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A mostrar mensagens de Maio, 2009

Peregrinação dos Centros Maristas de Portugal a Fátima

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Há seis anos que participo nesta Peregrinação dos Centros Maristas de Portugal a Fátima. Na primeira vez fui como simples frade fazer a homilia da Missa. Há quatro anos presidi, pela primeira vez, e de lá para cá, só no ano passado é que não fui.
Ontem fui para Fátima, acompanhar o 6º ano do Externato Marista de Lisboa. À semelhança de há dois anos atrás, fizemos uma caminhada a pé, desde o santuário da Ortiga até ao Santuário de Fátima (cerca de 5 km). Durante o percurso, escoltados pela GNR, cantámos, rezámos, falámos, mas sobretudo caminhámos. Assim deveria ser a nossa vida: caminhar para um sitio certo e seguro, cantando, rezando e fazendo o bem. Quando chegámos à Capelinha fizemos a nossa celebração mariana. Sempre emotiva porque é o parar e rezar por aqueles que mais precisam e maia amamos. Esta manhã lá estivemos, no Centro Pastoral Paulo VI, para mais um encontro marista. A celebração foi muito bonita e muito celebrativa: o coro, os acólitos, a organização...
Aqui deixo a homilia…

O que faz um terço

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No mês de Maio, os católicos celebram o mês de Maria. Não há nenhuma razão em especial. Talvez por ser o mês mais bonito do ano. Há mais flores, os dias são mais alegres, em Portugal temos a festa do 13 de Maio, dia da aparição de Nossa Senhora em Fátima... Uma tradição bonita. Neste mês há também muitas manifestações de piedade a Nossa Senhora: procissões, celebrações marianas, reza do terço. O terço - alguém o chamou a Bíblia dos pobres - é talvez o objecto religioso mais difundido na nossa cultura ocidental. Actualmente nem está ligado só aos católicos. Entrou na moda, vemos os mais novos com o terços de plástico fluorescente ao pescoço, vemo-los nos carros, talvez para dar sorte, vemo-los nas mãos dos peregrinos a pé a Fátima, nas reportagens televisivas, outros usam-no nos bolsos, para poder rezar quando tiverem um bocadinho de tempo, que é o meu caso. Há pessoas que o rezam enquanto conduzem, outras que precisam de um espaço sagrado, outras ainda colocam-se em sintonia com a rádio …

Uma visita inesperada

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A segunda-feira é um dia calmo na minha semana. Hoje um pouco mais movimentada que o costume. Chamaram-me ao hospital para celebrar a Santa Unção, que muitos católicos, erradamente, ainda vêem como "extrema-unção", e depois, dia calmo até ao final da tarde em que recebi várias pessoas.
A segunda-feira é, também, o chamado "dia comunitário". Ou seja, os que vivem na minha comunidade, somos 15, neste final de dia reunimo-nos ao final do dia para celebrar a Eucaristia, jantamos juntos e depois uma reunião ou tempo livre. Foi neste tempo liver que hoje visitei uma família amiga, cujas filhas irão fazer a Primeira Comunhão no próximo Domingo. Conversa de família, com perguntas às meninas sobre o que era a primeira comunhão, os sacramantos e confissão. Estão preparadas. À saída do prédio econtrei um freguês (sabiam que freguesia é uma palavra cristã? Vem do latim filii ecclesiae, ou seja, filhos da Igreja), e também Amigo, António Saiote. Alentejano de Alavalade do Sado, Ba…

O Domingo

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Hoje é Domingo, dia 24 de Maio. Há três anos que sou Prior do Convento de onde vivo. Prior significa ser o primeiro de entre iguais. Teoricamente amanhã deixaria de o ser, uma vez que o mandato termina três anos depois, mas as leis que nos regem determinam que, porque há uma reunião importante em Julho, os cargos são prolongados até ao fim dessa mesma reunião. Voltei a celebrar na igreja do Convento, onde já não celebrava há 4 semanas. É bom voltar a casa, sentir a comunidade. Hoje menos gente que o habitual porque à tarde houve, na paróquia, a celebração de Crismas de mais de 100 jovens e adultos, 13 dos quais provenientes desta comunidade. Na verdade eram 15 mas um casal não pôde fazer o Crisma neste dia. Foi um final feliz para este grupo que, ao longo de 8 meses se foi preparando, com a ajuda de dois catequistas, o João e a Joana, para poderem assumir um compromisso mais sério diante de Deus, na Igreja.
Dou graças a Deus por estas pessoas, que são, nos dias de hoje, grandes desafios.
U…

A intensidade de um dia

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A intensidade de um dia não se mede pelo muito que se faz. Às vezes, uma conversa, um presente, um gesto, um encontro, tornam um dia intenso.
Hoje o meu dia foi cheio e intenso. Às 11 horas começava com uma celebração de Profissões de Fé com alunos do 6º ano do EML, de que sou capelão. Cerca de 50 adolescentes. Ali estiveram, com os seus pais, amigos, colegas e familiares para, "publica e solenemente", professarem a sua fé. Mas nessa celebração, houve também a investidura de novos acólitos e acólitas. Actualmente a igreja do Convento de São Domingos, onde habitualmente celebro, conta com 18 acólitos! São idades da novidade e em que se pode pedir alguma responsabilidade. Um deles até levou um bolo para festejar!
À tarde outra celebração. Os 50 anos do Externato de São José - Restelo. Missa no Mosteiro dos Jerónimos, com o Patriarca de Lisboa a presidir. Outro momento forte para as Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena. 
Dos Jerónimos passei pelo Hospital para dar a comunhão …

O porquê deste blogue...

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A Igreja Católica de que faço parte, celebra no próximo Domingo o dia Mundial das Comunicações Sociais. O Papa criou, por estes dias, um Faceboock. Vários padres e amigos criaram blogues e páginas pessoais de internet. Porque não eu também?Hoje, no meu dia, passaram-se muitas coisas, falei com muita gente, estive em vários lugares. Desde a natação, passando por uma celebração nos Maristas com alunos do 4º ano que faziam hoje a festa da Palavra, foi no caminho entre o Hospital da Luz, de que sou o capelão, vindo de fazer um casamento "urgente", e a Igreja do Campo Grande, onde ia confessar crianças que celebravam a festa do perdão, que pensei: posso partilhar o que faço!Cheguei a casa, na verdade vivo num convento, jantei com a comunidade, vim para o quarto e criei este blog.Este espaço vai ser para falar de mim e de quantos por mim passam. Uns dias com mais novidades outros sem muito para dizer... conforme a agenda e os sentimentos.