Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta cpm

O amor ao longo da vida

Imagem
Último tema do CPM: O amor ao longo da vida. O casamento na Igreja não é um "contrato" por um determinado tempo podendo ou não ser renovado. Nas promessas que os noivos fazem, dizem querer amar e respeitar o outro todos os dias da sua vida (na versão anterior a esta dizia-se "até que a morte nos separe"). Uma relação é feita de novidade mas também de muitas rotinas. E as rotinas, por princípio, não são más. As rotinas serão sempre boas se nunca deixarem de ter sentido e, no casal, se não deixarem de ser gestos de amor. Há duas dimensões da vida do casal que devem ser fortes ao longo dos dias e dos anos: a presença e o olhar. A presença porque me faz ver que o outro me é importante. Diferente de todos os amigos e de todos os colegas de trabalho, a pessoa com quem casei é a pessoa com quem quero e tenho de estar. A ele/ela, consagrei a minha dedicação. O olhar que significa estar atento. Assim como nós estamos atentos aos sintomas do nosso corpo, da mesma maneir...

Nova situação - Novas exigências

Imagem
O quinto e penúltimo tema do CPM é dedicado às alterações que o casamento traz: uma nova situação que traz novas exigências. Uma primeira coisa a reter, e que esteve presente em todos os temas, é que estamos a falar de amor. Que, no casamento, significa entrega. Amor é por natureza doação. No casamento o compromisso que os noivos fazem é porque confiam a sua vida no outro; como se um dissesse ao outro: entrego-te a minha vida. E, por isso, o mais importante é que o amor se partilhe numa entrega total ao outro. É a partir daqui que vem a partilha das coisas, que é igualmente importante, mas que acaba por ser um pormenor. Quem vê o amor como esta entrega, esta doação percebe que não deve nunca desistir de amar nem nunca se deve arrepender de ter amado. Só um egoísta pode vir a cobrar o tempo que amou. É também óbvio que todos temos de aprender a amar. Porque a nossa natureza é a de sermos egoístas. Ora, se o casamento é doação, então tenho de sair da minha concha, do meu eu, da min...

A fecundidade do casal

Imagem
Quarto tema do CPM: A fecundidade do casal. Assim como colocamos a questão: o que é que torna fecunda uma relação?, podemos dar-lhe a volta e perguntar igualmente: o que é que torna estéril uma relação. No tema anterior falou-se de diálogo e gestos de amor. Agora aparece este tema que, à primeira vista, pode levar a pensar que é falar sobre os filhos. Mas, a fecundidade do casal vai para além dos filhos. Em cada casamento na Igreja, momento a partir do qual um contrato se torna numa aliança, ouve-se a mesma voz de Deus, a do início da criação do homem e da mulher: "Crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra". A partir do compromisso de viver uma relação em Deus, aí começa a fecundidade do casal. Como uma semente lançada à terra e da qual se espera que venha a dar flor e depois fruto. Mas, de facto, os filhos, são um sinal da fecundidade do casal. Não exclusivo porque, como já se disse, a fecundidade do casal não se esgota nos filhos. Por isso, os filhos não...

Diálogo e gestos de amor

Imagem
Este terceiro tema do CPM fala da relação do casal no que diz respeito ao diálogo e aos gestos de amor. Uma tentação errada é pensar que os gestos de amor se resumem à relação sexual. Perceber que uma relação a dois é uma construção baseada na amizade, no diálogo, no perdão. Perceber que uma relação não é uma realidade estática mas que vive em constante dinamismo, mesmo com as rotinas. Por isso evolui, consolida-se. Quando se fala em diálogo numa relação a dois não é tanto saber se há temas para evitar o silêncio. O diálogo é fundamental em qualquer relação, e em especial numa relação em que os dois são um só. Por isso, o silêncio pode ser diálogo, se for saudável. O silêncio forçado, que cala problemas, esse sim prejudica não só o diálogo mas até a própria relação. O diálogo existe quando existe honestidade e naturalidade. Casar na Igreja leva-me a perceber que o meu companheiro/a tem uma dimensão sagrada na minha vida. Não foi por acaso que ele apareceu. Porque não vê-lo como aq...

Matrimónio - Sacramento

Imagem
Segundo tema do CPM: o Matrimónio como Sacramento . Aqui ficam as minhas notas sobre o tema: Na semana passada falava-se mais da dimensão humana do casamento: uma comunidade de amor. O amor está na base de uma relação a dois. Nesta semana acrescenta-se a dimensão religiosa. Este amor não é só um amor meramente humano, que um sente pelo outro. É perceber que é possível amar o outro à maneira de Jesus. Esta é a grande diferença entre um contrato e uma aliança (na Bíblia, as relações entre Deus e os humanos são chamadas de alianças. Uma aliança é um juramento que se faz diante de Deus). O nosso Deus não é um Deus de contratos. O contrato não obriga a amar; só obriga a cumpir. Só as alianças podem levar ao amor ("aceito livremente amar"). E porque Deus é amor e quer que nos amemos uns aos outros como Ele nos ama, casar na Igreja é comprometer-se diante de Deus e da Igreja de que queremos amar com essa intensidade de amor com que somos amados por Deus. São vários os motivos ...

Uma comunidade de Amor

Imagem
Começou ontem, na paróquia de São Domingos de Benfica, com um grupo de sete casais, seis pares de noivos e eu, um cpm (centro de preparação para o matrimónio). Há muitas maneiras de fazer este cpm. O mais corrente é fazer num fim-de-semana. O mais clássico e original é fazê-lo em seis sessões, uma vez por semana. O método é trabalhoso mas, ao mesmo tempo, profundo. Durante seis semanas os casais trabalharam os seis temas do cpm a partir da sua própria vida. Cada casal falou entre si e partilhou com os outros casais. Depois de trabalharmos os seis temas, foram distribuídos por cada casal para, depois, o apresentar aos noivos. Agora, com os noivos, o método é o mesmo: os noivos falam entre si dos temas, a partir de umas perguntas que lhes entregamos de uma semana para a outra e, depois, no encontro, partilham com os outros noivos e casais. No fim o casal apresenta o seu testemunho e o assistente (neste cpm é este que vos escreve) diz também umas palavras. Vou tentar cá escrever ...