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A mostrar mensagens de 2018

Finalmente Feirão!

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Fim de dia em Feirão. Directamente de Campo Maior, onde fui casar um casal de amigos. De lá, atravessando montes e vales, saltando pelas montanhas, cheguei ao meu berço.
Feirão está calmo e já frio. Recebido com um forte aguaceiro, aqui estou eu, no serão da aldeia onde só se ouvem as campainhas dos animais e o latir de um cão, se passa alguém. Mas tudo é calma nesta pequena aldeia da serra de Montemuro.
Por aqui me vou ficar, uns dias, para aproveitar para descansar, ler e trabalhar um pouco, porque em férias trabalho o que não consigo trabalhar em Lisboa e que pede concentração e tempo. Assim Deus me ajude. Feirão vai ser aqui falado e recordado porque em Feirão a minha memória do passado fica muito presente. Para já, aproveitar o frio de que tinha saudades. E uma fotografia do lugar do casamento de hoje.

Uma bonita oração

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Por vezes as pessoas queixam-se que as orações da Missa são muito elaboradas ou até que nem se consegue perceber o que se está a pedir. Uma vez, numa conferência sobre o Concílio Vaticano II, um bispo dizia que as orações da Missa eram belas no latim mas que não chegavam ao coração das pessoas.
Há um quê de verdade nestas afirmações. Algumas orações presidenciais são de difícil entendimento, como, por exemplo, pedir a Deus "o que nem sequer ousamos pedir".
Mas hoje tocou-me uma oração, rezada depois da comunhão, no dia em que se celebra Santo Inácio de Antioquia. A oração reza assim: "Fortalecei-nos e renovai-nos, Senhor, com o pão celeste que recebemos neste sacramento, ao celebrarmos o martírio de Santo Inácio, para que, pelo nome e pelas obras, sejamos verdadeiramente cristãos". Porquê esta oração neste dia? Santo Inácio de Antioquia faz parte da segunda geração de cristãos. A tradição diz que a comunidade de Antioquia foi fundada por São Pedro. Quando foi para R…

Ó Jesus, fica connosco

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Nas músicas que acompanham o meu trabalho sedentário, ouço uma melodia muito antiga, que em português se canta a Nossa Senhora.
Mas o original canta-o na Quaresma, num pedido insistente a Jesus de estar connosco.
Interrompo o trabalho para aqui deixar as quadras, que no original francês rimam e que nesta pobre e apressada tradução só consegue transmitir a ideia de oração: 1. Quando amanhece sobre a terra / Nós vemos-te já acordado
Tudo renasce com a luz / Fica connosco, ó Jesus!
2. Se às vezes no nosso caminho / nos ameaça o desgosto
Na noite da nossa dúvida / Caminha connosco, ó Jesus!
3. Tu procuras os miseráveis / O teu amor está em todos os lugares
Vens sentar-te à nossa mesa / Vigia connosco, ó Jesus!
4. Se a tua cruz nos parece dura / Se as nossas mãos são frágeis
Que a tua glória nos tranquilize / Sofre connosco, ó Jesus! 5. Para além do teu Calvário / Tu paras e falas connosco
Na alegria, junto do teu Pai / Acolhe-nos, ó Jesus!

Anno histórico: Madre Soror Maria do Sacramento

No mesmo dia, ano de 1659, faleceu preciosamente no Mosteiro do Sacramento de Lisboa, da Ordem de São Domingos, a Madre Soror Maria do Sacramento, no século Dona Maria de Mendonça, Condessa de Vimioso, Marquesa de Aguiar, filha de Dom Cristóvão de Moura, Marques de Castelo Rodrigo e de sua mulher Dona Margarida Coutinho Corte Real, casou com Dom Afonso Coutinho, Conde de Vimioso, depois Marquês de Aguiar. Em idade de sessenta anos se viu viúva e entrou logo Religiosa naquele reformadíssimo Mosteiro, onde já tinha duas filhas, levando consigo três criadas para Freiras. Não lhe foi novo o estado religioso, porque nos de donzela e casada viveu sempre muito devota e religiosamente, com grande exemplo, penitência, edificação e do mesmo modo fazia viver a toda a sua família, de sorte que o seu palácio parecia um reformado Mosteiro. Quando entrou no do Sacramento, era sua filha, Soror Margarida da Cruz, Mestra de noviças, e o foi de sua mãe, vindo por este modo a ser mãe de sua mesma mãe e …

