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Oração de sexta-feira santa (a partir da paixão de São João)

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  Senhor Jesus,  Neste dia em que celebramos a tua morte,  nesta hora em que deste a vida por nós,  queremos agradecer o teu amor incondicional.    Queremos pedir perdão pelas nossas infidelidades e incoerências.  Elas envergonham-nos, desfiguram-te e desfiguram o rosto da tua Igreja.    Queremos pedir perdão quando te traímos como Judas; quando te colocamos quase em último lugar, quando nos juntamos para o mal. Pedimos perdão por não sermos gratuitos e andarmos à procura de um lucro fácil e de conhecimentos proveitosos.  Queremos pedir perdão quando somos violentos como Pedro; quando não temos paciência, quando impomos a nossa verdade ou o nosso mau feitio; quando nos precipitamos e erramos no que dizemos e no que fazemos; perdoa-nos pelas vezes em que ferimos quem não tem culpa, sobretudo aqueles que nos são mais próximos e que mais amamos. Perdoa-nos pelas vezes em que em vez da paz e da tranquilidade preferimos a guerra e a confusão....

Espiritualidade dominicana - textos de apoio (sessão 6)

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  (Texto de Bernard Gui (1260-1331) sobre os cátaros)  A seita, a heresia e os sequazes desenvolvimentos dos Maniqueus reconhecem e confessam dois Deuses ou dois Senhores, um Deus bom e um Deus mau. Afirmam que a criação de todas as coisas visíveis e materiais não é obra de Deus. o Pai celeste – aquele a quem chamam o Deus bom –, mas obra do diabo e de Satã, do Deus mau. Distinguem, portanto, dois criadores: Deus e o diabo; e duas criações: uma dos seres invisíveis e imateriais, outra das coisas visíveis e materiais. Do mesmo modo, imaginam duas igrejas: uma, a boa, que é a sua seita, dizem eles, a verdadeira Igreja de Jesus Cristo; a outra, a má, que é a Igreja romana; chamam-na impudentemente mãe das fornicações, grande Babilónia, cortesã e basílica do diabo, sinagoga de Satã [...]. Substituem o baptismo de água por outro, este espiritual, chamado consolamentum do Espírito Santo, quando, por exemplo, recebem uma pessoa, saudável ou doente, na sua seita ou na sua ordem, impo...

Espiritualidade dominicana - textos de apoio (sessão 5)

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  (texto da Legenda de São Domingos, escrita por fr. Pedro Ferrando). Ao chegar a Toulouse, verificando que os habitantes daquela região estavam, havia bastante tempo, corrompidos pela infecção da herética maldade, começou a encher-se de muita compaixão cordial por essa lamentável situação deles. Nessa mesma noite, na hospedaria da cidade onde tinham sido recebidos, o bem-aventurado Domingos, com afável persuasão e irrefutáveis razões, converteu, com a ajuda do Espírito de Deus, à fé católica o seu hospedeiro herege. Não se podia, com efeito, resistir à sabedoria e ao espírito que falava pelo bem-aventurado Domingos.   (Texto do Opúsculo, do Beato Jordão de Saxónia, que relata o encontro do Bispo Diego de Acebes com a comitiva papal para exterminar a heresia).  Não é este, irmãos, a meu ver, não é este o caminho. Creio que é impossível que estes homens que se apoiam mais nos exemplos se voltem para a fé só com palavras. Olhai para os hereges: eles sob o aspecto de piedad...

Espiritualidade dominicana - textos de apoio (sessão 4)

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  (Texto extraído do Opúsculo sobre as origens da Ordem dos Pregadores, do Beato Jordão de Saxónia, sobre a presença de São Domingos no cabido de Osma).  Desde o primeiro momento, Domingos, como uma estrela de alva, irradiou o seu esplendor entre os cónegos, mostrando-se profundíssimo na humildade, sublime na santidade mais do que todos, tornando-se para todos fragrância de vida para vivificar e como o incenso a exalar o seu perfume em dias de Verão. Todos ficaram maravilhados por tão rápido e nunca visto cume de perfeição e concordaram em nomeá-lo subprior para que, colocado num lugar mais alto, iluminasse a quantos o contemplassem, arrastando-os com o seu exemplo. Como uma oliveira que lança rebentos e como um cipreste que se eleva passava os dias e as noites a rezar no templo sem interrupção; mergulhando na contemplação era raro vê-lo fora dos muros do mosteiro. Deus concedera-lhe o dom singular de chorar pelos pecadores, pelos desgraçados e pelos aflitos; as misérias deste...

