Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta Noviciado

O Santo noviço

Imagem
Tenho na minha mesinha de cabeceira um livro espanhol, publicado em 1921, sobre a vida de santos, beatos e veneráveis da Ordem Dominicana. Livro antigo, com vidas e histórias ainda mais antigas, como a que aqui vou contar, sobre um santo noviço. A história parece ter sido verídica, medindo a distância entre o verídico do século XIV com o verídico do nosso tempo. Esta história do santo noviço tem, pelo menos, duas réplicas: uma em Itália e outra em Santarém, Portugal, e o noviço tem nome e tudo: Beato Bernardo de Morlaas. Mas vamos primeiro à mais documentada e depois um breve apontamento à versão portuguesa. No século XIV, em Maiorca, há uma grande peste que dizima famílias de sangue e religiosas. Uma criança, que não teria mais de sete anos, vai viver para o convento dos Padres Dominicanos e aí cresce na fé e na virtude. Ganha especial devoção por uma grande imagem de Nossa Senhora que tinha o Menino Jesus nos braços e aí passava muitas vezes e muito tempo contemplando a Virgem Mar...

Páscoa 2018

Imagem
Conheci, nos dominicanos, uma bonita invocação de Cristo Ressuscitado: o Alecrim que perfuma a vida. Foi fr. José Augusto Mourão quem colocou esta invocação num dos cânticos que adaptou. Foi esta invocação que pedi ao pintor António Saiote que a pusesse numa pintura, há uns anos atrás. Infelizmente não a tenho em suporte digital mas coloquei o quadro no corredor dos quartos do noviciado, onde vivem os noviços e eu. Mas não é difícil imaginar Cristo Ressuscitado num campo alentejano entre alfazemas e alecrins perfumados. Para dizer que nesta Páscoa ele é o perfume e a cor das nossas vidas. E é isto que desejo a quem por aqui passar nestes dias: que Cristo Ressuscitado, Alecrim que perfuma a vida, alegre e perfume as nossas palavras e acções, para que elas sejam ressuscitadoras. Boa Páscoa!

Vidas contemplativas

Imagem
Tenho vivido dias pouco contemplativos mas ligados a pessoas contemplativas. Vidas que me têm impressionado por aquilo que, de certa maneira, poderia ter sido também a minha vida mas que hoje reconheço que não foi a vontade de Deus. Na terça-feira depois da Páscoa o noviciado foi a Évora, com o principal objectivo de visitar a Cartuxa. Para mim a quarta ou quinta visita, sendo que as últimas já não são de curiosidade mas sim de admiração pela vida simples e austera, aparentemente vazia mas sem dúvida homens cheios de Deus. A visita foi de certa maneira rápida, uma vez que coincidiu com o passeio pascal da comunidade. Passámos nas partes principais da Cartuxa: igreja, capela da comunidade, claustro, cela, biblioteca e cemitério. As perguntas iam surgindo naturalemente, ao mesmo tempo que se tiravam algumas fotografias. Ao meio dia rezámos as Ave-Marias (na Cartuxa o Regina Caeli só se reza depois de Laudes), ao mesmo tempo que os sinos tocavam. Aliás, na cartuxa superabunda o silên...

Três encontros

Imagem
Pelo que de diferente foi este dia de sábado, aqui deixo uma partilha de três encontros com pessoas e contextos diferentes mas enriquecedores: 1. Hoje, dia 19 de Novembro, é dia importante para as Irmãs Dominicanas Missionárias do Rosário. Hoje celebram a vida do seu fundador: Monsenhor Rámon Zubieta. Creio que mesmo entre nós, dominicanos, pouco se sabe deste admirável frade dominicano, que foi missionário primeiro nas Filipinas e depois no Peru, foi bispo de uma região que abarcava a região de Urubamba, com muita selva por descobrir e evangelizar. E foi fundador, juntamente com a já beata Ascensão Nicol. Fui de manhã celebrar com elas e, na homilia, fiz um zoom destas três vertentes de Mons. Zubieta: Dominicano, Missionário e Bispo. Ao olhar para este Homem de Deus vemos que já no século XIX se vivia o que agora é programa da Amoris Laetitia e de outras dioceses: o sonho missionário de chegar a todos. Mons. Zubieta abriu o caminho deste sonho, envolvendo-se muito na vida das pes...

20 anos depois

Imagem
E assim foi 20 anos depois. Tomada de hábito no convento de São Domingos, em Lisboa. Oito noviços, um mestre e um sub-mestre. A celebração foi simples mas bonita e profunda. Um ano para que eles emperimentem a nossa vida e nós apreciemos a sua maneira de viver a nossa. Queira Deus consumar o bem que hoje aqui se começou.

Ei-los que chegam

Imagem
Três dias depois do previsto, eis que chegam os noviços de Angola e o de Portugal. Serão 8 que no próximo domingo irão começar o noviciado no convento de Lisboa. Muda a minha vida e a deles e muda também a vida do Convento. De 14 passamos a 22, com tudo o que implica de gestão conventual e humana. Até a mesa das refeições muda. Era uma mais compacta que agora se transformou em U para cabermos todos na mesma mesa. Rezem por nós para que o que aqui hoje começa Deus leve a bom termo e que todos saibamos ser fiéis ao espírito de São Domingos, nosso Fundador e nosso Pai.