Na simplicidade

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Há percursos e ocasiões na vida que nos pedem simplicidade e essa simplicidade torna sublime os mesmos percursos e ocasiões.
Foi o caso dos últimos dias em que fui com a João 13 a pé a Fátima. Fátima porque sim e a pé porque sim também. Há simplicidade em tudo. Desde a simplicidade das vidas à simplicidade das conversas, passando também pela simplicidade das orações e celebrações.
Este ano descobrimos um pequeno campo, limpo e murado, com uma grande pedra no meio onde celebrámos Missa num dos dias e onde quisemos voltar para a Eucaristia de domingo. A simplicidade de tudo, a começar pelo lugar aprazível e acolhedor que, para mim, foi mais eloquente que a maior das catedrais ou mosteiros. A simplicidade dos cânticos e das orações, das leituras e das alfaias. Tudo simples, tudo belo, tudo marcante. E sentir a presença de Deus numa sombra, num sorriso ou numa lágrima, a força da fé que nos faz caminhar juntos, rezar juntos, e comungar na fé o corpo e o sangue de Cristo.
Tenho ouvido nos úl…

Anno Histórico: Frei Duarte de Travassos

O Venerável padre frei Duarte de Travassos, da Ordem dos Pregadores, natural de Lisboa, passou à Índia e na ilha de Timor, com as suas pregações e exemplos converteu inumeráveis almas ao conhecimento do verdadeiro Deus. Neste dia, ano de 1660, pregando contra a falsidade dos ídolos, no mesmo acto lhe cortaram a cabeça por ordem do Rei daquela terra.
(Anno Histórico, volume III, 2 de Outubro, par. II, p. 124)

O que Maria jovem diz hoje aos jovens

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Estive este fim-de-semana na Peregrinação do Rosário e da Família Dominicana. Há 14 anos que não o fazia em pleno. O tema deste ano foi "Maria, jovem, e os jovens com Maria". Foi muito interessante e belo tudo o que se passou nestes dias e, sobretudo, os testemunhos dos jovens e do "jovem" D. Gilberto Canavarro, bispo emérito de Setúbal que, presidiu à peregrinação. Ontem fiz uma pequena conferência com o tema deste post: o que é que Maria, jovem, diz hoje aos jovens. Aqui a deixo para quem tenha interesse em a ler:
A vida de Maria quer na vida de Jesus quer na vida da Igreja é inspiradora, como modelo a imitar e mãe a quem rezar. Aquela pequena frase que o Papa Francisco aqui disse em Fátima, é das mais belas não por ser extraordinária, mas por ser simples e tudo o que é simples é belo: Temos mãe! Gostava, nesta manhã, de vos lançar alguns apelos, a partir de Maria, certamente, mas tendo em conta os momentos fortes que a Igreja e o mundo estão a viver. E como o Pap…

São Vicente de Paulo: uma inspiração

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A Igreja faz hoje memória de São Vicente de Paulo. Padre do século XVII, destaca-se na Igreja e no mundo pelo empenho na formação dos padres e na sua proximidade com os pobres. A sua vida, o evangelho vivido e actualizado no seu tempo, o seu zelo e a sua caridade continuam hoje a ser contagiantes em muitos lugares do mundo. São Vicente não teve problemas em dizer, naquele século XVII que "Se dez vezes formos ao encontro dos pobres, dez vezes encontraremos a Deus", ou "não sei quem é mais carente: se o pobre que pede pão ou o rico que pede amor", mas sobretudo o conselho de que entre ir rezar ou ir ajudar um pobre, esta segunda coisa é mais importante: "Não se trata der deixar a Deus, se é por amor de Deus que deixamos a oração: servir um pobre é também servir a Deus". De há muito tempo que me inspira este dia e este santo. Ser padre, estar ligado à formação nos dominicanos e estar presente numa Associação inteiramente dedicada aos pobres. Só me falta o m…

Minuto positivo

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Apesar dos cansaços e das canseiras, acordar em cada dia é um milagre que devemos agradecer aos céus. Pensar nos que morreram durante a noite, nos que estão presos a uma cama ou a um espaço, nos que acordam sem trabalho, comida ou esperança, é para mim um desafio de viver um dia cheio de trabalho, procurando construir um mundo melhor.
Por isso, se há uns anos atrás acordava ao som da rádio e, muitas vezes com notícias, deixei de o fazer. Acordar e ouvir as desgraças do mundo era desanimador.
Troquei pelas melodias sonsas do telemóvel. Em crescendo para ir acordando, mas calando logo o aparelho porque a música, ao fim de 20 segundos, repete-se. Graças a Deus, são raras as vezes em que a musiqueta me acorda.
Mas a tecnologia avança. As aplicações são como os enxames de abelhas que nos rondam, sempre a querer mandar notificações. E voltamos ao mesmo. Mal acordamos, já temos uma notificação de um jornal a dizer que fulano foi morto a tiro, que sicrano foi queimado vivo, que em tal sítio mor…

