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Sinais de Páscoa

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Domingo de Ramos - preparar o domingo

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A voz poderosa que dá vida

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Mesmo quando o pecado e o mal nos ligam as mãos e os pés, há uma voz, a de Jesus, que é poderosa para libertar e fazer-nos voltar à vida.

Uma luz que dissipa as trevas e ilumina as nossas noites

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Imitadores de Jesus, devemos libertar os que se encontram perdidos e cegos aproximando-nos mais do Evangelho e levando-o aos outros como a luz que dissipa as trevas e ilumina as nossas noites.

Trazendo ramos de oliveiras

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Regressei esta tarde de Lamego. Pelo caminho, e à chegada, vi em vários momentos, pessoas trazendo com elas ramos de oliveiras, que iam ou vinham da missa dos Ramos. E achei bonito este ser ainda um rito cristão, popularmente enraizado no nosso Portugal. Os ramos simbolizam a nossa fé e o nosso testemunho. E também a nossa ligação a Cristo. Os ramos que hoje ou amanhã apresentarmos na missa, depressa secarão, porque não estão ligados à árvore. Assim também a nossa vida e a nossa fé, se não estiver enraizada em Cristo, que a alimenta e fortalece. Bom domingo.

Porque Deus ama

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As leituras deste quarto domingo da Quaresma incidem sobre a presença e o amor de Deus nas nossas vidas. Deus amou tanto o mundo, que lhe deu o seu Filho Unigénito. Deus ama tanto, Deus só pode amor porque é amor, ternura e misericórdia. Por isso, se existe mal, não vem de Deus, se nos sentimos castigados, não vem de Deus o castigo, se nos sentimos órfãos, a solidão não vem de Deus.  Deus só ama. Está nas nossas vidas porque nos ama, enviou o seu filho, porque nos ama. Resumindo: a nossa história com Deus é uma história de amor, porque Deus ama. Bom domingo!

Transfigurações

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Avançando para a Páscoa, o segundo domingo da Quaresma faz-nos subir ao Monte Tabor para contemplar o Transfigurado. Jesus, a caminho de Jerusalém, avisa os discípulos que vai sofrer e que quem o quiser seguir tem que pegar também na cruz. Pedro tenta demover Jesus da subida a Jerusalém, mas não consegue. E é a caminho de Jerusalém que Jesus pega em Pedro, Tiago e João e se transfigura diante deles. Transfigurar. O dicionário é claro: mudar de figura. Frederico Lourenço, que traduziu do grego os Evangelhos, especifica numa nota que a tradução exacta é metamorfose. Quer uma quer outra dizem, no fundo, o mesmo: mudou de aspecto, envolvendo-se de uma luz alvíssima que impressiona os discípulos. Em Jesus, transfiguração significa antecipação da Páscoa. Explica-nos que a morte é uma "metamorfose" necessária para nos fazer viver na luz de Deus. Que ele, à semelhança de Moisés e Elias não vai ser arrebatado ao céu, nem ter uma morte tranquila, mas sim uma morte de sofrimento,...

Alegrai-vos!

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A liturgia deste domingo faz-nos várias vezes o convite à alegria. Quer por estarmos a meio da caminhada do Advento quer pela Palavra de Deus que nos faz entrar na alegria expectante de Jesus que vem. O nosso coração precisa de Jesus e é Jesus que lhe dá alegria e calor. Uma vida sem Jesus é uma vida sem alegria, uma vida cinzenta. Cristãos sem Jesus são, como lembra o Papa Francisco (que hoje faz anos!) são cristãos com cara de vinagre ou cara de funeral. Com Jesus no nosso coração não tristeza que se aninhe nem desespero que nos pese. Hoje faço minha a oração do coral de Bach, Jesus alegria dos homens, pedindo para mim e para todos o que vivem para a alegria este dom que só Jesus nos pode dar: Jesus, minha alegria permanente, Conforto e seiva do meu coração Jesus livra-nos de todos os sofrimentos: Ele é a força da minha vida Prazer e sol dos meus olhos Tesouro e bem-aventurança da minha alma É por isso que eu não deixo sair Jesus Do meu coração ...

Preparai - Consolai

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Preparai é o imperativo deste segundo domingo do Advento.  Preparai um caminho, uma vida, para que o encontro com Deus aconteça nos caminhos tortuosos e difíceis da vida. Preparai o caminho do coração de Deus até ao nosso, um caminho plano onde será preciso derrubar os muros do ódio e abater as montanhas do nosso orgulho. Preparai a festa da humildade, de Deus menino, pobre e humilde que vem nascer na nossa casa, que vem fazer uma tenda no nosso acampamento. E consolai. Consolai os tristes e os que sofrem. Consolai os que choram e os que vivem longe de Deus. Consolai os que estão sós e que sofrem. Consolai para que quando Deus vier o coração se possa encher da esperança e do amor de Jesus Cristo, que nos dá um novo vigor e  uma nova vida. Preparai. Consolai.

