Os mordomos do Santíssimo Sacramento de Feirão

Honra seja feita e dada aos mordomos do Santíssimo Sacramento de Feirão. Tarefa árdua têm eles, durante todo um ano. Não tenho consciência de todo o trabalho que levam, mas de algumas coisas vou-me apercebendo e aqui contar.

São dois e dividem o ano em duas partes. O trabalho, no entanto, é sempre o mesmo: todos os dias abrem e fecham a igreja, assim como todos os dias sobem à torre da igreja para tocar a Trindades. Em Feirão ainda nada está eletrificado, por isso, o mordomo tem de subir todos os dias para tocar. De inverno e de verão, antes do dia amanhecer e antes de anoitecer. Nestes dias tem sido de manhã pelas 6.30h e à noite pelas 20.40h. Agora que os dias vão diminuindo os toques acompanham a luz do dia: daqui a uns meses toca-se de manhã mais tarde e à tarde mais cedo. Mas imaginar o sacrifício deste compromisso diário.

Depois também "tiram a esmola" ao Santíssimo Sacramento, ou seja, fazem os ofertórios da Missa e recebem outras ofertas que as pessoas queiram dar. Este dinheiro da igreja vai servir para o ponto culminante, que é no Corpo de Deus, que tem Missa solene, com banda e foguetes, e procissão ao cruzeiro.

O que mais me faz pensar e escrever em jeito de homenagem é a dedicação destes mordomos (e familiares) que ainda aceitam esta santa rotina. Quando era miúdo e sabia quem eram os mordomos pedia para ir tocar e eles deixavam.

Quando estou em Feirão peço sempre ao Anjo da Guarda que me acorde de manhã para ouvir o sino. E em Lisboa, sempre que acordo muito cedo, lembro-me e rezo por estes homens que, por fé e tradição, mantêm vivo este costume de cuidar das coisas do Senhor. Se calhar serão já poucos os que rezam quando o sino toca mas o sino não deixa de lembrar que com Deus nos levantamos e com Ele nos devemos deitar. Que Ele os recompense.

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