Espiritualidade dominicana - textos de apoio (sessões 3 e 4)

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  ( texto do Agiológio Dominico, escrito por fr. Manuel de Lima, em 1710, no qual se fala da intervenção divina no nascimento de São Domingos, do seu batismo e origem do nome) 3. Voltando à vida do nosso Patriarca, ensinam muitos autores com Santo Antonino, que fora, santificado no ventre de sua mãe. Nasceu Domingos, e diz o Beato Alano, que ao nascimento assistiu Maria Santíssima, e o recebeu nos braços: mostrando que nascia para brilhante luz, quem principiava a aparecer no mais engraçado firmamento: ou pagando-lhe a Senhora com este antecipado benefício, o incansável desvelo, com que ele havia dilatar os seus cultos. A terra onde o Santo nasceu, e a Rainha celestial assistiu, é experimentado socorro a gravíssimas enfermidades; e por mais que se leve, nunca faz falta: porque visivelmente cresce. No dia do batismo, diz o mesmo Alano, se lhe deputou o nome de Domingos, por expressa intimação de Cristo e de Maria. Outros autores dizem que foi em veneração de São Domingos de Silos: o...

Espiritualidade dominicana - textos de apoio (sessões 1 e 2)

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(apresentação de uma cronologia da vida de São Domingos, apresentada por fr. Vito-Tomás Gómez Garcia, op, publicada no Livro "Santo DOmingo de Guzmán - escritos de sus contemporáneos", Edibesa, 2011)  CRONOLOGIA DA VIDA DE SÃO DOMINGOS  1170 – Data que Teodoro de Apolda assinala para o casamento de Félix e Joana, pais de São Domingos.  1174 – Provável data de nascimento de São Domingos, em Caleruega.  1180 – Por volta de este ano começa a sua formação com o seu tio Gonçalo, arcipreste, em Gumiel de Izán.  1187 – Por volta deste ano começa os seus estudos em Palência (artes/filosofia). [Há uma tradição premonstratense que diz que São Domingos professou e viveu no mosteiro de La Vid entre 1187 e 1193].  1193 – Por volta deste ano, ainda em Palência, começa os seus estudos teológicos.  1196 – Por volta deste ano vende os seus livros para socorrer os pobres, fundando uma “Esmolaria”.  1197 – Por volta deste ano integra o cabido de Osma.  1199 – D...

Os mordomos do Santíssimo Sacramento de Feirão

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Honra seja feita e dada aos mordomos do Santíssimo Sacramento de Feirão. Tarefa árdua têm eles, durante todo um ano. Não tenho consciência de todo o trabalho que levam, mas de algumas coisas vou-me apercebendo e aqui contar. São dois e dividem o ano em duas partes. O trabalho, no entanto, é sempre o mesmo: todos os dias abrem e fecham a igreja, assim como todos os dias sobem à torre da igreja para tocar a Trindades. Em Feirão ainda nada está eletrificado, por isso, o mordomo tem de subir todos os dias para tocar. De inverno e de verão, antes do dia amanhecer e antes de anoitecer. Nestes dias tem sido de manhã pelas 6.30h e à noite pelas 20.40h. Agora que os dias vão diminuindo os toques acompanham a luz do dia: daqui a uns meses toca-se de manhã mais tarde e à tarde mais cedo. Mas imaginar o sacrifício deste compromisso diário. Depois também "tiram a esmola" ao Santíssimo Sacramento, ou seja, fazem os ofertórios da Missa e recebem outras ofertas que as pessoas queiram dar. Es...