O começo das férias

Feliz a margem que sabe a fonte” é o final de uma estrofe de um hino que cantamos no convento nas memórias dos santos. E, sim, os santos foram aquelas margens que sabiam e queriam que Deus fosse a sua fonte.
Mas esta frase aplica-se a eles e a muitas circunstâncias da nossa vida. Hoje aplico-a à minha chegada a Feirão. É um regressar às origens, quase como voltar a um lugar de referência na nossa vida, como se o Tejo, ao chegar a Lisboa quisesse voltar a subir o seu leito para ver a sua fonte. Vir a Feirão é isso mesmo: voltar ao colo que nos viu crescer, respirar aquele ar tão frio e fresco, o ar de sempre, beber nas fontes que incansavelmente continuam a refrescar as nossas sedes, falar às pessoas, cada ano um ano mais velhas, como é próprio dos que só se vêem de ano a ano. Todos iguais mais mais velhos.
Vir a Feirão – e por acréscimo a Cotelo –, as berças como costumo chamar, é desligar do mundo corrente, das velocidades e agendas cheias, e entrar no remanso dos dias, com os relógios das torres da igreja a nos lembrar que o os dias e as horas também correm, como a vida.
A beleza de Feirão está no despojamento da aldeia, da paisagem e das pessoas. Tudo simples e natural. Harmonia e equilibro, gastar forças noutras coisas são os melhores ingredientes para umas férias calmas e em paz.

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