Volta saloia

Dia de passeio do Estudantado dos Dominicanos de Lisboa. Desta feita, os dois estudantes e o postulante com o Padre Mestre, que é este quem vos escreve.
Saímos cedo para que a volta fosse feita com tempo e calma.
De Lisboa fomos directos a Mafra, onde batemos com o nariz nos portões da igreja. Ainda perguntei a uma rapariga e sabia se abriam a igreja. Espantada, respondeu? Não está aberta? Então o padre deve ter adormecido!
Ora ficámos sem saber se estava fechada por o padre ter adormecido, se era por ser segunda-feira ou ainda por ser feriado. Menos mal que todos já conheciam o convento e, por isso, passámos à segunda etapa: a aldeia do Sobreiro. Uma pequena paragem, a aldeia ainda estava a acordar. O dia prometia, por ser feriado, já havia música no ar e os cozinheiros nos pratos e nos doces. Tenho boas ideias da aldeia do Sr. José Franco, que bem conheci quer no Sobreiro quer na Ericeira, mas a aldeia está a degradar-se e merecia uma renovação ou um restauro faseado...
Do Sobreiro fomos à Ericeira. O céu azul e o mar a condizer. A maré baixa deu para poder ir até junto ao mar e estar por lá a ver a imensidão de uma beleza tão rara como as nossas praias.
E, da Ericeira, rompendo um pouco a volta saloia, subimos à paróquia da Encarnação, mais propriamente à antiga igreja paroquial, agora desactivada, dedicada a São Domingos. Estavam já uns fregueses à nossa espera, que nos foram abrir a porta da pequena mas airosa capela. Celebrámos lá a festa de São Marcos, rodeados pela natureza e pelos campos em cultivo.
Da Encarnação regressámos à Ericeira para fazermos o caminho para Sintra, pela estrada nacional. Com o mar sempre a acompanhar-nos deu para desfrutar da Natureza. Procurámos almoço, que encontrámos e, já na parte da tarde, o regresso a Lisboa via Cascais, para cumprir a volta. Boca do Inferno, com as suas portas abertas quase até ao mar, muito sol e muita gente para agradecer à Primavera dias apropriados a Abril. Entrámos na cidade, em banhos e em festa e regressámos ao convento pela Marginal.
Dia bonito, para mim já de roteiro turístico, para mostrar a quem não é de cá a beleza que a costa saloia tem para nos dar.

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