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O oleiro da minha vida

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Deus, oleiro da minha vida, que em cada dia saiba agradecer o tesouro que depositaste neste vaso de barro moldado com as tuas mãos. Que a minha voz seja eco da tua Palavra e as minhas mãos traços de liberdade. Deus, oleiro da minha vida, molda-me no teu amor.

Mudança da hora e de ares

No dia da mudança da hora, talvez por habituação do corpo, acordo uma hora mais cedo, a mesma da hora antiga. Mas a brisa que esta manhã traz - a madrugada teve algum nevoeiro aqui no Alto dos Moinhos - é das poucas refrescantes nos últimos dias. Levou-me a Feirão, onde estas brisas suaves são mais frequentes logo manhã cedo e ao fim do dia. E levou-me às minhas primeiras caminhadas aqui no bairro, onde ao passar num vale da estrada das laranjeiras, sentia esta mesma frescura. Senhor, Deus de cada manhã, e desta tão luminosa e agradavelmente fresca, dá paz e conforto aos que andam fatigados com o calor da vida e das preocupações que moem. Que a tua frescura nos acalme e modele. Que a tua paz venha sobre nós, Deus que te revelas na brisa suave que o mundo procura e precisa.

Onde encontrar Deus?

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A propósito da primeira leitura de hoje, do profeta Isaías, que nos convida a " procurar o Senhor enquanto Ele se deixa encontrar ", deixo em jeito de partilha, este belíssimo texto de Santo Agostinho, tirado do Livro X das suas Confissões, em que fala da sua inquietante e descentrada procura de Deus. Talvez como muitos de nós, procuramos o Senhor fora de Deus e não nos damos conta que Ele está dentro de nós... Bom domingo! Então, onde é que te encontrei, para te aprender? Com efeito, ainda não estavas na minha memória antes de eu te aprender. Onde é que, então, eu te encontrei para te aprender conhecer, senão em ti, acima de mim? E não há lugar em parte alguma, e afastamo-nos e aproximamo-nos, e não há lugar em parte alguma. Ó Verdade, em toda parte estás à disposição de todos os que te consultam, e respondes ao mesmo tempo a todos os que te consultam, e respondes ao mesmo tempo a todos os que te consultam, ainda que sobre coisas diversas. Tu respondes claramente, mas...

Deus em cada manhã

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Deus dá a luz e a força do Céu. O Sol alumia a terra e o mar. Cristo anunciou o dia sem fim que vem a caminho do coração. Deus dá o Sol e a força das mãos para caminhar na sabedoria. Seus olhos são vigias fiéis e os seus ouvidos escutas fiéis. Deus faz a giz o caminho a andar seu anjo me dá por guia e bordão. O meu abrigo, o meu protector, Deus seja meu pão na vida e na morte. Raia a manhã, louvado o Senhor o Rei que alimenta a esperança e o perdão. Bendito seja o Deus Trino, Santo, pela vida que dá a todo o ser vivo. (texto: fr. José Augusto Mourão; imagem: Vincent Van Gogh, casal a caminho do trabalho, 1890)

Quatro apontamentos

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Não ter ido a Angola não foi uma desgraça. Ou seja, não fiquei sem trabalho. Aliás, estes dois dias têm sido muito bons para retomar alguns projectos que esperavam na gaveta uns dias da minha disponibilidade para se verem adiantados ou concluídos. Aqui ficam hoje quatro apontamentos sobre estes dois dias. 1. Disposição para ouvir.  Creio que já aqui escrevi mas, como não sei onde, repito mais uma vez: um dos ministérios dos padres é o da escuta. Disponibilidade para escutar. Que é diferente de uma consulta de psicologia ou de uma conversa de amigos. Pode ser tudo isso mas é mais que isso. Entendo-o como um ministério. Não é muito reconhecido porque é necessariamente discreto. E também secreto. De uma das conversas fiquei com esta frase que me citaram, de São Tomás de Aquino, que já descobri a fonte: " Sustinere est difficilius quam aggredi " (suportar é mais difícil do que atacar). É realmente é verdade. Às vezes apetece reagir mas, o melhor, é sempre aguen...