Vigiai!

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Vigiai, é o primeiro verbo deste Advento. Vigiar é mais que estar acordar. Vigiar é estar atento, é ter capacidade de análise sobre si e sobre os outros... é estar de vela acesa à beira da janela ou com a porta destrancada à espera de quem vem. Jesus pede-nos para vigiarmos, estarmos atentos à nossa vida, cuidando da tarefa que o Senhor nos deu e da qual nos vai pedir contas. Vigiar é deixar-se moldar pelo Oleiro das nossas vidas, aquele que nos ama e nos quer atentos, para sermos verdadeiramente felizes.

Contas fáceis de fazer

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O Evangelho de hoje é a parábola dos talentos. Talento é uma moeda que, facilmente entrou na nossa linguagem como dom, dote especial... Mas não, o talento do evangelho é mesmo moeda. Para perceber melhor das avultadas quantias que se entregaram aqui faço uma actualização de preços: Um talento é equivalente ao salário de seis mil dias de trabalho; Seis mil dias de trabalho equivalem a duzentos meses (dezasseis anos e meio); Uma pessoa que ganhe o ordenado mínimo nacional irá receber por duzentos meses de trabalho cento e sete mil euros. Portanto, o senhor da parábola entregou ao primeiro empregado quinhentos e trinta e cinco mil euros, ao segundo duzentos e catorze mil euros; e ao último cento e sete mil euros... De que se queixava ele? Era pouco? Bom domingo!

Terreno, semente e semeador

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No Evangelho deste 15º Domingo do Tempo Comum escutaremos a muito conhecida e explicada parábola do semeador. O que para nós hoje é fácil de entender foi, no tempo de Jesus, mais incompreensível a ponto de Jesus lhes ter de explicar a parábola. Os pregadores têm que ter imaginação para não repetir o evangelho, para não serem aborrecidos e para que a semente seja hoje lançada nos corações dos que escutam a Palavra de Deus e a querem por em prática. Um dos pregadores bem imaginativos e concretos foi o P. António Vieira. Para quem tiver tempo e gosto de leitura pode hoje entreter-se espiritualmente com a leitura do sermão da Sexagésima. Eu só irei deixar aqui um parágrafo que achei curioso: " Começou ele a semear (diz Cristo), mas com pouca ventura. “Uma parte do trigo caiu entre espinhos, e afogaram-no os espinhos”. “Outra parte caiu sobre pedras, e secou-se nas pedras por falta de humidade”. “Outra parte caiu no caminho, e pisaram-no os homens e comeram-no as aves”. Ora vede...

Domingo de Lázaro

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No próximo Domingo celebraremos o "Domingo de Lázaro". No século IV, Santo Ambrósio usou a imagem da ressurreição de Lázaro para falar da Penitência, comparando a ressurreição ao perdão dos pecados. Diz ele assim: " Cristo virá ao teu sepulcro e, se vir Marta chorar por ti, a mulher que cumpria bem o seu ministério; se vir chorar a Maria, que escutava atentamente a palavra de Deus, como a Santa Igreja, que escolheu a melhor parte, vai encher-se de misericórdia. Quando na tua morte vir as lágrimas de muitos, dirá: Onde o pusestes? Quero ver aquele por quem vós chorais, para que ele mesmo me comova com as suas lágrimas. Quero ver se está morto para o pecado, cujo perdão se pede. "

Pequenino rebanho

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Pequenina ovelha sou do teu rebanho que sendo grande sempre será pequeno porque há ainda outras ovelhas que precisam de escutar a tua voz meu Bom Pastor. Pequenina ovelha sou nos teus braços acolhida braços que me dão confiança e paz. Pequenina ovelha sou. Cuida de mim e crescerei.

Uma família às direitas

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No domingo entre o Natal e o Ano Novo a Igreja celebra a festa da Sagrada família. É a continuação do mistério do Natal mas, ao mesmo tempo, perceber que este Menino que nasceu para nós, nasceu no seio de uma família. O Evangelho fala-nos de uma passagem difícil para qualquer família: a perda de uma criança. O pânico do desaparecimento, o desespero da procura e, finalmente, a alegria do encontro. A resposta de Jesus é uma resposta que já é, de certa maneira, programática: ocupar-se das coisas do Pai. Todas as famílias têm problemas, e a Igreja está a dar-se conta de que não é tudo tão linear. Mas uma coisa deve ser transversal às famílias: o acolhimento e a alegria do encontro. Bom domingo.