Tu és Pedro

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Uma pequena paragem aqui para um ou dois parágrafos sobre uma conversa que acabo de ter, também ela pequena e rápida.
Disse-me um padre que a grande crise na Igreja passou a ser a dos ultra-conservadores que querem acabar com o Papa. É, de facto, lamentável e triste que os que prometem fidelidade ao Magistério do Papa venham agora achar-se acima dele e deliberar sobre se ele está certo ou está errado. E não menos triste e lamentável é assistir ao silêncio na nossa Conferência Episcopal em não ter ainda  mostrado fidelidade e apoio ao Papa, como o têm feito outras Conferências. Os senhores bispos que me desculpem mas já se estão a atrasar. Ninguém se devia esquecer e os conservadores deviam lembrar a frase de Santo Ambrósio que tanto usaram nos tempos de João Paulo II ou de Bento XVI: Ubi Petrus ibi Ecclesia (Onde está Pedro aí está a Igreja). O ditado serve para todos os Papas e não só para os da nossa cor.
O Cardeal Secretário de Estado disse que o Papa, apesar da amargura, está ser…

Anno histórico: Frei Estêvão de São Paio

Frei Estêvão de São Paio, da Ordem dos Pregadores, natural da vila de Guimarães, por legítima parcialidade de pretensão do Senhor Dom António à Coroa de Portugal, foi preso em Lisboa em um forte cárcere do qual fugiu com outros Religiosos também presos do mesmo hábito, e se passou à cidade de Tolouse, onde tomou o grau de Doutor em Teologia e a leu com aplauso daquela Universidade. Era muito perito na língua latina, e nela traduziu da portuguesa as vidas de São Frei Gil, de São Gonçalo de Amarante, de São Pedro Gonçalves, do Beato fr. Lourenço Mendes. De fr. Paio, primeiro prior do convento de Coimbra, de fr. Pedro, porteiro do convento de Évora e de outros varões insígnes em dignidades, letras e virtudes da sua Religião. Escreveu mais na mesma língua latina um tratado sobre o juramento e confirmação, que fez El Rei Dom Afonso Henriques da celestial visão, que teve no campo de Ourique. Tudo impresso em Paris. Os anos de 1586 e 1600. No de 1598, ouvindo dizer em Toulouse que aparecera…

Santa Mónica

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Hoje a Igreja faz memória de Santa Mónica, mãe de Santo Agostinho, que amanhã se celebrará.
Desde cedo que ganhei afeição por esta mulher de Deus, conhecida na história da sua vida e na liturgia pelas lágrimas derramadas pelo seu filho Agostinho.
Por um lado porque a minha paróquia de origem é de Santo Agostinho e, porque a minha avó, além de gostar do nome, dizia que se tivesse tido mais alguma filha a chamaria de Mónica. Nenhum dos filhos a honrou com o nome, bem sabendo que gostos são gostos e Mónica não faz parte dos nomes da moda. Mas foi sempre para mim um dia de alegria e consolação. Lembro-me da minha mãe e das mães e mulheres que pacientemente suportam contrariedades e, em silêncio rezam pelos seus filhos. As lágrimas de Mónica não foram em vão, foram oração. Não foram desespero nem revolta, foram esperança e confiança naquele que consola e enxuga as lágrimas dos que choram. As lágrimas de Mónica foram esmola colocada no cofre das ofertas, foram oblação de incenso no altar de …

Pedir perdão

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Lemos no Evangelho um ensinamento de Jesus sobre o perdão: "Se o teu irmão, por sete vezes pecar contra ti e sete vezes vier ter contigo e disser: Estou arrependido, perdoa-lhe." Hoje o Papa, na Irlanda, ao iniciar o acto penitencial da Missa, pegou numa folha que estava fora do Missal e, em espanhol, pediu mais uma vez perdão pelos vários abusos que ao longo dos anos, religiosos e religiosas acometeram contra menores. Ao mesmo tempo, um ex-núncio dos Estados Unidos da América fazia sair uma longa carta em que pede ao Papa Francisco que se demita do ofício de chefe da Igreja Católica porque sabendo das coisas não fez nada. Poucas pessoas como Francisco sentem vergonha, tristeza e pedem perdão como ele o tem feito. Mas todos sabemos que violência gera violência e Jesus ensinou-nos que o perdão é o travão para os males do mundo e da Igreja. Hoje o Papa pediu desculpa a Deus e às pessoas porque a Igreja (na qual ele se inclui e o ex-núncio também) não agiu correctamente e a t…

Anno histórico: Dona Beatriz da Silva

Dona Beatriz da Silva, filha dos mesmos pais do Baeato Amadeu, de quem falamos a dez deste. A Rainha Dona Isabel, nossa portuguesa, mulher de El Rei Dom João II, de Castela a quis levar consigo, Roque a amava com muitas verás, por lhe ser muito chegada em sangue e muito mais pelas virtudes e prendas que nela resplandeciam. A sua formosura, muito apesar da sua modéstia, ocasionou alguns encontros e ruídos entre os grandes daquela Corte donde nasceu que a Rainha com precipitada resolução a mandou meter em um apertado e escuro cárcere. Nele consagrou a Deus a sua pureza, fazendo voto de perpétua castidade e no mesmo ponto foi visitada da Rainha dos Anjos, vestida de azul e branco, cores que depois usou a Ordem da Conceição, fundada pela mesma Dona Beatriz. Serenada a cólera da rainha a mandou restituir à sua liberdade, mas a venturosa Donzela lhe pediu para se retirar (como fez) ao Convento de São Domingos o Real, na cidade de Toledo, onde viveu muitos anos em contínuos e fervorosos exe…