Deus na vida

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A palavra Deus está na boca destas pessoas. Sem nos darmos conta saem expressões do mais natural da vida. Desde o “até amanhã, se Deus quiser”, passando pelo “até logo, vão com Deus” ou ainda “temos que aproveitar o que Deus nos dá”, manifesta aquilo que nós aprendemos como Dom do Espírito Santo, o santo temor de Deus. Não se trata de medo mas de reverência, saber que de Deus nos vem o que temos e somos. Hoje em dia estas expressões tendem a desaparecer. Somos autossuficientes, achamos que é tudo obra nossa e tudo depende de nós. Que Deus está mas poderia não estar e torna-se o reduto das emergências, o escape antes do impossível. Por aqui as pessoas são agradecidas. A Deus e a quem lhe faz bem. Agradecem a atenção, agradecem o parar para falar, agradecem o padre vir rezar umas missas pelos seus. É para mim impressionante os pedidos de intenções de Missa pelos defuntos. Comovente o não esquecer ninguém e até pedir uma intenção de Missa por aqueles que não têm quem reze por eles. C...

Uma canção para o meu Deus

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A homilia que escrevi para este domingo derivou do que primeiramente tinha pensado. No domingo, passado, na Missa onde estive, em Espanha, cantou-se uma canção que me enterneceu. Numa aldeia de pescadores, com muita gente de idade e os mais novos os que por lá faziam uns dias de praia, cantaram um cântico de acção de graças que me ficou. Quando li as leituras deste domingo veio-me ao pensamento esta música. Os espanhóis não evoluíram muito em termos de música litúrgica, mas há alguns cânticos que lhes ficam bem cantar. Aqui deixo o cântico, numa versão que não é a melhor mas a única que encontrei. Bom domingo.

Pôr a escrita em dia

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Esta manhã de sábado é-me útil para por em dia coisas que, durante a semana, não consegui resolver. Uma delas sãos os mails. Não sei se não preferia o tempo das cartas. Enquanto iam e vinham, íamos pensando nas cosias, não estávamos na pressão das respostas. Com os mails é diferente. Se não respondemos em 24 horas ficam as pessoas impacientes, voltam a mandar mails ou sms a perguntar se recebi tal mail e porque é que ainda não respondi (não é assim tão frequente mas vai acontecendo). Uma coisa é ler, outra é responder. E estamos a perder esta ideia de Cohelet que nos diz que tudo tem o seu tempo e que há um tempo para tudo. Há mails que se lêem rápido, outros que nem se chegam a ler porque, se não tempo para ver mails importantes, quanto mais outros que já vêm encaminhados não sei quantas vezes! Para não falar dos mails de alerta por causa de um vírus profético que se nós recebermos não devemos abrir em caso algum mas que, depois, nem chega a vir! E há os que precisam de tempo...

Fim de tarde agridoce

Agridoce ou doceagri. O meu final de tarde começou por ser de alegria: batizei o Francisco, um menino com menos de um ano, conhecido de uma família que conheci quando me cruzei com um doente paliativo do Hospital da Luz. A esse doente acompanhei-no no final da sua vida, um final que nunca esquecerei. Fiz-lhe o funeral, casei o filho do meio, batizei no ano passado um neto e hoje outro. Em abril vou casar o filho mais novo. É gente de fé. O pai, que morreu no ano passado confidenciava-me certo dia: não peço a Deus um milagre para mim; peço que, no dia da minha morte livre uma criança de cancro. Nunca se saberá se Deus o ouviu. Talvez sim. Mas, depois do batizado, fui ao IPO visitar uma criança de 10 anos, que sofre exactamente de um cancro malvado. Anda nesta luta há um ano e a coisa está difícil. A visita foi curta. Perguntei-lhe como se sentia, se tinha dores... Ás vezes sobram-nos palavras mas depois chegamos à conclusão que nos faltam palavras. Gostava de ter dito a este rapaz q...

Deus na ciência

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Terminou hoje a reunião que me fez vir a Ávila. E começaram nesta tarde umas jornadas de pregação. Este ano o tema é: Deus e ciência. Depois do que ouvi - duas de três conferências - creio que o título deveria ser Deus NA ciência porque, como dizia Einstein "A ciência sem a religião fica coxa e a religião sem a ciência fica cega". Portanto, não são duas realidades diferentes mas que se complementam ou até se explicam. Mas queria partilhar o que aprendi destas duas conferências que tinham o mesmo título "Deus e a ciência" mas com perspectivas diferentes: a primeira era na perspectiva da ciência - falou um Jesuíta - e a outra na perspectiva da filosofia - falou um Dominicano. Confesso que a da ciência me entusiasmou mais. Perceber as origens do universo e a evolução das espécies e perceber que Deus não está fora disto tudo foi importante. Perceber que há coisas que a ciência não explica, porque não consegue chegar lá, como por exemplo o primeiro segundo da origem do u...

