanos, somos às vezes como o rei David: fazemos tudo o que está ao nosso alcance para chegarmos aos nossos objectivos, nobres ou nem por isso. Mas a história não acaba aqui e hoje escutámos a segunda parte: Deus manda o profeta Natã ir ter com David para lhe pedir contas da asn...

Sem manipulações

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Uma amiga mandou-me esta foto com uma rua com o meu nome! Mas, claro, não sou eu. Tem a sua piada. Sobretudo ter-se lembrado de mim em Avis! Obrigado.

Frutos da terra

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Esta manhã vieram trazer-me estes frutos da terra. Mais biológicos e frescos não podem ser. E mais que os frutos, conta a generosidade de quem é pobre partilha o que tem.

Utilidade no céu

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" Ser-vos-ei mais útil no céu " foi a frase de despedida de São Domingos. É uma frase que gosto muito de lembrar quando a minha vida cruza com pessoas boas e santas. Como a de uma amiga minha que acaba de partir. E parte em paz porque vai encontrar-se com aquele que o seu coração amou. Mulher de fé e de oração, que tanto me foi útil na terra, não tenho dúvidas que me será ainda mais útil no céu. Que agora descanse em paz no coração de Deus.

Visitas de Lisboa

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Ontem tive a alegria, eu, Feirão e Cotelo, de recebermos amigos de Lisboa. Vieram propositadamente para conhecer estas terras que tanto me prendem. Vieram, estiveram na Missa de Feirão, foram apanhar amoras, foram ver a vista desde a capela de São Cristóvão, e almoçaram em Cotelo. Almoçaram eles e almoçámos nós, também. Da parte da tarde, visita a Cotelo, ida a Caldas de Aregos e despedidas. Para Feirão e Cotelo foi um acontecimento: quem seriam? Amigos ou familia do senhor padre? As pessoas daqui gostam de saber estas coisas... Agradeço-lhes a visita e que se repita. (fotografia: vista de Feirão a partir do marco geodésico)

Entre gostar e amar

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Não conheço literatura sobre o que vou escrever, por isso, o que aqui se disser é o que eu acho, como indica uma das etiquetas deste post. Perguntas que me assaltam: Gostar ou não das pessoas dependa das pessoas em questão ou depende de nós? Depende das duas partes ou de nenhuma? Lembro-me que uma vez conversava com um professor de filosofia sobre a amizade e, no final ter-lhe dito que não se podia gostar de toda a gente, ao que ele respondeu: mas pode amar toda a gente. Mais confuso fiquei! Mas hoje compreendo o alcance da resposta deste meu professor, e deste ponto falarei mais para o final. Há pessoas que acham que estas coisas da amizade ou de gostar ou não de alguém tem a ver com signos e os ascendentes. Não é a primeira vez que, no final de um ou dois encontros com alguém me perguntam qual o meu signo e depois rematam: vamo-nos dar bem, o meu signo dá-se bem com o seu. Fico banzado. Mas não nego que haja uma “química” entre pessoas. É mais fácil ficar a gostar de algum...

Aguarelas

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  Finalmente tive uns minutos para, antes de aqui vir, ir colocar no site dos dominicanos, do qual sou o responsável (ainda que muito ausente), umas aguarelas digitalizadas. A autora e artista, Luísa Albuquerque, que tenho por amiga, minha e dos dominicanos. Há tempos pedi-lhe um trabalho ambicioso (da minha parte): pintar as etapas da formação dominicana. Fê-las e ofereceu-as. Irão ficar em quadros numa sala do convento. Digitalizei as imagens e deixo-as hoje aqui, com um grande obrigado à Luísa. São quatro, referentes às etapas da vida dominicana: aspirantado, postulantado, noviciado e estudantado. Se quiserem saber mais sobre este tema vão ao site dos dominicanos, link vocações.                

Um verdadeiro amigo

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Quer esta crónica prestar homenagem a um amigo meu, dos verdadeiros e dos mais novos, em idade e em relação. Para despistar vou chamar-lhe Bartolomeu, tem três anos e vive na Ajuda de Berço. É uma criança como qualquer outra criança, que gosta de falar, gosta de brincar e tudo o resto, mas em tudo sério. Comigo ainda é tudo muito confuso: ora sou Filipe, ora sou padre ora sou frei. Ontem perguntou-me porque é que eu era Filipe, padre e frade. Lá lhe expliquei que Filipe é o meu nome, sou padre porque rezo Missas e sou frade porque vivo num convento. Disse-me, então, que sabia uma canção que eu gostava. Perguntei-lhe qual era e era a do tenho um amigo que me ama. O meu primeiro encontro com ele foi quando se teve de despedir do pai e vinha a chorar. Dei-lhe colo, que acalma sempre, e disse-lhe que não era preciso chorar que o pai viria vê-lo mais vezes. Quando me vê vem ao meu encontro. E pergunta-me se trouxe ovos. Digo-lhe que não, que não sou nenhuma galinha, que a...