Anno histórico: Frei André de São Tomás e Frei Manuel Guilherme

O Venerável Padre Frei André de São Tomás da Ordem de São Domingos, foi Lente de Primeira de Teologia da Universidade de Coimbra, e Varão tão excelso em letras e virtudes, que dele se afirma, fora igual discípulo do Doutor Angélico na doutrina e na inocência; um verdadeiro Israelita na pureza e um segundo Baptista na austeridade. Prognosticou o dia da sua morte, que teve neste dia, pelos anos de 1644, na qual confirmou a grande opinião que se tinha da sua santidade. (Anno Histórico, volume II, 16 de Agosto, par. III, p. 529)

Frei Manuel Guilherme, da Ordem de São Domingos, foi natural de Lisboa, onde leu muitos anos Teologia moral, qualificador do Santo Ofício, Examinador do Padroado Real e das três Ordens militares e um dos mais famosos Pregadores da Corte e grande benfeitor da sua Religião, que lhe deve a grande e excelente Biblioteca do Convento de São Domingos de Lisboa e outras mais obras, e a República literária, os quatro tomos do Agiológio Dominicano, que compreende todo o ano…

Dia de São Domingos

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Felicíssimos dias de nosso Pai São Domingos, com aumentos de graça e eternidades de glória! Assim se cumprimentaram hoje as Irmãs Missionárias Dominicanas do Rosário.

Anno histórico: Frei João da Silva

Perdida a batalha de Alcácer, deu o Xerife licença a Belchior do Amaral, Ouvidor geral, que fora do nosso exército, para que pudesse ir tratar do resgate dos Fidalgos cativos. Com esta permissão passou a Tânger, onde visitou a Frei João da Silva, que se achava enfermo. Aquela cidade; era Frei João religioso da Sagrada Ordem dos Pregadores, do mais ilustre sangue de Portugal e dotado de excelentes prendas: acompanhou a El Rei Dom Sebastião naquela infeliz jornada, e chegando enfermo a Tânger, lhe ordenou El Rei que ficasse ali até convalescer. Estando de cama, sem conhecido perigo, o visitou (como dissemos) Belchior do Amaral, a que. Frei João disse: que já sabia que tudo era perdido, e que eram mortos e cativos os principais Fidalgos portugueses, e que também não ignorava a morte do Bispo do Porto, Aires da Silva, seu irmão. Porém que toda esta perda, posto que tão grande não era nada, em comparação da perda de El Rei, sobre a qual ouvia várias opiniões: que lhe pedia muito o quisess…

Anno histórico: Madre Brites Leitoa

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A venerável Madre Brites Leitoa, depois de ser dama da Infante Dona Isabel de Aragão, mulher do infante Dom Pedro, Regente de Portugal, na menoridade de El Rei Dom Afonso V, e depois de ficar viúva em idade de vinte e sete anos de seu marido Dom Diogo de Ataíde, dos Condes de Atouguia, se retirou para a Vila de Aveiro, e encerrada com algumas poucas mulheres na casa de uma sua quinta, fazia vida tão virtuosa e edificativa, que logo buscaram a sua companhia outras senhoras, e passou brevemente a sua casa a Oratório e a Recolhimento e ultimamente ao religiosíssimo Mosteiro de Jesus de Aveiro da Ordem de São Domingos, sendo sua fundadora, primeira Vigária e Prioresa enquanto viveu, a Madre Brites Leitoa, a qual com a sua grande direcção, prudência e santidade deu tão bom princípio à vida religiosa naquele Convento em dia de Natal de 1464 que ainda conserva a mesma forma, e observância da sua primitiva e santa fundação; e este Reino o estima e venera como jardim singular, sempre florente…

Uma fresca noite de silêncio

Estou em Feirão.
Consigo dormir aqui uma noite.  Dou comigo a sentir uma noite fresca e cheia de silêncio.  17 graus de uma frescura natural, vinda do monte de Felgueiras, a descer sobre esta aldeia, também ela silenciosa.
Ouvem-se os grilos e, ao longe, um cão que ladra. Nada mais. Retenho as imagens do dia:  montes verdes e o feno já cortado molhos de espigas à espera de serem malhados os pastores que regressam ao povo com o seu gado, à mesma hora que eu, de uma missa. a água fresca da fonte seara que só de a ver me refresca o balir de um cabrito de dois dias que não encontra a mãe o sorriso de uma criança com quem brinco como se também eu fosse criança
o toque das Trindades que reza em mim Ave-Marias... Este é o Feirão possível neste meu verão: uma noite feita de frescura e de silêncio. Hoje eu sou Feirão.

