Uma das sete colinas

Tal como Lisboa, Roma também tem as suas sete colinas. Uma delas, a que está mais a sul, é a do Aventino, onde está o convento de Santa Sabina, onde estou nestes dias. Este bairro, que desde a Antiguidade foi sempre considerado dos mais "ricos", sempre foi um bairro calmo, em que o movimento se faz praticamente para ir ver a vista da cúpula de São Pedro. No vale do Aventino está o famoso Circo Máximo e, do outro lado, outra colina, onde está uma outra nobre colina, a do Palatino. Voltando a esta colina, ela tem quatro basílicas: a de Santo Anselmo, a mais recente e onde está o grande centro de estudos em liturgia, a de Santo Aleixo (San Alessio), cuja história é comovente mas que não cabe neste espaço, a de Santa Sabina, uma cristã romana cuja basílica se construiu sobre a sua casa, e Santa Prisca, ou Priscila, uma cristã que, segundo a tradição foi baptizada por São Pedro, e de quem São Paulo fala em várias das suas cartas. Era uma veneranda cristã que recebia a Igreja na sua casa. Foi também sobre esta casa que se construiu esta igreja, que é paróquia, simples mas muito bela pela sua brancura e pelo que resta dos seus frescos.
Assim enriquecida, esta colina tem também vida religiosa muito silenciosa ou, se quisermos, contemplativa: os beneditinos, que vivem, rezam e estudam em Santo Anselmo, os dominicanos, que vivem, rezam e estudam em Santa Sabina e, descendo um pouco, um mosteiro de monjas camaldulenses, que seguem a regra de São Bento, que aqui vivem, rezam e praticam a caridade com os mais pobres. Todos os dias, pela hora do almoço, abre-se uma fila de pobres que, à porta do mosteiro recebem algum alimento.
Uma riqueza espiritual numa sossegada e tranquila colina de Roma.

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