O valor da amizade

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Depois do amor, o mais se deve prezar é a amizade. Aliás, para muitos, a amizade acima de tudo. E para alguns "teóricos" da amizade, ela é uma forma de amor (" A amizade é a forma ética do amor "). Digo muitas vezes que tenho poucos amigos. E digo a verdade, não minto. Não digo com pena, digo com tranquilidade, porque sei que os poucos amigos que tenho são mesmo amigos, os de todas as horas, os que são capazes de se alegrar com as nossas alegrias e abraçar-nos nas lágrimas. Os amigos não têm de dar nem de receber, têm de estar. Não tanto no Facebook mas na vida. Uma vezes apoiam-nos outras confrontam-nos. Podem não gostar do que fazemos ou do que pensamos mas continuam a ser amigos. Por vezes dois amigos são dois teimosos, outras vezes concordam em muito ou pouco, mas um amigo não fica calado, excepto se o silêncio for forma de falar. Umas vezes dão conselhos sem pedirmos e outras pedimos o seu conselho, porque sabemos que ajudarão numa decisão. Para mim, o que m...

Cartas de amizade espiritual

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Estou a terminar a tradução de umas cartas muito especiais e queridas na Ordem Dominicana: as cartas do Beato Jordão de Saxónia com a Beata Diana de Andaló. O cuidado e a preocupação de um pelo outro são sinais do que mais belo pode acontecer entre nós, humanos: a amizade. Ele, como Mestre da Ordem sempre a girar pelos conventos da Ordem e ela, no Mosteiro de Santa Inês de Bolonha, a rezar por ele. Sempre que ele tem tempo escreve-lhe uma carta, sempre com saudades e vontade de se encontrarem. Não temos as de Diana a Jordão; só as de Jordão para Diana. Casualidade ou não, na semana passada enviei uma carta às Monjas de Lamego, elas estavam preocupadas com as decisões do Capítulo Provincial a meu respeito e, como não têm Internet nem conta de e-mail, teve que ser mesmo carta. Livrei-me de escrever à mão, actividade que pratico cada vez menos, excepto nas assinaturas e algumas notas. Caso contrário, tudo no computador. Chegou a resposta. Publico-a aqui, para verem o que é este sentime...

António Ideias e a procura de Deus

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Sou amigo do António Ideias e ele é também meu amigo. Se vivêssemos há uns séculos atrás seríamos bons amigos espirituais. Admiro a sua fé e o seu testemunho. Desde que o conheço e como o conheci, vejo nele um homem que caminha e voa, que em tudo procura Deus e certamente o encontra mais que eu. Também ele me ajuda a ir encontrando Deus. Pensamos de modo igual sobre Deus e os homens, sobre a Igreja e os caminhos do mundo. Poucas vezes discordámos em assuntos mais espirituais. Admiro-o porque no difícil que já viveu conseguiu encontrar refúgio em Deus. Procurou-me há uns anos por questões espirituais e, há um ano, pôs-me à roda com ele e com outros, todos pilotos, na formação de um grupo de pilotos católicos. O grupo está formado, vai andando, de acordo com as escalas e as vidas de cada um. Faz parte dos seguidores deste blogue. É para mim uma honra. Teve um acidente grave na semana passada e está em coma no hospital. Fui vê-lo na sexta-feira. Demorei pouco, não ...

