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A feira do livro lido

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Nestes últimos dias alguns voluntários e amigos da João 13 e do Convento têm vindo a preparar uma das nossas salas para fazermos neste fim-de-semana uma feira do livro lido. A motivação é social: pedimos às pessoas que nos oferecessem livros que tivessem em casa e depois virem trocar por outros que gostassem de ter. Esta feira insere-se na partilha de Advento que este ano vai ajudar a comprar próteses dentárias às pessoas que precisam na nossa Associação. Muitos livros e de vários gostos e estilos. Num desses livros estava um soneto que já tinha lido quando era mais novo e que o acaso me fez ontem encontrar. É do Frei Castelo Branco (século XVII), está escrito à mão numa folhinha com umas flores, que acompanham este post. Aqui deixo o poema TEMPO, que, além da criatividade e do jogo de palavras, tem a sua profundidade: Deus me pede do tempo estreita conta É preciso dar conta a Deus do tempo Mas como dar do tempo tanta conta Se se perde sem conta tanto tempo? Para fazer a tempo...

A porta e a chave

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No passado dia 2 de Fevereiro celebrou-se o dia do Consagrado. O Papa Francisco celebrou a Missa no Vaticano com os consagrados que lá se reuniram. Uma homilia curta, com alguns recados que pode ler aqui . Tocou-me uma frase em que o Papa dizia que, na vida consagrada, os jovens abrem as portas mas os mais velhos é que têm as chaves. E, no decorrer dos anos, vamos (vou-me) apercebendo da verdade que isso é. Pela minha parte, e ao mesmo tempo, comecei a ler as Meditações, de Marco Aurélio, um clássico da literatura romana (o título que ele deu ao livro foi "para mim mesmo". No primeiro livro (são 12), ele começa por "meditar" dizendo o que deve aos seus antecessores: avô, pai, mãe, bisavô, tutor, filósofos... dando a impressão que a sua personalidade não se construiu em teorias mas sim nas vidas que o rodearam. Aparecem valores como a rectidão, a piedade e a generosidade, a simplicidade de vida... coisas que verdadeiramente constroem. Como se sabe da vida de...

É já amanhã

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Recebestes de graça, dai de graça

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Com alegria recebi o último livro de homilias para o Ano A. É um fim de um ciclo, foram três anos a escrever e rever textos e concordâncias, numa tentativa de melhor acolher e pôr em prática a Palavra de Deus que a liturgia nos oferece. Também com alegria que a primeira apresentação se fará já, de hoje a oito dia, em Lamego! Grande acolhimento me têm feito e que só posso agradecer. Igualmente com alegria decidi oferecer o lucro dos meus direitos para a Ajuda de Berço, uma pequena migalha para ajudar a construir uma nova casa para acolher crianças abandonadas com doenças com cuidados continuados e paliativos . Aqui fica o convite para quem possa lá ir.

No prelo

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Acabo de entregar as provas finais do terceiro e último livro de homilias referentes ao Ano A. O atraso foi muito devido ao incêndio e aos trabalhos que me tem dado de acompanhamento das obras. Mas o importante é que, agora, é só corrigir as gralhas e colocar na máquina. O título será: "Recebestes de graça, dai de graça", com o prefácio do meu Mestre da Ordem, que teve a amabilidade de mo fazer, com os lucros a reverter para a nova casa da Ajuda de Berço. Ainda não há data de apresentação porque depende agora da impressão do livro mas ficará a cargo do meu confrade e amigo fr. José Manuel Fernandes. Assim se acaba uma trilogia de homilias e uma pausa na edição. (Apesar de esta fotografia não estar relacionada com o texto decidi colocá-la porque estava guardada para um post que gostaria de ter escrito sobre a festa do acolhimento das crianças do primeiro ano de catequese nos Maristas. Todos no coração de Jesus!).

Sem manipulações

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Apresentação do livro em vídeo

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O fr. José Manuel gravou a apresentação do livro de homilias e editou este filme que aqui deixo para quem quiser ver/ouvir, ao mesmo tempo que lhe agradeço a dedicação.

Livro de homilias - Ano C

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Com alegria anuncio e convido para a apresentação do meu próximo livro de homilias para o ano C. A primeira apresentação será em Lamego, na próxima segunda-feira, dia 16, pelas 21h no salão da paróquia de Almacave. Dois dias depois, no dia 18, será no convento onde vivo, pelas 18.30h, e será o fr. José Nunes a fazer a apresentação. Os lucros direitos de autor reverterão para a João 13.

Ida à Batalha

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No sábado passado, convidado pelo Dr. Pedro Redol, fui à Batalha, antigo convento dominicano, para a inauguração da exposição "Lugares de Oração", e também para o lançamento do Livro "Os últimos anos - a Vida quotidiana no Convento da Batalha", da Professora Luísa Bernardino. Cada vez que entro num convento que pertenceu à Ordem sinto-me em casa. Os lugares são familiares, tudo nos diz alguma coisa, pensar sobretudo que os monumentos que visitamos, foram em tempos, lugares do oração, de vida religiosa, pequenos oásis em cidades e vilas onde, entre o bulício dos comércios e afazeres, os sinos dos mosteiros e dos conventos faziam lembrar que alguém, lá dentro, estaria a rezar a Deus. A simplicidade destes dois eventos não lhe tira qualidade. Pelo contrário. O catálogo da exposição, que se encontra online, mostra o cuidado em querer fazer valorizar já não tanto as pedras mas sim a vida conventual que se vivia na Batalha. E o livro é o resultado disso. Muito basead...

