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Mandatos

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Hoje, no Convento, haverá eleições. O prior cessou o seu mandato na semana passada e marcámos a eleição de prior para hoje. Neste interregno o subprior é quem orienta a vida comunitária e preside à eleição. Coube-me a mim esta tarefa: convocar os frades para a eleição, ir orientando a vida do dia-a-dia, presidir à eleição, que começa com a Missa do Espírito Santo. Depois do jantar procedemos à eleição como determinam as nossas Constituições. Aqui deixo a homilia da Missa desta tarde, pedindo que rezem por esta comunidade, para que seja um testemunho do Evangelho pela vida comum e pela pregação: Mandam as nossas Constituições que, nas eleições dos superiores, se celebre a Missa do Espírito Santo. É o que estamos a fazer não porque há uma lei que nos obriga mas porque acreditamos que a força de Deus nos acompanha, inspira e transforma. A Palavra de Deus que escutámos, diz-nos duas coisas que nos ajudam a orientar a nossa vida e em perceber que na base dos ministérios e ofícios...

Ser bem falado

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Morreu, nesta tarde de domingo, o irmão mais velho da comunidade em que vivo. José de nascimento, Francisco Xavier de religião, mas simplesmente conhecido por frei Xavier. Oitenta e oito anos de idade, sessenta e dois dos quais como dominicano, irmão cooperador, a grande presença no convento de São Domingos. Dizia ele, várias vezes, que para alguém ser bem falado tinha de mudar de terra ou de morrer. E o fr. Xavier, apesar de ter morrido e mudado de terra, justiça lhe seja feita, foi e tem que ser bem falado. E, na sua vida - eu só convivi com ele dezassete anos - viveu para as várias comunidades por onde passou. Nos últimos anos tornei-me mais próximo, em primeiro lugar como prior, onde ele me ia aconselhando nas várias coisas da vida comum, depois como ecónomo e, agora como filho ou pai. Nas várias vezes que o levei ao hospital ou a outras consultas perguntavam-se se era filho e eu respondia que sim; perguntava se era neto e eu dizia que sim; e uma vez, ao rirmos no recreio sobre ...

Ida à Batalha

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No sábado passado, convidado pelo Dr. Pedro Redol, fui à Batalha, antigo convento dominicano, para a inauguração da exposição "Lugares de Oração", e também para o lançamento do Livro "Os últimos anos - a Vida quotidiana no Convento da Batalha", da Professora Luísa Bernardino. Cada vez que entro num convento que pertenceu à Ordem sinto-me em casa. Os lugares são familiares, tudo nos diz alguma coisa, pensar sobretudo que os monumentos que visitamos, foram em tempos, lugares do oração, de vida religiosa, pequenos oásis em cidades e vilas onde, entre o bulício dos comércios e afazeres, os sinos dos mosteiros e dos conventos faziam lembrar que alguém, lá dentro, estaria a rezar a Deus. A simplicidade destes dois eventos não lhe tira qualidade. Pelo contrário. O catálogo da exposição, que se encontra online, mostra o cuidado em querer fazer valorizar já não tanto as pedras mas sim a vida conventual que se vivia na Batalha. E o livro é o resultado disso. Muito basead...

O trigo foi lançado à terra

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A chegar do Porto, uma viagem que, apesar de cansar, foi necessária e esperançosa. Fui ao Porto para apresentar formalmente três rapazes que querem aprofundar a sua vocação na Ordem Dominicana. A simplicidade da celebração e dos que ali estavam tornaram este momento bonito e acolhedor. O acto formal decorreu na Missa da Comunidade, em que, como disse, apresentei ao Prior Provincial estes candidatos a frades. Opções, verdade, liberdade, futuro, foram as palavras que marcaram a homilia do fr. Pedro. Um pormenor interessante foi que a primeira leitura falava dos três jovens que foram colocados na fornalha ardente.  Depois da Missa e antes do almoço, disse-lhes em tom jocoso, que eu era o que ia aquecer a fornalha sete vezes mais! (Como se ouviu na leitura). Depois disto, então, almoço com a Comunidade e logo de seguida o primeiro encontro com os já postulantes. Tempo para ver em concreto em que é que consiste e o que se pretende. Marcação de datas e encontros (virão a Lisboa ...

Um dia em casa... com Bach

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As saudades foram mais que muitas, como os afazeres dos últimos dias, que chegaram a quase duas semanas. Afazeres que me afastaram deste lugar mas as saudades que me puxaram hoje para cá vir dar sinais. Finalmente um dia em que não tive de sair de casa. Se há pessoas que só estão bem na rua e a fazer qualquer coisa, eu não desgosto de ficar por casa, ainda que a fazer coisas. Foi dia de fazer contas, de acompanhar obras em curso aqui no convento, de receber algumas pessoas, de preparar o dia de amanhã (vou ao Porto para receber três candidatos a frades), de responder a correspondência electrónica atrasada, preparar coisas para a Páscoa, organizar os próximos dias, de arrumar algumas coisas no meu quarto que, com tanta entrada e saída, está num quase-caos... E de fazer o jantar. A cozinheira está de férias e para não sobrecarregar as outras, oriento eu o jantar. Vida de frade, não me queixo, porque foi a que escolhi. Também recomecei hoje as caminhadas que o inverno interrompeu...

A todo o vapor... De regresso

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Já de regresso a Lisboa. Missão comprida. As 4 horas que estive no convento do Porto foram fraternas e saudáveis. Poucas vezes lá estive e nenhuma a demorar. Almocei com a comunidade, com alguns demos o "passeio higiénico" no jardim do convento e falei com os dois candidatos. Como me despachei muito antes da hora do comboio fiz uma boa caminhada do convento à casa da música e fui de metro até à estação de comboios, tendo ainda oportunidade para ir à capela da Senhora da Saúde, onde um dos freis é capelão. E agora lá vou eu na viagem de regresso. Venho feliz a animado. Bendito seja Deus! A fotografia que acompanha estas poucas linhas tirei-a da entrada de uma loja. Foi o que me fez ir ao Porto: Por Vocações. Tem a sua piada...