MMXI

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A ti, Ano Velho, que te preparas para morrer, não quero que partas sem te agradecer a companhia. Mais do que qualquer outra pessoa, foste tu que me acompanhaste ao longo destes dias e destas horas. Para muitos és só mais um, um passado. Para uns foste ingrato, cruel, mau; para outros foste generoso, calmo, óptimo até. A ti, Ano Velho, aí deitado nessa cama, quero agradecer os momentos bons que me deste: as pessoas que conheci e que permaneceram fiéis na amizade, as que conheci e que a morte entretanto levou, as pessoas que se cruzaram meus caminhos ou que eu cruzei nos caminhos delas; quero agradecer-te, o pão, o trabalho, o amor recebido e dado, a fraternidade, as alegrias, as viagens, os encontros, o que aprendi nos livros e no grande livro da vida… tudo o que ajudou a ser melhor. Tu, Ano Velho, certamente terás queixas a meu respeito: que não fui tão tolerante como esperavas, que não soube aproveitar os dias que me deste, que fui egoísta, que nalgumas coisas fui injusto, noutras des...

Os mineiros do Chile

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Afinal tudo foi mais rápido que o previsto e tudo correu bem. Os trinta e três homens, prisioneiros no ventre da terra durante sessenta e nove dias, voltam à normalidade possível das suas vidas. E o mundo foi parando, com emoção, para ver a saída de cada um. Emoção primeira para os mineiros, depois para os familiares, chilenos e para todo o mundo. Uma tragédia com excelente sucesso. Muitos deles, à saída, tiveram atitudes religiosas: uns ajoelharam, outros rezaram, outros ainda traziam roupa com frases religiosas "Gracias, Señor!". Deus não esteve ausente; Deus tem um nome: Esperança!

O meu Deus ou o meu ídolo?

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Nalgumas conversas que vou tendo, dizem-me às vezes : "eu tenho o meu Deus" ou "o meu Deus é diferente do Deus dos outros". Calo-me porque, quando assim é, não vale a pena sequer alertar essas pessoas que têm uma ideia muito própria de Deus. Tenho pensado que, talvez fosse útil "corrigir" ideias destas. Não o faço por vergonha nem por cansaço. Muitas vezes é mesmo por respeito, tolerância e não-discussão. Mas metem-me medo expressões destas. Um dos princípios do ateísmo é o de que Deus é uma criação do homem. José Saramago, por exemplo, nos seus Cadernos de Lanzarote , exprime assim esta ideia: " Havendo Deus, há um só Deus. Dele, desse Deus único, é que teriam provindo as revelações que levaram ao judaísmo, ao cristianismo e ao islamismo. Ora, como essas revelações, quer no espírito quer na forma, não são iguais entre si (e deveriam sê-lo, uma vez que nasceram da mesma fonte), infere-se que Deus é histórico, que Deus é simples História. Por outras ...

Construção de Deus

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Chamou-me à atenção um artigo com o título " Dieu, c'est Moi ". Dá conta de um estudo que psicólogos americanos fizeram a crentes sobre estas perguntas: " O que é que Deus pensa do aborto? Do casamento homossexual? Da pena de morte? Do Cannabis? " Primeira conclusão, a mais simples: pessoas mais conservadoras dizem que Deus é contra tudo, menos contra a pena de morte, a que Deus seria favorável; e as mais liberais dizem que Deus legalizaria os abortos, os casamentos homossexuais e que aboliria a pena de morte. Mas, mais engraçada e séria é a segunda conclusão deste estudo: os especialistas mediram a actividade cerebral das pessoas interrogadas e constataram que, quando pensam em Deus, é activada a zona cerebral do « pensamento autoreferencial », ou seja, as mesmas zonas que se activam quando falamos de nós, da nossa intimidade... Portanto, " nos crentes, as zonas do cérebro activas quando pensam em Deus e neles são exactamente as mesmas ". Terceira con...