O que me leva à infância

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Os primeiros livros que li levam-me ainda hoje à infância. Escrevo dos livros a sério, dos escritores adultos que tentam escrever para crianças, sem serem infantis. Tenho três livros que me acompanham desde a infância. Não sei se foram os primeiros que li - certamente que não - mas foram os que trouxe dos anos em que se aprendia a juntar letras para ler palavras, perceber o sentido das frases para gostar da história. O primeiro que me lembro é o Romance da Raposa do meu estimado Aquilino Ribeiro. Infelizmente não tenho o que li, não sei o que foi feito dele, talvez numa das minhas mudanças tenha ficado para trás. Consegui há uns anos uma edição igual à que li pela primeira vez. Voltei a ler e adorei. As manhas dos humanos encarnadas numa raposa. Depois os Contos Exemplares da minha admirada Sophia, que por agora deixo só na ordem de leitura e voltarei a falar mais à frente. Também não tenho o original que li, comprei há anos uma nova edição. E o terceiro, o Principezinho. Quem não l...

Apresentação do livro - o que disse

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Foi hoje apresentado, como um filho que acaba de nascer, o meu primeiro livro de homilias. Deixo aqui o que mais ou menos disse, para partilhar com quem gostaria de ter estado mas não pôde: Antes de mais gostava de agradecer a vossa presença, neste dia em que a Igreja celebra tão grande santo – São Martinho – um grande exemplo do amor a Deus e amor ao próximo. São Martinho ensina-nos que os pequenos gestos de amor como partilhar a sua capa com um pobre são construção do Reino de Deus. Este livro que estamos a apresentar – e agradeço desde já à Barbara as três paciências que teve para comigo: ouvir as homilias, ler o livro e fazer esta apresentação – dizia, este livro começa com uma apresentação que faço sobre a importância da pregação na Ordem dos Pregadores e, obviamente, na minha vida e no meu ministério de dominicano e de padre. Não vou aqui repetir o que lá está mas tenho de aqui dizer alguma coisa mais sobre o livro e como a homilia pode ainda ser útil depois de ser prega...

Novo livro de homilias - convite

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Pode seguir o percurso do livro em: https://www.facebook.com/pages/FreiFilipeHomilias/1541632412715362?fref=ts

Nestes dias

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Refugiei-me por uns dias para trabalhar afincadamente em dois projectos: preparar algumas coisas da  próxima reunião da Comissão Litúrgica da Ordem, que vai ter lugar em Roma, na semana que vem, e também terminar o texto do primeiro livro de homilias que, se Deus quiser, vai ser publicado em Novembro. Muda-se de editora, de registo e de prefaciador. A seu tempo tudo se saberá. Levo a biografia do Papa João XXIII para ler. Assim Deus me dê tempo para fazer ao menos metade do que tenho pensado. E de passar por aqui. (imagem: Botticcelti, São João em Patmos, a escrever o Apocalipse, 1492 )

O lançamento dos Retalhos

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Aconteceu ontem, aqui no convento, o lançamento dos Retalhos da vida de um Padre. Como algumas pessoas não puderam estar, aqui deixo as palavras de agradecimento que disse na sessão. Agradeço hoje ao Pedro Cabral, o desenho que me enviou. Algumas pessoas me têm perguntado como é que me sinto. E tenho respondido sempre da mesma maneira: normal. Mas hoje, confesso-vos, estou muito contente com este dia porque não é uma homenagem nem é o meu velório. No lançamento de um livro o último a falar, e deve falar pouco, é o autor. Quando fui à editora assinar o contrato deparei-me pela primeira vez com este título de autor. E pensei: isto é mesmo a sério. Não sei se sou autor no sentido original da palavra porque não criei nada. O que fiz foi contar e interpretar acontecimentos, pessoas e lugares que me tocaram. Mas também não compete ao autor explicar o livro. Hoje compete-lhe agradecer. E é isso que vou fazer. Obviamente que tenho que começar por agradecer à editora Verso ...

Muitos assuntos, pouco tempo

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Muitos assuntos deveria eu partilhar mas o pouco tempo e algum cansaço nem sempre permitem aqui vir deixar umas letras; faço-o hoje porque sim, acho que devo escrever algumas notas, como se fossem retalhos, não sobre os últimos dias mas o que mais os marcou, tendo sentido eu uma certa paternidade (até calha bem porque hoje é dia de São José e, por isso, dia do pai): 1. O livro . Finalmente nasceu o livro "Retalhos da vida de um padre". Vieram-mo entregar, como se tivesse acabado de sair da sala de partos: é bonito, é sim senhor, boa apresentação, nasceu perfeitinho, agora tenha sucesso. Começará a ser vendido no final do mês. A apresentação, dia três de Abril, aqui no convento. Ainda falta. Sinto-me mais pai que autor do livro. Sensação estranha. 2. Vigília de oração . Ontem presidi a uma vigília de oração, no Campo Grande. Grande foi a preparação, grande foi a envolvência, grandes serão os frutos. Entre simbologias e dinâmicas, palavra de Deus e cânticos, foi um tempo...

