O trigo foi lançado à terra

A chegar do Porto, uma viagem que, apesar de cansar, foi necessária e esperançosa. Fui ao Porto para apresentar formalmente três rapazes que querem aprofundar a sua vocação na Ordem Dominicana. A simplicidade da celebração e dos que ali estavam tornaram este momento bonito e acolhedor.
O acto formal decorreu na Missa da Comunidade, em que, como disse, apresentei ao Prior Provincial estes candidatos a frades. Opções, verdade, liberdade, futuro, foram as palavras que marcaram a homilia do fr. Pedro. Um pormenor interessante foi que a primeira leitura falava dos três jovens que foram colocados na fornalha ardente. 
Depois da Missa e antes do almoço, disse-lhes em tom jocoso, que eu era o que ia aquecer a fornalha sete vezes mais! (Como se ouviu na leitura). Depois disto, então, almoço com a Comunidade e logo de seguida o primeiro encontro com os já postulantes.
Tempo para ver em concreto em que é que consiste e o que se pretende. Marcação de datas e encontros (virão a Lisboa fazer experiências comunitárias, por ser o convento de formação) e, para terminar o encontro, já numa capela, um momento de oração de entrada a Deus a vontade sincera se o servir e amar cada vez mais.
Já no comboio, olhando para a praia de espinho, veio-me à mente o salmo 125 em que se lê: à ida vão a chorar / carregando as sementes; à volta vêm a cantar / trazendo os molhos de espigas.
O grão de trigo foi lançado. Que Nossa Senhora o guarde, São Domingos o regue com o seu carisma e que Deus o faça germinar.
(imagem: Postulantado. Aguarela de Luísa Albuquerque, que tão generosamente ofereceu aos dominicanos, juntamento com as outras três etapas de formação.)

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