Politiquices

Venho de uns dias de praia, longe dos problemas (o pior é quando eles nos acompanham!) e até da vida política e económica do país. Da morte da Maria José Nogueira Pinto soube logo no dia em que morreu. Algumas vezes ia à "Missa das seis" do Campo Grande. Mas nunca lhe falei e, por isso, não senti muito a sua morte, as mortes são sempre coisas difíceis, mas pelo que se pôde aperceber, ela soube conduzir a barca da sua vida e isso é o mais importante quando sentimos que a barca chega ao mar.
Outra notícia é que isto da Europa está mal. E pior do que possamos pensar. Vamos passar por maus bocados, não temos ainda muita noção disso, nem nós nem ninguém. Podemos saber que vamos sofrer mais ainda não sabemos o quanto. Nem com São Bento, padroeiro da Europa, a coisa pode entrar nos eixos. E a Alemanha não se ria muito que a desgraça vai tocar a todos. A este propósito, muito me identifiquei com a entrevista do Alberto João que, em tom sério, disse que isto da Europa ou é levado a sério ou então andamos a brincar à Europa.
Hoje de manhã, quando passava na bancada dos jornais antigos vi uma fotografia do Fernando Nobre na Assembleia da Republica, abandonado. Mas a notícia era para nos dizer exactamente o contrário: que ele abandonou o cargo de deputado. Fernando Nobre desceu muito na minha consideração. Para ele pouco lhe importará mas creio não ser o único e, por isso, quando a um se juntam mais a coisa fica com mais força. Temos um Fernando Nobre que faz um bom trabalho na AMI e que sai para se candidatar a Presidente da Republica, a-partidário, para ser um sinal de esperança e, agora nas recentes campanhas para as legislativas aparece, qual filho de Zebedeu, a pedir ao Primeiro Ministro que o sente na cadeira principal da Assembleia da Republica. Passos Coelho por ele sim, mas não é ele quem decide. E sabemos todos o desenrolar da história e ele, como que amuado, também não aceita ser deputado e diz que volta para seu antigo porque "serei mais útil na acção, no terreno, ajudando os portugueses afectados pela crise e desprotegidos a combater a miséria, e exclusão social e a injustiça". Ora, estas declarações fazem-me muita comichão: sai do terreno e candidata-se a Presidente da Republica para bem da nação, nestas eleições junta-se a um partido político, para um cargo específico, para bem da nação, mas, como a coisa lhe corre mal, volta ao lugar primeiro, para bem da nação... E isto tranquilamente. Atitudes nobres? Política? Não, politiquices.

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