E Jesus Cristo foi mendigo?

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Quando estive em Roma, ao ir ao Vaticano, encontrei à porta de um hospital esta imagem de Cristo-mendigo. Há várias, ao que parece, por Roma. Ela passa despercebida. Porque está a um canto e porque não é exuberante. Eu vi a imagem, tirei as duas fotos que aqui ficam e, entretanto, algumas pessoas, ao passar, também "descobriram" esta imagem.
Coloquei-a no fundo do écran do meu computador. Acaba de vir ao meu quarto um noviço que me perguntou que imagem era esta. E eu disse-lhe que era Jesus. E ele perguntou-me: E Jesus foi mendigo? Respondi o que me saiu: Jesus não foi mendigo mas cada mendigo é Jesus.

Anno histórico: Dom Frei Valério de São Raimundo

Dom Frei Valério de São Raimundo, natural da vila de Estremoz, religioso da Ordem dos Pregadores, mestre de Filosofia e Teologia, prior dos conventos de Évora e Lisboa, vigário do mosteiro do Sacramento, provincial da mesma Ordem, deputado da inquisição de Évora e do conselho Geral do Santo Ofício e Bispo de Elvas. Nesta dignidade se tratou em tudo como religioso, e governou louvavelmente aquela diocese, com muito zelo e vigilância. Foi grande esmoleiro e benfeitor de alguns conventos. Morreu neste dia, ano de 1690. (Anno Histórico, volume II, 28 de Julho, par. V, p. 423-424)

Destino da Imagem do Rei Salvador

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Em 1910, o Estado fez leilão da Imagem do Rei Salvador, sendo arrematada pelo ourives Cunha, estabelecido na Rua da Palma.
Mais tarde encontrava-se à veneração dos fiéis num dos altares da Igreja Paroquial de Nossa Senhora do Amparo, em Benfica.
Com o decorrer do tempo, a entrada de um novo pároco e pessoal mais moderno tornou-se ignorada a sua origem histórica e o seu valor religioso, pelo que foi retirada para uma dependência do templo.
Então, pedimos ao Cardeal Patriarca D. Manuel Gonçalves Cerejeira que se lhe desse um lugar condigno e Sua Eminência determinou que fosse entregue aos cuidados das Freiras Dominicanas do Colégio de São José do Ramalhão, em Sintra, que a receberam com imensa devoção e regozijo, colocando-a no altar da sua Capela. Nessa ocasião, era Superiora a Reverenda Madre Maria Teresa Catarina, O.P., no século D. Maria da Purificação de Almeida (Lavradio), descendente dos dez primeiros Padroeiros do Mosteiro do Salvador que rejubilou e nos disse que a entrega da Ven…

Padroado do Mosteiro do Salvador de Lisboa

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Inauguro hoje, neste blogue, uma nova etiqueta, a que dou o nome de "espólio". Não só meus, que ainda não entreguei a alma ao Criador, mas também. Nesta etiqueta vou começar a colocar aquilo que de curioso fui encontrando no espolio de irmãos, familiares e amigos, e também de papeis que fui guardando para ler ou conservar, que me pareceram ter algum interesse. Será uma etiqueta de partilha e de memórias, para que as memórias não se apaguem nem se reciclem deixar rasto. Hoje deixo aqui um documento "histórico", uma fotocópia de um registo feito pelo Conde dos Arcos, sobre o Padroado do Mosteiro do Salvador de Lisboa. O original encontra-se no arquivo da Congregação das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena, no Ramalhão. O fr. José Maria Ribeiro, de feliz memória, tinha esta cópia porque admirava não só este mosteiro, bem como a imagem do Salvador, que entrará na próxima entrada.
Padroado do Mosteiro do Salvador de Lisboa
Origem

Em tempos remotos, na rampa que ve…

Anno histórico: Madre Isabel do Presépio

Neste dia, ano de 1505, morreu no Mosteiro do Salvador de Lisboa, da Ordem de São Domingos, a Madre Isabel do Presépio, a qual durante trinta anos não foi vista senão no coro, refeitório e em actos da comunidade. Mostrou o céu, que fora de grande merecimento este modo de vida, porque muitos anos depois da sua morte, abrindo-se a sua sepultura, se achou o corpo inteiro, os hábitos sãos, e saiu tal suavidade, que encheu e admirou todo o mosteiro. (Anno Histórico, volume II, 23 de Julho, par. II, p. 396)

