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Oração por aqueles que nos visitam

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Senhor Jesus, que na tua vida sobre a terra foste ao encontro de quantos esperavam uma palavra de salvação, te sentaste à mesa com os pecadores e publicanos e te hospedaste em casa de amigos, ajuda-nos a receber bem aqueles que nos visitam. Dá-nos o dom do acolhimento para os podermos escutar o dom da alegria para podermos festejar o dom da fraternidade para podermos partilhar e o dom da paz para nos sentirmos irmãos. Virgem Santíssima, que visitaste a tua prima Isabel e lhe levaste no teu seio o Salvador, concede-nos a graça de ver nas nossas visitas o rosto de Cristo, vosso filho, hóspede e peregrino no meio de nós. Amen. (imagem: Abraão servindo a refeição aos três anjos peregrinos)

O mar e o espelho

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Tenho como espelho o mar onde me vejo e revejo por fora se navego e por dentro se mergulhar. Vejo-me nas suas marés altas e vagas encapeladas mas também nas baixas onde a praia se estende e vem o remanso que me traz o descanso. Tenho como espelho mar entrei por ele adentro e não sei onde vou parar. (imagem: ŒLEWIÑSKI, W³adis³aw, mar agitado em Belle-Ile, 1904)

O baptismo da Clara

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Hoje foi baptizada a Clara. Além de ter sido eu a baptizar, os pais tiveram a amabilidade de me convidar para ser o padrinho. Pais que admiro, não pelo convite mas pelo caminho de aproximação e integração na Igreja. E mais não os gabo para não os estragar. Confesso que gosto mais dos baptismos do que dos casamentos. Ao olhar para quem baptizo vem-me sempre à mente a história da semente: uma semente que plantamos no dia do baptismo e que, a partir de hoje, os pais, padrinhos e familiares terão de regar, cuidar, fazer crescer, com a graça de Deus, para que ela um dia, se sinta amada e querida por Deus. Neste final de dia faço esta oração a Deus: Abençoa e protege, Senhor, a Clara e a sua família. Protege-a do mal e do desamor, protege-a dos perigos e do que não faz crescer. Abençoa-a com a tua presença, acompanha-a com as tuas mãos ternas e abraça-a com a força do teu amor. Que ela, como Jesus, cresça em sabedoria, estatura e graça diante dos teus olhos e dos nossos...

Viver em unidade e harmonia

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É difícil perceber o mistério de Deus. A Santo Agostinho disse-lhe um anjo que brincava na praia, que era mais fácil ele colocar toda a água do mar num buraco de areia do que Santo Agostinho perceber o mistério de Deus. Deus é acessível. Podemos não compreender os mistérios da Trindade - um só Deus em três pessoas - mas podemos perceber que Deus não é inacessível. Jesus veio mostrar-nos isso. Mais do que dizer que Deus está próximo de nós, fez-se um de nós (Emanuel, Deus connosco). E não nos abandonou à nossa sorte. Prometeu estar connosco todos os dias até ao fim dos tempos: Ele está no meio de nós. Celebrar o nosso Deus é fazer a experiência de o sentir na nossa vida, no dia-a-dia. Um Deus que se revela nas coisas simples e nós, às vezes, distraídos, nem nos damos conta. Olhar para o mistério da Santíssima Trindade é perceber e desejar que a unidade e a harmonia de Deus são o princípio da nossa felicidade e salvação. Bom domingo!

Trasladação do corpo de São Domingos

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Hoje, nós, dominicanos, celebramos uma das duas festas que o nosso calendário dedica a São Domingos: a festa da trasladação do seu corpo. Foi em 1233, em Bolonha, durante um Capítulo Geral. O então Mestre da Ordem, Beato Jordão de Saxónia, sucessor de São Domingos no governo da Ordem, no seu Opúsculo sobre as origens da Ordem dos Pregadores, conta de uma maneira muito real e, ao mesmo tempo, sentimental, como tudo aconteceu. Como do medo rapidamente passaram à alegria. Também por estes dias entreguei numa tipografia um livro que está a ser impresso e a que dei o nome de Santos e Celebrações da Ordem dos Pregadores. É um livro em que se apresenta o Calendário litúrgico dos Dominicanos para a Província de Portugal e, para cada Santo ou celebração, um pequeno apontamento histórico-biográfico com algumas orações. Deixo aqui, como antecipação, o que se refere ao dia de hoje:   São Domingos quis ser sepultado aos pés dos seus irmãos, na Igreja de São Nicolau das Vinhas em Bo...

Um Espírito renovador

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Celebrámos há cinquenta dias a Páscoa. Neste último domingo do Tempo Pascal celebramos o Pentecostes. A comemoração das festas da Igreja não são lembranças do passado. Se as celebramos é porque elas nos dizem hoje alguma coisa. O Pentecostes deve levar-nos sempre a perceber a presença do Espírito de Deus no nosso mundo. Deus está presente. O seu Espírito cria e recria, inova e renova, transforma todas as coisas. Mas não esqueçamos que ele age em nós e através de nós. Por isso, rezamos hoje ao Espírito Santo para que ele renove todas as coisas - e que nós nos deixemos renovar também - para sentirmos Deus no nosso mundo, Deus que nos inspira para os gestos concretos do perdão e da paz. Um mundo perdoado e em paz é um mundo cheio do Espírito de Deus. Bom domingo!

Mútuo obrigado

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  Ontem, enquanto ia para Fátima, escrevia no Twitter: " Um apelo constante que tenho vindo a sentir: se não vos tornardes como crianças não entrareis no Reino de Deus ". Depois de um dia extenuante, recebo esta prenda, de umas crianças que tinha visitado na véspera (5ª feira). Uma cruz feita de mãos (lembrou-me o Cireneu... quem dá a mão a quem?) com uma dedicatória. Eu é que lhes digo obrigado.