Bendita és tu entre as mulheres

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A nossa caminhada de Advento termina com a figura sempre bela de Maria, a mãe de Jesus. O Evangelho narra-nos o encontro de duas mulheres agraciadas por Deus: Isabel, que concebe na sua velhice, e Maria, a cheia de graça, que concebe por obra e graça do Espírito Santo. Encontram-se as mães, encontram-se os filhos, e João exulta de alegria. Quem se encontra com Jesus encontra uma grande alegria no seu coração. Maria foi mãe e foi discípula. É mais feliz por ter acreditado que por ter concebido. São mais importantes os laços da fé que os laços de sangue. Maria é louvada pela sua fé. A fé faz-nos mudar de vida e viver a nova vida com alegria. Esse é o grande dom que Deus nos dá: pela fé renasce a esperança, a paz e a alegria nos nossos corações. Bom domingo!

Que devemos fazer?

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A meio da nossa caminhada para o Natal, entramos no conteúdo da pregação de João Baptista. João não é um homem teórico. Ele ensina o que vive, quer pela sua própria vida, marcada pela austeridade, quer pelos conselhos que dá a quem dele se aproxima. Todos lhe fazem a mesma pergunta: que devemos fazer? Que devemos fazer para acolher o Reino de Deus? E João centra as respostas em duas atitudes: a partilha e a prática da justiça. A partilha e a prática da justiça são dois valores do Reino que o nosso mundo vai conhecendo mas em dose reduzida. Partilhar significa sair do egoísmo, da maneira cómoda de viver, de ser sensível para com a fome e as desgraças do mundo. E a justiça significa querer bem ao outro, reconhecer-lhe ou devolver-lhe a dignidade perdida. Não esquecer que são seres humanos como nós. Neste tempo de Advento as sociedades são mais sensíveis a estes dois aspectos: partilha pela solidariedade, justiça pelo perdão. Não deixemos nós de nos perguntarmos o que devemos fazer par...

Preparai o caminho

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Figura incontornável do Advento é João Baptista. Nasceu antes de Jesus, começou a viver a vida antes de Jesus, preparou-lhe o caminho, apresentou-o ao mundo. João aparece-nos no Advento porque mais do que preparar o caminho preparou os corações. O coração é o ponto de encontro entre Deus e a humanidade. João teve esta importante missão: chamar à conversão para podermos acolher Jesus, a sua mensagem, a sua boa nova. A nossa vida, o nosso mundo precisa sempre de conversão. Temos sempre que aplanar qualquer montanha de egoísmo, endireitar qualquer caminho de justiça, preparar o nosso coração para acolher aquele que nos traz a salvação. Se os imperativos da semana passada eram vigiai e orai, o desta semana é preparar. Há trabalho a fazer, caminho a percorrer. E João Batista indica-nos aquele que é o caminho, a verdade é a vida: Jesus, alegria dos nossos corações. Bom domingo!

Vigiai e orai

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Começamos hoje, na Igreja e em Igreja, um ano novo é um tempo novo. E o Evangelho deste primeiro domingo do ano e do Advento fala-nos do fim deste mundo para que venha um mundo novo. Todos fazemos esta experiência: quantas mortes têm que existir para que venha uma vida nova... Quantos nãos temos de dizer para que o sim possa ser dito, quantos males temos de evitar para que o bem nasça? De quantas coisas temos de abdicar, às vezes até contrariados, para alcançarmos outras mais úteis e mais benéficas? Também na fé acontece o mesmo: para que venha o novo tem de morrer o velho, para haver paz tem de morrer a guerra, para haver perdão tem de morrer o ódio... Mortes que geram vida. Li num cartaz de uma igreja: " a vida escapa-nos das mãos: ou como areia ou como semente ". E este é o desafio do que o Senhor nos pede: vigiai e orai. Vigiar é estar atento, é viver a vida com intensidade, não na loucura, não no excesso, mas atentos às necessidades dos irmãos. E rezar. Ontem, em Na...

Jesus volta sempre

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Ontem, no final da Missa, uma menina ofereceu-me uns desenhos e umas frases que foi escrevendo. Este que escolhi resume bem o que vou dizer na homilia deste domingo. E sim, Jesus volta sempre. Bom domingo!