Anno histórico: trasladação do Santo Cristo

No mesmo dia, ano de 1638, se trasladou com soleníssima procissão da igreja de São Domingos para a do Carmo de Lisboa, a milagrosa imagem do Santo Cristo, na representação de morto, a qual fora resgatada e trazida de terra de Mouros. É a sua capela um maravilhoso santuário, onde se esmerou a piedade, a grandeza dos fiéis, e as de todos acham pronto remédio e eficaz patrocínio nas maiores tribulações particulares e públicas.
(Anno Histórico, volume II, 18 de Julho, par. II, p. 376)

Anno histórico: Frei Bartolomeu dos Mártires

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Dom frei Bartolomeu dos Mártires, foi natural de Lisboa, religioso da Sagrada Ordem dos Pregadores e um dos mais excelentes Varões, que ela teve desde os seus primeiros fundamentos: foi insignemente Grande, assim na compreensão das ciências, como no exercício das virtudes. Apesar de extraordinárias diligências que fez, por não sair do sossego da sua cela o nomeou a Rainha D. Catarina (regente então do Reino), Arcebispo de Braga, e naquela excelsa dignidade deu tão ilustres provas de zelo, de vigilância, de beneficência e de amor, de caridade pastoral, que renovou os heróicos exemplos e nobilíssimas acções dos primitivos Padres da Igreja; contente com o preciso trato, e sustento para si e para um certo número de capelães e criados, tudo o mais das suas rendas era dos pobres. Visitou por vezes o Arcebispado, não para tosquiar as suas ovelhas mas para lhes dar o pasto espiritual da doutrina e também o material, remediando com grossas esmolas, aos que achava necessitados. Chegou a partes…

fr. José Maria Ribeiro, op (1939-2018)

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Partiu ontem, para junto de Deus, assim nos faz crer a fé, o frei José Maria Ribeiro, que nasceu em São João da Ribeira, no dia 21 de Novembro de 1939. Não foi fácil a sua infância e juventude. Nasceu anão, diferente das outras crianças, o que para uns causaria pena e a outros alguma graça. Mas, apesar da diferença nunca quis ser diferente. Fez tudo como os outros, como sempre recordava. Sei também que a sua catequista era também anã, porque a encontrei uma vez e falou-me dele e depois, ele de ela, com carinho. Como o frei José Maria tinha uma grande memória e muitas memórias, vou tentar aqui deixar algumas, contadas por ele, e outras que nós lembramos. [Quando há uns anos morreu uma senhora muito ligada a nós, dominicanos, e eu contei algumas histórias, ele pediu para eu as por por escrito para não entrarem no esquecimento. Não o fiz, mas hoje faço-o para que não se perca uma vida tão simples, humilde e dominicana.] Ainda criança veio a Lisboa com o pai. Dizia que o primeiro sítio o…

Pinheiros de Roma

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Quando fazemos o trajecto entre o aeroporto de Fiumicino e o centro de Roma, para além das paisagens e igrejas há também uma espécie de pinheiros que, ou é de serem italianos, ou de eu achar que a galinha da vizinha é melhor que a minha, que são diferentes , para mim, muito bonitos. Parecem cogumelos gigantes em tom de verde. Esguios, com uma copa muito certinha (vista de longe), um tudo ou nada semelhantes às árvores dos montes alentejanos, mas com a diferença dos seis ou sete metros de altura. Estes pinheiros são mesmo grandes. Mesmo ao longe. Mas bonitos. E hoje cheirosos. Cheguei ao convento de Roma 10 minutos antes de uma senhora trovoada - as trovoadas de Roma são de fugir! - chovia pouco mas cheirava a pinheiro molhado. E como é bom o cheiro do pinheiro molhado. Em Roma estão um pouco por toda a parte estes pinheiros. Vemo-los em Trastevere, nas colinas da estação de Ostiense, na subida de Santo Anselmo, nos Foros imperiais... excepção feita ao circo máximo, que aí imperam os …

Anno Histórico: frei João de São Tomás

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O Doutíssimo Padre Frei João de São Tomás, foi natural de Lisboa, baptizado na freguesia de Nossa Senhora dos Mártires. Passou a Castela com os seus pais, que eram da obrigação do Cardeal Alberto, e em Madrid recebeu o hábito da sagrada Religião dos pregadores, e nela foi um novo sol da escola tomista, como testificarão as suas obras, impressas em doze grandes volumes, que são outros tantos pregões das suas grandes letras. Por elas e por suas esclarecidas virtudes, o nomeou Filipe IV para seu confessor, sendo ele português, em tempo em que ardiam as guerras entre Castela e Portugal; mas sobre esses escrúpulos ou receios que podia afectar a política, prevaleceu a grande reputação em que era tido; aceitou aquela ocupação constrangido por obediência de seus prelados, e não viveu no exercício dela mais de um ano: faleceu santamente neste dia, ano 1644.
(Anno Histórico, volume II, 17 de Junho, par. III, p. 222-223)

