O pão do Barreiro
Aqui em Feirão, e não só, o padeiro vem a casa. Não só o padeiro. Antigamente (ainda me lembro) vinha o sardinheiro, vinha o galinheiro, vinha o merceeiro, em dias certos e com toques próprios, desde a buzina às músicas que os identificavam. Um serviço que se pode considerar social, no sentido em que apoia estas pessoas e aldeias isoladas, sem grandes hipóteses de carros ou boleias para irem a uma vila ou cidade. Padeiros há três que passam por aqui. Por tradição da nossa casa, nós compramos pão ao padeiro do Barreiro. A minha mãe, talvez por trauma, tem "imposto" este pão. E digo talvez por trauma porque muitas vezes foi ela ao Barreiro (a cinco ou seis quilómetros de Feirão) buscar pão para a Tia Maria Piedade, que depois o vendia aqui. Seria interessante deixar por escrito a história da vida dela, que viveu e morreu com fama de santidade. Não era natural de Feirão mas veio ainda nova para cá, com a mãe, não se sabe de onde (pelo menos ainda não descobri). Mulher de ...