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São Cristóvão

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No dia 25 fez-se aqui, no monte de Felgueiras a Feira anual de São Cristóvão. Não tenho ideia da última vez que lá fui, há mais de 11, certamente. A feira não é muito grande mas é a única aqui do concelho de Resende: vendas de gado, de alfaias agrícolas, roupas e “da ameixa e da nabinha”. Ameixas já não vi mas a nabinha, sim, ainda se vendia. A feira começa cedo, aliás, de véspera, coisa que antigamente não era. Antigamente, depois da lua de bois é que se fazia o baile com umas concertinas, violinos e realejos. Mas agora é diferente. E lá fui na véspera à noite, nevoeiro cerrado a uma altitude de 1145 metros, para ver o que se passava. O baile era fraco mas, ao lado, numa das tabernas típicas das feiras, cantava-se à desgarrada: uma concertina e dois cantadores. Estava com uns amigos e com a minha mãe e lá assentámos arraiais a ouvi-los cantar. No dia lá nos pusemos a caminho, a pé, que é perto e bom caminho, para dar a volta à feira. É costume, a meia manhã tomar um pequeno-a...

Primeira feira de gado em Cotelo

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Divulgada e patrocinada, estreou-se hoje, na Veiga de Cotelo, a primeira feira de gado no dia 15 de Agosto. Durante o Verão há várias feiras de gado, quase todas elas com luta de bois no final. E neste dia feriado não havia. Por isso, lá se "inventou" esta feira, que de venda de gado deve ter sido pobre mas que foi rija na luta de bois. A ancestralidade destas feiras de gado fazem delas a tradição. Também eu, depois de duas celebrações de Missa e de um casamento em Lamego, me juntei a Cotelo para estar no final da feira e assistir às lutas. Aqui deixo uma fotografia da última luta do dia. Como registo.

Entre alegrias uma tristeza

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1. Começaram as festas em Feirão. Começam a chegar não só os que vêm só para a festa mas também os que já vêm de férias. Ontem foi dia de arruada: um conjunto de bombos percorre as ruas da aldeia, parando em cada casa aberta, saudando as famílias. Em tempo de crise consegue-se fazer uma festa em honra de Santa Luzia de quatro dias. Em relação a estas festas mais populares que religiosas sinto um sentimento ambíguo: por um lado acho que não, que é exagerado, que uma coisa mais modesta só beneficiaria; mas, por outro lado, estas festas têm o dom de congregar. Os que cá vivem orgulham-se da festa, ou que cá vêm juntam-se à alegria. A mim, este ano, cabe-me o sermão em honra de Santa Luzia. Já o fiz duas vezes, esta será a terceira. Como o que importa é falar da vida da padroeira, parece-me repetitivo, porque a vida é sempre só uma. 2. Hoje foi dia da feira da Ouvida. A Ouvida fica a caminho de Castro Daire. Sempre a três de Agosto. É uma feira de gado, embora tenha sido contagiada po...

A feira de Lamego

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É caso para dizer: quem a viu e quem a vê. Cada quinta-feira, onde antes se faziam todas as vendas, desde os legumes ao gado, passando pelas alfaias agrícolas, agora é um corredor de uma avenida onde só se encontram roupas ao molho, de marca fasificada e uma ou outra tenda de panelas e alguidares de barro. Desilude ver como uma feira que era uma referência se torna num bazar sem ordem e sem jeito. Mas ao menos dá para rever Lamego. É sempre bom passear em Lamego. E hoje, para fugir às ruas e avenidas principais, deparei-me com a beleza da porta lateral da pequena capela do Espírito Santo. Não pelos grandes ornamentos nem pelo grande estilo arquitectónico. Achei muito interessante a inscrição na pedra em que se lê: " Louvado seja o Santíssimo Sacramento ". Louvado seja.