Anno Histórico: Introdução

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Volto ao Anno Histórico, editado em Lisboa 1744. O título oficial é Anno histórico, diário portuguêz, notícia abreviada, de pessoas grandes e cousas notáveis de Portugal. O seu autor é o Padre Mestre Francisco de Santa Maria, da Congregação de São João Evangelista.
São três volumes, muito patrióticos, onde se fala de santos e veneráveis, ilustres da monarquia e da Igreja, fogos e tremores de terra, fenómenos normais e menos normais. E curiosidades também, quase sempre no último lugar, como a que termina o dia 21 de Agosto, que assinala: "No mesmo dia, em sexta-feira, pelas oito horas da manhã, ano de 1736, faleceu na cidade de Lisboa, em casa do Marquês de Abrantes, com perfeito conhecimento e muita conformidade cristã, e com mais de cento e doze anos de idade, Maria da Silva, natural da cidade de Tanger, que serviu mais de um século a casa do mesmo Marquês, desde o tempo de seus terceiros avós, vivendo sempre donzela e com muitas virtudes morais". Pelos vistos era um feito …

O Santo noviço

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Tenho na minha mesinha de cabeceira um livro espanhol, publicado em 1921, sobre a vida de santos, beatos e veneráveis da Ordem Dominicana. Livro antigo, com vidas e histórias ainda mais antigas, como a que aqui vou contar, sobre um santo noviço. A história parece ter sido verídica, medindo a distância entre o verídico do século XIV com o verídico do nosso tempo. Esta história do santo noviço tem, pelo menos, duas réplicas: uma em Itália e outra em Santarém, Portugal, e o noviço tem nome e tudo: Beato Bernardo de Morlaas. Mas vamos primeiro à mais documentada e depois um breve apontamento à versão portuguesa.
No século XIV, em Maiorca, há uma grande peste que dizima famílias de sangue e religiosas. Uma criança, que não teria mais de sete anos, vai viver para o convento dos Padres Dominicanos e aí cresce na fé e na virtude. Ganha especial devoção por uma grande imagem de Nossa Senhora que tinha o Menino Jesus nos braços e aí passava muitas vezes e muito tempo contemplando a Virgem Maria…

Contextos Dominicanos

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Os Dominicanos devem a sua existência a São Domingos de Gusmão, nascido provavelmente em 1174, em Caleruega, Espanha, e morreu em 1221, Em Bolonha, Itália. A sua cronologia é relativamente curta, quer por falta de informação quer porque como escreveu um Dominicano, não sabendo se para se justificar ou para confirmar o que muitos confirmamos: Os dominicanos preocuparam-se sempre mais em fazer as coisas que em narrá-las. Assim foi com São Domingos. Não temos autobiografias e os relatos mais antigos só são escritos dez anos depois, já com vista à canonização do Santo Fundador. Mas a história tem a curiosidade como ingrediente principal e consegue-se cruzar vidas e acontecimentos. É o caso de um Bispo de Osma, onde São Domingos foi cónego, que nuns inícios da nossa história era só um bispo que gostava de São Domingos, que o chamou para Osma e que o requisitou para uma viagem à Dinamarca, onde então se deram conta da heresia. Com a investigação histórica mais recente sobre a Ordem, figura…

Welcome home!

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Vinda do nosso antigo convento, no Corpo Santo, e tendo ido a restaurar, regressa hoje a casa São Domingos, limpinho e formoso!
Aproveito para deixar aqui a descrição física de São Domingos, que uma monja sua contemporânea fez dele: "O aspecto exterior do bem-aventurado Domingos era o seguinte: estatura média, corpo franzino, belo rosto um tanto avermelhado, cabelo e barba ruivos, lindos olhos. Da sua fronte e entre as sobrancelhas irradiava um certo esplendor, que atraía a todos ao seu respeito e simpatia. Andava sempre risonho e alegre, a não ser quando se enchia de compaixão por qualquer aflição do próximo. Possuía umas mãos compridas e lindas. Era dotado de uma forte, bela e sonora voz. Nunca foi calvo, mas usava uma rasura íntegra, formando uma espécie de coroa com os cabelos, entre os quais apareciam algumas cãs."
Esta imagem não é uma réplica do relato mas uma interpretação barroca, feliz.
Bem-vindo a casa, Pie Pater!

