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A mostrar mensagens com a etiqueta Páscoa

Criados para dar fruto

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  O livro dos Actos dos Apóstolos é, na verdade, o livro do Espírito Santo. Em muitas passagens se lê que o Espírito Santo move e inspira, chama e escolhe, fortalece e congrega. Ainda há pouco, na primeira leitura, se ouvia que a Igreja gozava de paz e ia crescendo com a assistência do Espírito Santo. Já dissemos na semana passada que deveríamos dar mais espaço a Jesus e menos a nós. Imaginemos então se deixássemos que o Espírito Santo trabalhasse em nós! Não nós e o Espírito Santo, mas o Espírito Santo e nós.  Na primeira leitura de hoje vimos como Saulo mudou de vida e de atitude depois de ter sido tocado por Jesus. De perseguidor tornou-se discípulo e de discípulo em perseguido. Mas esta leitura também é um convite a vivermos em comunidade e de sermos uma comunidade acolhedora. Vivermos em comunidade significa vivermos unidos e empenhados no verdadeiro amor a Deus e ao próximo.  Uma comunidade acolhedora. Barnabé tem na comunidade um papel importante: aproximar Saulo d...

Um pastor que dá a vida

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  A liturgia pascal tem o objectivo de celebrarmos a ressurreição de Jesus, mas também de a vivermos na nossa vida. É a ressurreição de Cristo a chave que interpreta o nosso agir e o nosso modo de viver. O livro dos Actos dos Apóstolos é disso uma prova: tudo o que muda a vida das pessoas por meio dos apóstolos, as conversões, os milagres, deve-se não ao mérito dos apóstolos nem às suas grandes capacidades, mas somente à fé em Jesus Ressuscitado. Fé em que acreditaram e passaram a testemunhar. O discurso de Pedro que escutámos hoje na primeira leitura acontece depois de um milagre feito por Jesus através deste Apóstolo. Pedro e João sobem ao templo para orar e vêem um coxo à entrada a pedir esmola. E Pedro diz-lhe: “Não tenho ouro nem prata, mas o que tenho, isto te dou: Em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda”. E o coxo ficou curado. A multidão fica perplexa, Pedro começa a anunciar Jesus, os sacerdotes do templo apanham Pedro e João e colocam-nos na prisão. Mais tarde...

Cristo vivo em nós

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O Evangelho de hoje narra-nos duas aparições de Cristo Ressuscitado: uma no próprio dia da Ressurreição, em que São João nota que Tomé não está presente, e outra, oito dias depois, já com Tomé, sem Tomé nem os outros saberem que Jesus lhes iria aparecer. No entanto, as leituras de hoje focam-se muito na importância da comunidade que se reúne com o Ressuscitado. Ele está sempre, como tantas vezes dizemos na Missa: “ele está no meio de nós”. Gostava de partilhar convosco a importância da comunidade na nossa vida cristã. Não há dúvida de que a comunidade é o lugar privilegiado do encontro com Jesus Ressuscitado, mesmo se entre nós temos laços que nos unem. A comunidade reúne-se à volta de Cristo Ressuscitado. Quem se quer encontrar com Cristo tem a certeza de que ele se revela na Eucaristia de cada dia, de cada domingo. O domingo é importante porque nos faz sair da nossa casa para nos reunirmos na casa da Igreja. E quem não vem, perde, como Tomé. Quem vem encontra-se com Jesus, quem não v...

Perfumes de Páscoa

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O relato da paixão de domingo de Ramos terminava com o apontamento de que Maria Madalena e Maria, mãe de José, observavam onde Jesus tinha sido sepultado. No relato de hoje encontramo-las, apressadas e preocupadas: apressadas para ir ungir o corpo morto de Jesus e preocupadas porque não sabiam como é que iriam conseguir tirar a pesada pedra do sepulcro. O encontro com o Anjo, que lhes diz que o morto que elas procuravam afinal vivo, enche-as de alegria e de esperança porque, na verdade, nunca deixaram morrer o amor. E aqui temos, para nossa reflexão os três sentimentos da Páscoa, vividos pelas mulheres e celebrados nesta santa noite.  Alegria. As mulheres sentiram grande alegria quando o anjo lhes disse que o Mestre que seguiram e que agora procuravam estava vivo. A esta alegria junta-se a alegria desta Páscoa, tão bem descrita na alegria da criação da primeira leitura… mas também na alegria da libertação que o povo sentiu quando saiu da escravidão para a liberdade… a alegria da n...