Primeira Comunhão

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Venho da celebração da Primeira Comunhão do João Maria, um amigo meu. Faz hoje sete anos e, como prenda, recebe hoje, pela primeira vez, Jesus sacramentado, no seu coração. Pode o leitor estranhar que tenha um amigo de sete anos. Uma vez perguntei-lhe se ele era meu amigo. Ele disse-me que sim. E eu acrescentei: Eu também sou teu amigo. És das poucas pessoas com quem posso brincar. A celebração foi simples e bela, como se requer em momentos destes. Infelizmente - e já o escrevi aqui algumas vezes - faz-se das celebrações de Primeira Comunhão um acontecimento social, vazio, com barulho e exteriorismo. Esta celebração de hoje, e dou graças a Deus, fugiu a tudo isto. Simples, sem convidados, uma celebração comunitária de fé. Pedi a uma amiga que fizesse a pagela da primeira comunhão e eu, como prenda, escrevi-lhe esta oração a que daria este título: Oração de acção de graças pelo dia da Primeira Comunhão e para depois de cada comunhão. Aqui a deixo, agradecendo ao João e à família a ...

Quando o céu e o mar se tocam

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Estou na praia. Tirei esta semana para, num lugar descansado, poder fazer uma revisão final do Missal da Ordem Dominicana. Aproveito o descanso, a companhia e a praia. Há mais disponibilidade para rezar, fazer as coisas com calma, cozinhar e desfrutar do tempo. Aprende-se a viver com pouco, a dar valor às pessoas mais que às coisas, a estar sensível ao que se vê e ao que se ouve: o rebentar das ondas, o barulho das crianças quando a água lhes toca... Mas bonito bonito é olhar para o horizonte; mais além do imediato. Lá onde não há ondas e, só de quando em vez se vê um barco de pescadores a passar. Lá onde a linha do mar se cruza ou confunde com a linha do céu. E pensar na imensidão e na grandeza de tudo. Diante da natureza o ser humano é muito pequeno. Menos mal que tem inteligência para apreciar, contemplar e aproveitar. E dar graças a Deus por isso. Por haver remansos, trabalho e amigos com quem partilhar a vida. (fotografia: Encontrei esta concha ontem na praia. Quando caminh...

Quatro apontamentos

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Não ter ido a Angola não foi uma desgraça. Ou seja, não fiquei sem trabalho. Aliás, estes dois dias têm sido muito bons para retomar alguns projectos que esperavam na gaveta uns dias da minha disponibilidade para se verem adiantados ou concluídos. Aqui ficam hoje quatro apontamentos sobre estes dois dias. 1. Disposição para ouvir.  Creio que já aqui escrevi mas, como não sei onde, repito mais uma vez: um dos ministérios dos padres é o da escuta. Disponibilidade para escutar. Que é diferente de uma consulta de psicologia ou de uma conversa de amigos. Pode ser tudo isso mas é mais que isso. Entendo-o como um ministério. Não é muito reconhecido porque é necessariamente discreto. E também secreto. De uma das conversas fiquei com esta frase que me citaram, de São Tomás de Aquino, que já descobri a fonte: " Sustinere est difficilius quam aggredi " (suportar é mais difícil do que atacar). É realmente é verdade. Às vezes apetece reagir mas, o melhor, é sempre aguen...

Oração pelos que nos rodeiam

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Obrigado, Senhor, pela beleza dos que me rodeiam. Palavras e gestos, rostos e sentimentos de quem está perto e nos ajudam nos combates da vida. Obrigado, Senhor, por aquelas pessoas que colocas no nosso caminho, as que nos podem parecer um mundo de trabalhos, mas que à tua luz são sempre um desafio. Obrigado, Senhor, pelos que não vivem da aparência, e mostram a sua fragilidade num sorriso tímido num olhar envergonhado. Obrigado, Senhor, pelos que se dispõem a ajudar porque sim, em troca de nada, ou quanto muito de uma avé-Maria. Obrigado, Senhor, porque no meio do cansaço e da tristeza nos mostras a alegria escondida do amor sem limites. Por aqueles que nos rodeiam, bons ou maus, tu o sabes, obrigado, Senhor.

A ternura dos quarenta

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Sou o mais novo dos frades da comunidade onde vivo. Ainda não tenho quarenta anos... mas estou lá quase. Acima de mim estão três irmãos que andam já a explorar a casa dos quarenta... E os três fazem anos este mês: um fez quarenta e oito, outro quarenta e dois e o de hoje quarenta e quatro. Quando as pessoas me dizem que fazem quarenta anos, lembro-me sempre da canção do Paco Bandeira, que não anda nos seus melhores dias, digo o Paco, claro, que a canção está sempre em alta. Pois aqui fica, no dia em que o último faz anos neste mês, a canção da ternura dos quarenta, que lhes dedico. E aos que, como eu, ainda não lá chegámos, vamos ouvindo a canção para nos habituarmos à ideia...

