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A mostrar mensagens de Dezembro, 2016

Bom e Feliz Ano Novo

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Termina 2016 com as suas alegrias e tristezas, angústias e esperanças. Um ano difícil, mas com a esperança de assumir as dificuldades como desafios e nunca como derrotas. E, como em tudo na vida, o novo ano que já provoca dores de parto, herda o que ficou por fazer, mas abre-se à novidade. Uma novidade cheia de luz, alegria e paz. Peço hoje a Deus a abertura do coração para acolher a novidade do novo ano. Se Deus estiver nele, grandes progressos faremos, na conquista pessoal e no acolhimento do outro. Bom ano de 2017!

Presépio incompleto

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Falta alguém no presépio.
Conto as figuras, da pequena ovelha ao Menino Jesus
Sete, oito, nove, até onze
E incluo a estrela com a sua luz.

Falta alguém no presépio.
O Menino nasceu, foi visitado e adorado,
Trouxeram prendas e calor,
E grandes arcas de amor.

Falta alguém no presépio.
No luar da noite fico a pensar no Menino que nasceu,
Faz frio lá fora, a neve vem mansa.
Entretanto lembrei-me: quem falta sou eu.

As esperas por dizer

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Começa hoje, de forma simbólica, a novena do Natal. Semana maior, para uns (erradamente, porque a semana maior é a semana Santa), semana do Ó, por causa das antífonas, que até vieram a dar uma história engraçada na liturgia. No antigo calendário, no dia 18 de Dezembro celebrava-se a memória de nossa Senhora da Expectação. Tem outros títulos, como a Senhora da Encarnação, do parto (começam também as Missas do parto)... mas o primeiro título era o oficial. Da expectação. Que significa? Nossa Senhora da espera ou das esperas. Simbolicamente, quer-se celebrar os últimos dias da gravidez de Nossa Senhora, uma alegria ainda incontida, como as esperas e as alegrias de quem vai ser mãe. Na véspera, dia 17, começavam liturgicamente uma série de antífonas, que se chamam do Ó, por começarem por esta interjeição. No ano passado tive a possibilidade de deixar neste blogue uma pequena meditação para cada dia. E foi das pessoas ouvirem os monges a cantar estas antífonas que nasceu a invocação de No…

Dar lugar a Deus

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Inaugurou-se, hoje, no Vaticano o presépio e acenderam-se as luzes da grande árvore de Natal. Eu, porque estava em outros afazeres, cheguei meio minuto antes de apagarem as luzes. O Papa não esteve na cerimónia mas recebeu esta manhã os que estiveram envolvidos quer na construção do presépio quer no enfeite da árvore. E, com palavras simples, agradeceu e disse isto, que acho que todos nós deveríamos ter presente nas nossas casas: "O presépio e a árvore transmitem uma mensagem de esperança e de amor, e ajudam-nos a criar o clima natalício favorável para viver com fé o mistério do nascimento do Redentor, que veio ao mundo com simplicidade e mansidão. Deixemo-nos atrair, com a alegria das crianças, diante do presépio, porque lá compreende-se a bondade de Deus e contempla-se a sua misericórdia que se fez carne humana para enternecer o nosso olhar." Nada de transcendente mas não deixa de ser uma bela reflexão a caminho do Natal.

P. Congar e a liturgia

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Não sei se há algum estudo académico ou literário sobre esta faceta do P. Congar. Um frade incontornável na Igreja do século XX e também na Ordem, mesmo se sofreu alguma coisa antes do Concílio, fosse por pressão do Vaticano (Pio XII) fosse por parte da Ordem, que o queriam silenciar. Uma coisa é certa: o P. Congar mostrou aos que se achavam na verdade que poderiam estar a ser injustos para com a Verdade. De tal modo que o Concílio lhe dará razão e o Papa João Paulo II fá-lo-á cardeal, já doente, no fim da sua vida. Voltando ao tema. Não sei se há algum estudo sobre a relação do P. Congar com a liturgia. Mas, nestes dias de trabalho, em que me coube juntamente com o secretário fazer uma "informatização" do conteúdo dos arquivo da Comissão, encontrei, por acaso, uma carta do P. Congar ao então Mestre da Ordem fr. Vicente de Couesnongle sobre a aprovação do primeiro livro litúrgico da Ordem, aprovado depois do Cocílio. Trata-se de um pedido que o Mestre da Ordem fez a vários …

Uma das sete colinas

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Tal como Lisboa, Roma também tem as suas sete colinas. Uma delas, a que está mais a sul, é a do Aventino, onde está o convento de Santa Sabina, onde estou nestes dias. Este bairro, que desde a Antiguidade foi sempre considerado dos mais "ricos", sempre foi um bairro calmo, em que o movimento se faz praticamente para ir ver a vista da cúpula de São Pedro. No vale do Aventino está o famoso Circo Máximo e, do outro lado, outra colina, onde está uma outra nobre colina, a do Palatino. Voltando a esta colina, ela tem quatro basílicas: a de Santo Anselmo, a mais recente e onde está o grande centro de estudos em liturgia, a de Santo Aleixo (San Alessio), cuja história é comovente mas que não cabe neste espaço, a de Santa Sabina, uma cristã romana cuja basílica se construiu sobre a sua casa, e Santa Prisca, ou Priscila, uma cristã que, segundo a tradição foi baptizada por São Pedro, e de quem São Paulo fala em várias das suas cartas. Era uma veneranda cristã que recebia a Igreja na …

As esperas

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Um ditado diz que quem espera sempre alcança mas um outro não ilude: quem espera desespera.E aqui estou eu, no aeroporto de Lisboa, à espera de um avião que me levará a Roma mas que já vai partir com atraso. O aviso chegou ao meu telemóvel tinha eu acabado de sair de casa.O ambiente é calmo, apesar de tudo isto parecer um centro comercial. A música de fundo demasiado mexida para estas horas da manhã, as lojas de marca vazias, as do galo de Barcelos, que agora se tornou o ícone de Portugal, vão tendo algumas pessoas à procura de vinho do Porto ou de pastéis de nata...E movimento. Pessoas para trás e para a frente, com malas e sacos, casacos, e até um senhor com um grande guarda-chuva.Na minha mala de mão vai só o portátil e uma pasta com documentos de trabalho. Mais uma vez os trabalhos de Roma, da comissão litúrgica a que presido.Aqui estou eu, sentado numa cadeira de espera, tentando não desesperar e querendo Roma alcançar.