O (meu) cântico de Páscoa

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Meu está entre parêntesis porque na verdade o cântico que aqui vou escrever não é meu, ou melhor, é também meu porque quem o escreveu fê-lo para ser partilhado. Falo do frei José Augusto Mourão, que faleceu em 2011. Não é uma figura de renome mas reconhecida por quem é de renome. José Saramago dedica-lhe umas frases no seu Diário, o Cardeal Tolentino Mendonça reconheceu nele uma pessoa de peso, mesmo que não de visibilidade. Cito o início de um texto que ele escreveu por ocasião da sua morte: " Um dia, quando se fizer a história do catolicismo português que nos é agora contemporâneo, há-de ver-se, em toda a clareza, que um dos seus actores magistrais foi, afinal, um frade e poeta, quase clandestino, que morreu esta manhã em Lisboa ". Para os que convivemos com ele atencipámo-nos à história, tornando-o presente nas nossas vidas, seja pelas releituras, seja pelas letras de cânticos que no Convento de São Domingos se vão cantando. Reconheço que a acessibilidade seja difíci...

Mensagem pascal - Cardeal Suenens

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Chega o dia de Páscoa e com ele a certeza da imortalidade da nossa existência, garantida pela Ressurreição de Cristo. O Cardeal Suenens, termina o seu livro «vida quotidiana - vida cristã» (1965) com esta mensagem pascal que aqui deixo para reflexão nos próximos dias. Porque buscais entre os mortos Aquele que vive? (Os anjos às santas mulheres, São Lucas 24, 5). Há uns anos, um filme americano intitulado – parece-me - «O mundo nas trevas», punha em cena o seguinte tema. VAZIO, - O TÚMULO? Procedendo as escavações em Jerusalém, principalmente à volta do Calvário, um erudito arqueólogo anunciou um dia haver encontrado o túmulo onde Jesus fora deposto, o túmulo de José de Arimateia e... que finalmente, o túmulo não estava vazio. Declarou haver lá encontrado um corpo mumificado, e mostrou-o. A multidão precipitou-se para ver o cadáver: Cristo, afinal, não ressuscitara! A notícia foi logo transmitida, pela Imprensa e pela Rádio, aos quatro cantos do mundo. Logo também ...

Manhã de Páscoa

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Fresca manhã da vida, recomeço Doutros orvalhos onde o sol se molha. Nova canção de amor e novo preço Do ridente triunfo que nos olha. Larga e límpida luz donde se vê Tudo o que não dormiu e germinou; Tudo o que até de noite luta e crê Na força eterna que o semeou. Um aceno de paz em cada flor; Um convite de guerra em cada espinho; E os louros do perfeito vencedor À espera de quem passa no caminho. (Miguel Torga)

Hoje é dia de Páscoa! Aleluia!

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Sinais de Páscoa

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Sábado Santo: o dia do grande silêncio

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Hoje é Sexta-feira santa

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Páscoa 2018

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Conheci, nos dominicanos, uma bonita invocação de Cristo Ressuscitado: o Alecrim que perfuma a vida. Foi fr. José Augusto Mourão quem colocou esta invocação num dos cânticos que adaptou. Foi esta invocação que pedi ao pintor António Saiote que a pusesse numa pintura, há uns anos atrás. Infelizmente não a tenho em suporte digital mas coloquei o quadro no corredor dos quartos do noviciado, onde vivem os noviços e eu. Mas não é difícil imaginar Cristo Ressuscitado num campo alentejano entre alfazemas e alecrins perfumados. Para dizer que nesta Páscoa ele é o perfume e a cor das nossas vidas. E é isto que desejo a quem por aqui passar nestes dias: que Cristo Ressuscitado, Alecrim que perfuma a vida, alegre e perfume as nossas palavras e acções, para que elas sejam ressuscitadoras. Boa Páscoa!

Tríduo Pascal no Convento de São Domingos

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Quinta-feira Santa Com a Missa vespertina da Ceia do Senhor, inauguramos o sagrado Tríduo da Páscoa. Esta antiga denominação do Tríduo Pascal, faz referência aos dias de sexta-feira, sábado e domingo de Páscoa. Portanto, esta missa já faz parte do dia de sexta-feira santa, daí o nome de Missa vespertina. Celebramos a última ceia de Jesus com os seus discípulos. Lembramos em primeiro lugar o seu contexto – a Páscoa judaica – para depois lhe darmos o sentido que o próprio Senhor lhe deu: sacramento da sua morte através do corpo entregue e do sangue derramado. Celebração da Ceia do Senhor às 19 horas . Sexta-feira Santa A celebração de sexta-feira santa é das mais antigas da Liturgia romana. De uma grande sobriedade e beleza, reunimo-nos em Igreja para celebrarmos a Morte do nosso Salvador e acolher a salvação que nos vem do mistério da Cruz. A celebração desenvolve-se em três grandes partes. Na primeira parte, a liturgia da Palavra, escutamos três grandes leituras: a p...