Os amigos

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O Evangelho manda-nos rezar pelos inimigos. Mas não nos proíbe de rezar pelos amigos. E, se calhar, ainda é o melhor que podemos fazer por eles. Pelo menos para os que acreditamos que a oração é um vínculo forte de união. Porque podem-se escrever poemas e livros, procurar citações, aglomerá-los e exibi-los no Facebook (serão todos os amigos do Facebook verdadeiros amigos?)... nunca deixarão de ser só modos de dizer a amizade. Não sei o que é um amigo. Explico-me. Não sei dizer o que é um amigo. Leio coisas e sim, acho que é isso, encontro pessoas e faço o crivo: é meu amigo, conhecido ou irmão? Para mim é tão difícil ter amigos como falar da amizade. Mas existem. Muitos ou poucos, eles existem. Às vezes não os tratamos como eles quereriam ou mereceriam. Às vezes há turbulências, afastamentos, mas eles continuam por ali, mesmo que aparentemente distantes e calados. São os que aguentam os nossos risos e as nossas lágrimas, os que gastam tempo em ouvir-nos ou em aturar os nossos maus feit...

No mínimo comovente

(Neste post decidi não colocar nenhuma imagem. Desculpem. Tenho-a na minha cabeça e não a consigo digitalizar) Hoje assisti a um episódio - episódio é uma palavra fria para descrever o que vi e senti - no mínimo comovente (foi bem mais que comovente). No hospital onde tenho ido visitar um doente tem aparecido uma amiga dele, com trissomia 21, acompanhada de uma Irmã. Várias vezes já nos cruzámos, sobretudo no corredor, eu a sair e ela a entrar. Mas hoje coincidimos no quarto. Já tinha ouvido histórias desta amizade mas hoje vi que, de facto, os sentimentos unem muito as pessoas. Ela entrou, viu que eu estava e ficou calada. Comportamento típico de quando se está com estranhos. Depois lá quebrei o gelo, pedindo-lhe um beijinho, que deu, e oferecendo-lhe a cadeira onde estava sentado (ela gosta muito de estar sentada). E tudo o resto pareceu um ritual, os dois abstraídos dos que estávamos no quarto. Ela pegou na cadeira, aproximou-a da cadeira do amigo e sentou-se. Olhou para ele, levant...

Volta Saloia

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Em bom português, hoje foi dia da volta saloia. Fui a Mafra. Não por causa do Saramago - não costumo fazer dessas romarias, nem fui à procura da Blimunda nem do Sete-Sois. Fui ver, com amigos, o Convento. Fazer o caminho antigo, não cair na tentação das auto-estradas que poupam tempo mas que também nos tiram as vistas; descer para depois subir, ver ao longe as torres tão próprias do Convento e ao perto terra trabalhada e por trabalhar. Chegar ao Convento, entrar na igreja que parece grande, e que é pela grandeza interior porque, tal como os homens, as igrejas não se medem aos palmos, visitamos os santos que a habitam, alguns com mais devoção, e apreciamos o esplendor do grandioso século XVIII português. E depois assomar-se à varanda de São Sebastião, na Ericeira, para sentir a frescura do mar, vê-lo mais forte do que noutras praias visitadas, e ver a imensidade do mundo. Almoçar com mais amigos, acompanhar a brincadeira das crianças que ora nadam ora lêem. E sentir-se tranquilo, em cas...

As datas de cada um

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Cada um de nós tem as suas datas. De boa ou má memória vamos celebrando ou só lembrando o que tornou diferente o dia que nos marcou. Os casais têm uma data que nunca esquecem, ou mal vai se a esquecem: a do casamento. Nós, padres, por comparação, temos a da nossa ordenação. Mas não é da minha que hoje falo. Esperava que um amigo meu escrevesse no seu blogue sobre o dia da sua ordenação - passa hoje o 4º aniversário - mas até esta hora nada. E então, neste meu blogue, escreverei sobre o seu aniversário de ordenação. Creio que ele não me levará a mal. O que cada um sente ao lembrar esse dia é mesmo pessoal e íntimo. O que eu senti não é o que outro padre sente ou poderá sentir. Mas acho que um sentimento comum é o de acção de graças. Dar graças a Deus porque tentamos, com muitas quedas mas também com a vontade firme de ser fiel, responder ao seu chamamento. Acção de graças porque, mesmo sabendo que somos frágeis, sentimos que somos um vaso de barro que Deus modelou e que colocou lá dentr...