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O exame de consciência do Papa

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Na semana passada o Papa Francisco fez distribuir na Praça de São Pedro, um pequeno livrinho sobre a confissão. Nele vêm algumas pistas sobre o exame de consciência. Traduzi e coloco aqui para reflexão e, porque não, como encorajamento para a confissão? Confrontando-me com Deus: Volto-me para Deus só em desejo? Participo na Missa dominical e nos dias de preceito? Começo e termino o meu dia com a oração? Invoquei em vão o nome de Deus, de Maria e dos Santos? Envergonho-me de me apresentar como cristão? O que faço para crescer espiritualmente? Como? Quando? Revolto-me diante dos desígnios de Deus? Pretendo que seja Ele a cumprir a minha vontade? Confrontando-me com o próximo: Sei perdoar, partilhar, ajudar o próximo? Caluniei, roubei, desprezei os mais pequenos e indefesos? Sou invejoso, colérico, parcial? Tomo conta dos pobres e dos doentes? Envergonho-me da carne do meu irmão ou da minha irmã? Sou honesto e justo com todos ou alimento a "cultura do descartável...

Para onde vamos?

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Este título não quer ser uma pergunta metafísica nem ontológica. Bem mais simples e terreno. Para onde vamos pode ser a pergunta que cada um de nós vai fazendo quando entra em contacto com situações e modos de vida que nos surpreendem. Falo por mim e falo dos que tenho observado e que me pergunto, não querendo ser de modo nenhum um Velho do Restelo ou um desencantado deste mundo. Quando, às vezes me dizem que o mundo está pior, tento sempre corrigir, dizendo que mudou, é certo, mas para melhor ou pior ainda não podemos afirmar nem confirmar. Porque o nosso ponto de referência é o passado, e o passado teve as suas coisas boas e também as más. Estamos a mudar de comportamentos e de vidas, o que antes era impensável é hoje admissível e o que hoje é admissível poderá vir a ser no futuro impensável. Nalgumas reflexões de grupo tenho vindo a dizer que o homem se auto-destruirá. Não é uma visão pessimista mas a verdade é que, como se diz por Feirão e arredores, "andamos a arranjar ...

Os nossos fantasmas

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Não acreditamos em fantasmas mas temo-los na nossa cabeça. De vez em quando a consciência traz-nos à memória coisas do passado, aquelas que nós pensávamos já estarem resolvidas e arrumadas na nossa cabeça. E assaltam-nos o pensamento, perturbam-nos, cismamos nelas e chegamos à conclusão que, afinal, apesar do passar dos anos, de até ter sido uma coisa de somenos, estão por resolver. O que fazer? Exorcizar. Sem padre. Só com Deus. E com Ele fazer o caminho catártico para que voltarmos à paz que perdemos. Deixar que Ele afugente o passado pecado mas perdoado. E então veremos o céu azul, sem nuvens nem fantasmas, porque eles, afinal, não existem.