O livro que está a nascer

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Caros Amigos, O livro que vai ter o nome deste blogue está na gestação final. Já deve estar a ser impresso. Dentro de dias estará à venda e já tem data de apresentação ao público: dia 3 de Abril às 18h no Convento de São Domingos. Aqui fica o convite. E, desde já, obrigado pela vossa presença.

Jovens sem Deus

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Dias cheios estes, os meus, de trás para a frente, de horários trocados que tanto me moem. Nas idas e voltas tudo acontece: o esperando e o inesperado, o combinado e a surpresa. No meio disto tudo, valem-me as viagens tranquilas. As desta semana, além das voltas do bairro, foram em grande parte de comboio. De comboio para o Porto e de comboio para Cascais, onde tenho ido fazer umas pregações. E, nas viagens calmas, dá para leituras calmas. Li, esta semana, um livro interessante, provocador, talvez até demasiado realista, que aborda um problema muito sério para a Igreja: a difícil relação entre os jovens e a fé. O título do livro já deixa ver a seriedade da problemática: A primeira geração incrédula. Não se trata de atribuir culpas nem desculpas. Mas o autor chega a uma conclusão inquietante: esta geração não é contra Deus mas sim sem Deus. Não adianto mais mas olhem os tipos de jovens que temos nas nossas sociedades europeias: " crentes, crentes não-praticantes, ateus, ateus ...

Doze dias premonitórios

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Dizem que o tempo dos últimos doze dias do ano são premonitórios para o resto do ano: dia 20 mês de Janeiro, dia 21 mês de Fevereiro, e por aí fora. Mal comparado, estes doze últimos dias têm sido também eles premonitórios. Entre o que tenho de abandonar e o que tenho de assumir, papéis para um lado e caixas para outro, livros emprestados que se acumulam à espera de tempo para serem lidos, adaptações e outras coisas, prevêem bem o que aí vem. Não se assuste o leitor que os meus movimentos serão mais internos que externos. Lisboa continuará a ser o meu areópago embora outras diásporas também farão parte da minha vida. Este intróito é só para explicar a ausência no blogue nos últimos dias. Mas ontem á noite, entre o serão e o sono, li de uma assentada  um pequeno livro que me ofereceram. Chama-se Óscar e a Senhora-Cor-de-Rosa. É a história de um menino de dez anos que tem um cancro e restam-lhe doze dias de vida (daqui os doze dias premonitórios) que os vai apr...

Coisas de monges

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A propósito de dois livros que comprei hoje, por causa de uns vales que estavam a expirar, e não me querendo armar em Professor Marcelo, apresento os livros que ainda não li mas que me interessam e dos seus contextos: 1. Christophe Lebreton, monge, mártir e mestre espiritual para os nossos dias . Este nome não nos dirá muito mas quem viu o filme "dos homens e dos deuses" sabe quem é. Não é o superior da Comunidade de Tibhirine mas o mais novo, de barba, sorridente. Já tinha ouvido falar do diário espiritual do superior da comunidade, o P. Christian, mas as Edições Consolata fizeram sair agora uma biografia deste outro monge, que também tinha um pequeno diário. A biografia é feita pelo bispo que o ordenou, Dom Henri Teissier. É um livro pequeno, mas creio que valerá a pena porque nos levará para além do filme. 2. Deus, Dinheiro e Consumismo, diálogo entre um monge e um gestor . Livro interessante e actual. Diálogos entre o grande Anselm Grün e um não menos grande Jochen...

Entre alegrias uma tristeza

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1. Começaram as festas em Feirão. Começam a chegar não só os que vêm só para a festa mas também os que já vêm de férias. Ontem foi dia de arruada: um conjunto de bombos percorre as ruas da aldeia, parando em cada casa aberta, saudando as famílias. Em tempo de crise consegue-se fazer uma festa em honra de Santa Luzia de quatro dias. Em relação a estas festas mais populares que religiosas sinto um sentimento ambíguo: por um lado acho que não, que é exagerado, que uma coisa mais modesta só beneficiaria; mas, por outro lado, estas festas têm o dom de congregar. Os que cá vivem orgulham-se da festa, ou que cá vêm juntam-se à alegria. A mim, este ano, cabe-me o sermão em honra de Santa Luzia. Já o fiz duas vezes, esta será a terceira. Como o que importa é falar da vida da padroeira, parece-me repetitivo, porque a vida é sempre só uma. 2. Hoje foi dia da feira da Ouvida. A Ouvida fica a caminho de Castro Daire. Sempre a três de Agosto. É uma feira de gado, embora tenha sido contagiada po...