São Cristóvão

No dia 25 fez-se aqui, no monte de Felgueiras a Feira anual de São Cristóvão. Não tenho ideia da última vez que lá fui, há mais de 11, certamente. A feira não é muito grande mas é a única aqui do concelho de Resende: vendas de gado, de alfaias agrícolas, roupas e “da ameixa e da nabinha”. Ameixas já não vi mas a nabinha, sim, ainda se vendia.
A feira começa cedo, aliás, de véspera, coisa que antigamente não era. Antigamente, depois da lua de bois é que se fazia o baile com umas concertinas, violinos e realejos.
Mas agora é diferente. E lá fui na véspera à noite, nevoeiro cerrado a uma altitude de 1145 metros, para ver o que se passava. O baile era fraco mas, ao lado, numa das tabernas típicas das feiras, cantava-se à desgarrada: uma concertina e dois cantadores. Estava com uns amigos e com a minha mãe e lá assentámos arraiais a ouvi-los cantar.
No dia lá nos pusemos a caminho, a pé, que é perto e bom caminho, para dar a volta à feira. É costume, a meia manhã tomar um pequeno-almoço forte, que mais parece um almoço. Concurso de bois e vacas de raça arouquesa, Missa solene às 11h, em honra de São Cristóvão, almoço e, depois à tarde, a luta de bois e de carneiros. Os bois lutaram bem, os carneiros nem por isso, coitados, também não tinham nem chavelhos nem vontade.
Acabadas as lutas, acabada a feira. Regressar, com o fresco do fim da tarde e, no meu caso, ir celebrar as Missas vespertinas.

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