O dom do acolhimento


Hoje é dia de Santa Marta. Ficou conhecida na História como aquela a quem Jesus "repreende" por uma das vezes em que Jesus foi a casa dela e de Maria, Marta andar atarefada com muitas coisas. Lembro-me sempre de um comentário de uma irmã "Marta" que, depois de eu num retiro comentar o episódio de Marta e Maria, fez no refeitório: Se não fosse a Marta Nosso Senhor não tinha almoço. É um facto.
Mas Jesus, como dizem os Evangelhos, amava Marta e Maria e era amigo de Lázaro, irmão delas. Antigamente a Igreja celebrava neste dia estes três santos; agora está reduzida a Santa Marta, talvez por ser a mais velha. É padroeira de quem trata das lides domésticas e dos que se dedicam a servir os outros, fazendo disso a sua profissão.
Estão contabilizadas nos Evangelhos as vezes que Jesus entrou em casa de alguém. São nove as casas em que Jesus entrou. Em todas elas alguma revelação se faz, mas na casa de Marta é mais que isso. Na casa de Marta está o gosto de acolher e o gosto de estar: acolher bem um amigo e estar com amigos. A lição é dada por Jesus: a pessoa que se recebe é mais importante que os tachos ou as preocupações. Por isso, acolher é um dom. Nas regras monásticas diz-se que um hóspede que se recebe é ao próprio Cristo que se recebe (Jesus já tinha dito: quem vos recebe a mim recebe).
Jesus, divino peregrino,
bate à porta da minha casa para te acolher de coração alegre e aberto.
Jesus, hóspede da minha vida,
fala-me ao coração e faz-me ver qual é a melhor parte.
Jesus, pobre entre os pobres,
Que eu tenha gestos concretos de acolhimento e de solidariedade. Amen.

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