São FIlipe de Neri

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Celebra hoje a Igreja o dia de São Filipe de Neri.
Quando entrei na Ordem e me perguntaram qual seria o meu santo onomástico - o normal seria que fosse São José, como já havia muitos Josés na província e quase ninguém me conhece por José - escolhi São Filipe. Mas, com a ressalva minha - de pouca lucidez e mania de grandezas - que seria o Apóstolo e não o outro (este de Neri). Com os anos a lucidez foi aumentando e a mania das grandezas decrescendo, e descobri a alegria, simplicidade e amor aos mais pobres, sobretudo com as crianças, de São Filipe de Neri. E adoptei-o também como santo protector.
Em 2010, quando estive em Roma no Capítulo Geral, tive a oportunidade de ver o filme da sua vida e visitar a igreja onde está sepultado. Conquistou-me!
De modo, que neste dia, peço a Deus que me dê a alegria e a generosidade deste santo que admiro e venero. E que São Filipe de Neri me desculpe o descuido que lhe dei e que não merecia.
Deixo, como memória, uma parte do filme em que São Filipe …

Uma vida peregrina

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Há vários anos e várias vezes por ano que acompanho peregrinos que vão a é a Fátima.
Faço-o por ministério mas também por solidariedade.
Tantas vidas e tantos problemas como os passos que se dão, a vida torna-se peregrina, também ela, com encruzilhadas e rotundas, estradas planas e outras rotas mais distantes.
A grande parte dos que peregrinam a pé chegam agora, cansados, com dores e bolhas.
Mas alegres porque chegaram e cumpriram o que prometeram.
Há pessoas que dizem, e com razão, que dizem que Deus não quer estes sofrimentos.
Eu não questiono. Tento dar força e sentido aos quilómetros que se percorrem.
Uma das poucas vezes que falei com uma senhora que ia a pé sobre esta questão e lhe disse que Deus não queria estes sofrimentos ela respondeu-me: Eu sei que Deus não me pediu isto; mas eu quero oferecer-lhe. É pecado? Aprendi com a resposta. Orgulho-me de quem vai a pé. Agora, nas idas e vindas, apito e estendo o braço. É o meu pequeno alento para que sintam a solidariedade na fé e na oraç…

Dia de todas as mães

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Mudando de data em data, o dia da mãe fixou-se no primeiro domingo de Maio. Talvez por causa das flores de Maio, de ser o mês de Maria... como se fosse preciso justificação para celebrar o dia daquelas que nos deram à luz, que nos criaram e cuidaram, que ocupam os nossos dias e a nossa vida, porque as mães nunca saem da nossa vida, por muito que a distância teime em separar... Não há nada mais forte e profundo que a ternura de uma mãe. Da nossa mãe. De formas várias, mais ou menos dadas, mais ou menos percebidas, as mães são os nossos troncos, para podermos sobreviver. Hoje é o dia da minha mãe. Igual a todas as outras e tão diferente de todas as outras. É a minha mãe. Gosto que os noviços oiçam a canção de Isabel Silvestre sobre as mães. E hoje deixo-a aqui, como homenagem à minha e a todas as mães: obrigado, Mãe, obrigado mães, por terem gasto a vossa vida em função da nossa vida.

A pequena Helena

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Dois dias fora de Luanda para visitar o novo projecto dos dominicanos no Huambo. Como os dias são poucos e grandes as distâncias (de carro, entre Luanda ao Huambo, 12 horas!) tive que ir de avião (1 hora). Do aeroporto directamente ao mosteiro das minhas queridas irmãs monjas, no Kuito, antigo Porto Amélia. Uma calorosa recepção, uma vez que tinham passado já dois anos desde a primeira e única visita. Lá fiquei todo o dia de segunda-feira, onde tive dois encontros com as irmãs, um ligado aos critérios de admissão das vocações e outro sobre os 800 anos da fundação do primeiro convento em Portugal. Celebrámos Missa, onde falei às irmãs da força do Espírito Santo que ultrapassa os nossos limites e as nossas previsões, da importância de afinar o nosso ouvido à voz do Bom Pastor, e um pedido de oração pela nossa Ordem. Ontem, depois da Missa e do pequeno almoço, as irmãs convidaram-me a entrar na quinta do mosteiro. Um verdadeiro milagre! O que semeiam e plantam, o que colhem... Deram-me …

Chuva e calor

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Em Angola é tempo de chuva e calor. As chuvas são um transtorno para o trânsito e para as pessoas. O calor um incómodo que cansa e mói.
Terminada a primeira parte do meu programa, o dia de hoje foi dedicado à formação dos freis e irmãs estudantes de Luanda. Formação litúrgica com tempo e espaço para ensaio de cânticos e esclarecimento de rúbricas. Éramos cerca de 45 pessoas da Família Dominicana, e fomos para o Quilometro 12, onde os nossos frades têm uma comunidade e o Mosaiko, e onde as irmãs dominicanas do Rosário têm um centro de formação. Foi lá, num pátio, que aconteceu este encontro de formação. Impressiona-me e comove-me a maneira como sou tratado. A delicadeza de me terem preparado um quarto para eu poder descansar (que não usei), a delicadeza de me levarem a ir visitar a Escolinha da Paz, um projecto educacional e de saúde, da responsabilidade das nossas irmãs dominicanas de Santa Catarina de Sena, a delicadeza de me prepararem água fresca (depois de fervida, claro) para ate…