O que aí vem

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Acabaram, esta semana, os meus dias calmos de que tanto gostei. Olho para a agenda e só vejo coisas marcadas. Além do que já faz parte dos ritmos diários, são celebrações, retiros, encontros, reuniões, confissões... muito para dar e também muito para receber. Como ontem. Um dia muito corrido, reuniões, correcções de provas de um livro que vai sair, ida ao hospital missas, últimos retoques do curso que hoje vou começar a dar... Mas foi uma conversa com um doente que marcou o dia. A apontar para o seu corpo, doente, perguntava-me: senhor padre, isto é que é ser imagem e semelhança de Deus? E disse-lhe que sim. Que mais do que imagem e semelhança de Deus era imagem e semelhança de Jesus que também sofreu, que também viu o seu corpo ferido mas que caminhava para um corpo glorioso. Disse-lhe mais: o relato da criação do homem e da mulher, à imagem e semelhança de Deus é motivo para nós reflectirmos sobre a nossa dignidade. É que somos importantes para Deus. Ah! Disse-me ele, agora compreend...

Um baptizado no hospital

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Esta manhã fui baptizar o Francisco, de quem já falei algumas vezes. Teve que ser no hospital - ainda está na incubadora - e, por isso, baptizado com carácter de urgência, ou seja, só com o essencial do baptismo: orações, profissão de fé e baptismo. Estava bem disposto, ao colo da mãe, com o pai, as quatro irmãs, os padrinhos e a enfermeira. Está bem disposto, abriu os olhos quando passei os dedos molhados em água benta na cabeça dele (sim, não pensem que em casos destes a água pode ser abundante), e fica mais este retalho na memória da minha vida. Foi um dos grandes acontecimentos deste dia. Outros há, como as melhoras de uma menina que foi operada à cabeça por causa de um tumor, duas amigas minhas fazem anos, e vi hoje na missa o meu afilhado, o Tomás, também ele baptizado de urgência no hospital há dois anos. Hoje na Missa rezámos uma Oração Eucarística que tinha o título "Sinais de Deus". Deus fala-nos por sinais, uns claros outros mais difíceis de decifrar... Mas é deste...

O descanso eterno

Recebi, há pouco mais de uma hora, a notícia da morte do Carlos. Acompanhei-o nos últimos dias, esta manhã estive com ele para lhe administrar a Unção dos doentes. Muito reservado, sempre, emocionava-se quando falávamos. A mãe desfeita em lágrimas (que dor maior para uma mãe senão a morte do seu filho...), a mulher, presente, calma, com fé e esperança em Deus, o filho que fazia desenhos, que escrevia cartas ao pai e que hoje se despediu dele. Quando passo pelo drama da morte acho-me sempre pequenino, e fico quieto. A fé diz-me que só junto de Deus é que não se sofre. E a morte torna-se uma passagem necessária para esse colo que todos nós gostamos, que é o colo de Deus. Esta noite, para aquela família, vai ser, certamente, de lágrimas, silêncios e talvez de sentir perto o vazio. Mas acredito que Deus pode dar sentido ao vazio e pode enchê-lo. Para mim é mais um amigo que tenho junto de Deus. Nesta noite rezo a Jesus: Pie Iesu dona ei requiem (Jesus Piedoso, dá-lhe o eterno descanso) .

Os nossos fantasmas

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Não acreditamos em fantasmas mas temo-los na nossa cabeça. De vez em quando a consciência traz-nos à memória coisas do passado, aquelas que nós pensávamos já estarem resolvidas e arrumadas na nossa cabeça. E assaltam-nos o pensamento, perturbam-nos, cismamos nelas e chegamos à conclusão que, afinal, apesar do passar dos anos, de até ter sido uma coisa de somenos, estão por resolver. O que fazer? Exorcizar. Sem padre. Só com Deus. E com Ele fazer o caminho catártico para que voltarmos à paz que perdemos. Deixar que Ele afugente o passado pecado mas perdoado. E então veremos o céu azul, sem nuvens nem fantasmas, porque eles, afinal, não existem.

O caminho

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Disse-me que sim. Disse-me que estava preparada para partir. Que gostava de poder fazer mais mas que compreende que não consiga. O Parkinson vai avançando, vai deixando as suas marcas. Não tem medo de morrer nem tem medo de Deus. Disse-me: " Deus não castiga. Deus mostra o caminho ".

Fonte da Telha

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Vejo o céu e o mar que se encontram no horizonte. Vejo verde, vejo azul, vejo as cores do mundo. Oiço o bater das ondas em tom e ritmo certo. Oiço as crianças que gritam de alegria pela praia. Sinto a força de Deus na fragilidade do universo. Sinto a novidade de Deus na monotonia do tempo.