Oração para dia de Páscoa

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Deus, que plantaste a tua tenda no meio de nós e assumiste o peso e a dor que afogam não te pedimos o favorecimento nem a segurança mas a presença amante o olhar em que se reflecte o eterno dá-nos a alegria como passagem de uma menor a uma maior perfeição o aumento da nossa potência de pensar e de agir dê-nos o Ressuscitado a mão para atravessar o medo e a morte que escurece as horas dando-nos as mãos no agora que, ligando-nos num só corpo nos reúne. (fr. José Augusto Mourão, op)

Oração para sábado santo

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Cura-nos, ó Fonte, do temor e da incredulidade da cegueira e desesperação da tristeza e do assombramento do amor e das saudades. Livra-nos do alto dia em que te não esperamos e pesada e inepta está a alma. E que a asa da tua madrugada nos acorde para o trabalho da fé e a hora da compaixão a praticar. (fr. José Augusto Mourão, op)

Oração para sexta-feira santa

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Abre os nossos olhos; Deus aos sofrimentos dos que ao nosso lado sofrem, tu que percorreste a distância que vai do que se faz no tempo, ao juízo último e passaste dos sofrimentos visíveis à glória pela cruz, cordeiro inocente em que todas as vítimas do mundo se reconhecem. Que percorrendo os caminhos escuros dos que connosco passam, te reconheçamos, Deus, que conheces o dia e a hora das nossas acções e dos nossos desejos. Acolha-nos a água da tua misericórdia, Deus do homem para todos os homens, Deus no Espírito do estremecimento e da alegria. (fr. José Augusto Mourão, op)

Oração para quinta-feira santa

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Nós te damos graças por este dia, este lugar de trânsito, esta mesa e este pão partido. Ensina à nossa vida o dom, a graça da partilha, não da predação. Nós to pedimos por Cristo, o dom perfeito para todos e pelo Espírito, o poço da nossa comunhão no tempo. (fr. José Augusto Mourão, op)

CELEBRAÇÕES DA SEMANA SANTA NO CONVENTO

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Permanecer

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O Evangelho deste V Domingo da Páscoa repete por oito vezes o verbo permanecer. É Jesus quem o usa para dizer como deve ser a nossa relação com ele: unidos, como os ramos à vide, deixando-nos podar por Deus, o agricultor, mas sempre unidos (permanecidos) em Cristo. Dele nos vem a seiva que nos alimenta (a sua palavra, o seu sangue, a sua força) e nos faz dar fruto. Deus quer que demos fruto e, podando-nos, possamos dar ainda mais fruto. Talvez hoje as nossas sociedades e a nossa cultura tenham perdido a força do que significa "permanecer". Não basta estar no mesmo lugar e não é ir e vir. Permanecer é estar junto em intensidade e imensidade. Que o Agricultor das nossas vidas nos ensine a permanecer junto a Jesus e aos irmãos. Bom domingo!

À imagem do Bom Pastor

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Saídos dos relatos da Páscoa, neste quarto domingo pascal, lembramos Jesus, o Bom Pastor. E lembrar esta imagem de Cristo, das mais belas e das mais antigas, é lembrar uma vez mais toda a sua vida: amor até ao extremo, até ao fim. Jesus é o Bom Pastor porque deu a vida pelas suas ovelhas, por nós. E esta entrega enche o nosso coração de alegria. Jesus é Bom Pastor porque é forte e defende-nos do mal, é Bom Pastor porque nos conhece e chama pelo nosso nome, é Bom Pastor porque quer cuidar de nós e dos que ainda não fazem parte do seu rebanho. Bela imagem, esta, e que desafio para nós, cristãos, que somos todos ovelhas e, ao mesmo tempo, devemos ser bons pastores, à imagem de Cristo, o nosso Bom Pastor. Cuidar dos que nos foram confiados, defendê-los da maldade e procurar outros é um programa quotidiano de vida. Bom domingo!