A propósito do café

A minha querida aldeia de Feirão é uma das freguesias condenada a desaparecer, por causa do reordenamento do território. Já era para se terem decidido os novos ajustes, junta-se a esta ou junta-se àquela, mas foi o prazo prolongado até ao final de Setembro. Mas para dizer que em Feirão, outrora um lugar de passagem e de comércio – alguns defendem que o nome lhe vem de uma grande feira que se fazia neste lugar –, está pobre na área em que nos antanhos se especializou. Está agora a começar uma nova Associação dos Amigos de Feirão, com sede na antiga escola, para ver se ao menos temos um café aberto.
Mas comércio já cá não existe. Antigamente (no tempo dos meus avós e tios mais velhos) havia algumas tabernas que vendiam pouco mais que o vinho ou aguardente, e a mercearia ficava nas Dornas, atrás do Penedo Gordo, uns quarenta minutos a pé, para cada lado.
Para não fazermos café em casa ou irmos sempre à Associação, hoje fomos tomar café a São Cipriano. Aproveitámos para descer mais um pouco e ver o Penedo de São João. Como poderão ver pelas fotografias é um lugar de rara beleza. Por um lado o próprio Penedo, seguro por ele próprio sabe-se lá bem há quantos anos ou séculos, mas também pelo que se vê do Rio Douro e das suas colinas.
Nunca lá tinha ido e, por isso, deixei-me deslumbrar pela vista que de lá se vê.
A este propósito tenho agora que investigar a ligação do Eça de Queiroz com estas bandas. Creio que a freguesia de Feirão, de que ele fala no Crime do Padre Amaro, não foi mero acaso ou de apontar para o mapa e dizer vai ser aqui mesmo.
Aqui deixo algumas fotografias que tirei. E já sabem, se passarem por estas bandas deliciem-se com as vistas: simples mas nobres.





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