Liturgia da festa de São Domingos - IV

As segundas vésperas de São Domingos são como que um resumo de tudo o que se viveu. A estrutura das horas é a mesma. Os salmos, próprios desta hora, ajudam a perceber as dimensões espirituais que as antífonas cantam em honra de São Domingos.
O primeiro salmo deste dia, o salmo 115, é tipicamente vespertino. O salmista fala do sacrifício de louvor, um sacrifício de ação de graças, oferecido a Deus. A introduzir este salmo a antífona diz-nos que São Domingos, “acolhia a todos no seu coração e, porque a todos amava por todos era amado”.
O segundo salmo, também ele desta hora de vésperas, exalta dois desejos de São Domingos: a conversão dos pecadores e o desejo do martírio: «os que semeiam em lágrimas recolhem com alegria». A antífona correspondente lembra um dos episódios da vida de São Domingos, enquanto estudante: “movido de compaixão e caridade, vendeu os livros e quanto possuía para ajudar os pobres”.
O cântico do Novo Testamento, o mesmo do dia anterior, é introduzido por uma antífona que mostra a dimensão sacerdotal proclamada no cântico: gritando dizia: Senhor, tende piedade do vosso povo. Que será dos pecadores?
A leitura breve, desta vez da Carta aos Filipenses, elogia os que, como São Domingos, participam da missão apostólica.
A antífona do Magnificat é a célebre O Lumen. É a mais conhecida antífona, dedicada a São Domingos, luz da Igreja e doutor da Verdade.
Esta hora pode terminar com uma oração mais solene em que se pede a Deus que faça resplandecer em nós, como fez em São Domingos, a sua bondade e misericórdia.

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