Até quando?

Férias em Feirão ou em Cotelo prestam-se a conversas formais e ás vezes nem tanto. Conhecemos as pessoas, vemo-las mais tristes e perguntamos porquê, perguntamos como vai a vida, outras pedem algum conselho ou indicação, outros aindafazem perguntas sobre as coisas de Deus e da religião. No outro dia perguntavam-me se as "Trindades" era a mesma coisa que as "Avé-marias". Lá expliquei que sim, que se pode chamar da mesma maneira, embora Trindades seja o mais bonito e adqueado. E na sequência deste "esclarecimento" dizia-me quem me perguntou que Feirão é das poucas fregusias portuguesas em que o sino ainda é tocado manualmente. De facto, para se tocar o sino em Feirão tem que se subir á torre e ter força para fazer dobrar o sino. Sinos, que são dois. E não é só tocar o sino para as Missas de Domingo oudias santos ou para casamentos ou funerais. Em concreto é mesmo tocar o sino a Trindades, ou seja, de manhã (este ano tem sido pelas 5.30h) e á noite (sempre depois das 21h). Normalmente é o mordomo do Santíssimo Sacramento que tem este encargo, diário e penoso, se falamos das cinco e meia da manhã no tempo de Inverno, em Feirão!
Quem toca o sino aos domingos é o Sacristão. Toca e com arte. Para a Missa há três toques: um meia hora antes de começar a Missa, outra quando se avista o padre e a terceira enquanto o padre se paramenta. Gravei no domingo passado o primeiro toque, que aqui deixo, como registo, hoje sem valor, mas talvez daqui a umas dezenas de anos, para lembrar o que os ouvidos ouviram. Em Feirão, o sino ainda se toca à mão. Até quando?



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