De geração em geração

Partilhar o que se sabe é o que se vive é umas das experiências humanas mais bonitas. Desde o partilhar um brinquedo ou uma brincadeira quando somos crianças, até à partilha de saberes e preocupações, mais ou menos existenciais.
Como já escrevi, estou em Sevilha num encontro de promotores vocacionais. E uma coisa que se tem falado muito é dos vários tipos de gerações que vão aparecendo. Eu não sabia que pertencia à geração X... (melhor assim porque sempre rejeitei pertencer à mal afamada e injustiçada primeira "geração rasca") e que a actual geração, depois termos já esgotado o alfabeto, estamos na geração alfa (nascidos depois de 2010).
Cada uma com as suas características, nem melhores nem piores que as outras, com as suas forças e as suas debilidades.
Em relação às vocações, a Igreja terá de entender quem nos procura. E mais do que uma consagração ou até de um sentido para a vida, as últimas gerações procuram felicidade. E aqui há uma outra inflexão na concepção de promoção de vocações. Ou seja, se antes fazíamos "propaganda" sobre ser dominicano e entregar-se à pregação, há um ponto prévio: que as nossas comunidades sejam comunidades de gente feliz. E somos? Sim, somos, mas nem sempre manifestamos essa felicidade. A geração Z (nascidos entre 1990 e 2010) é a geração da conexão, tecnológica, resiliente, desapegada, tolerante, impaciente... Tão diferente das anteriores...
E assim andamos de geração em geração. Mas a felicidade é elemento comum a todas as gerações porque quem não é feliz, padece, e quem não quer ser feliz, adoece.

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