Deus na vida

A palavra Deus está na boca destas pessoas. Sem nos darmos conta saem expressões do mais natural da vida. Desde o “até amanhã, se Deus quiser”, passando pelo “até logo, vão com Deus” ou ainda “temos que aproveitar o que Deus nos dá”, manifesta aquilo que nós aprendemos como Dom do Espírito Santo, o santo temor de Deus. Não se trata de medo mas de reverência, saber que de Deus nos vem o que temos e somos. Hoje em dia estas expressões tendem a desaparecer. Somos autossuficientes, achamos que é tudo obra nossa e tudo depende de nós. Que Deus está mas poderia não estar e torna-se o reduto das emergências, o escape antes do impossível.
Por aqui as pessoas são agradecidas. A Deus e a quem lhe faz bem. Agradecem a atenção, agradecem o parar para falar, agradecem o padre vir rezar umas missas pelos seus. É para mim impressionante os pedidos de intenções de Missa pelos defuntos. Comovente o não esquecer ninguém e até pedir uma intenção de Missa por aqueles que não têm quem reze por eles. Comove o passar pela igreja e tirar o chapéu por respeito ao Senhor, comovem as novenas à volta da igreja a pedir sabe Deus o quê, ou só porque sim. Comove o sino tocar às Avé-Marias e parar para rezar.
E não me digam que assim é porque são incultos ou iletrados. Estes é que são os do evangelho, os que que Jesus abençoou dizendo que aos sábios e inteligentes tinha escondido o que aos pequeninos tinha revelado.
Isto é uma grande riqueza. E um grande testemunho.

(Matthias Stom, uma mulher idosa rezando, 1640)

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