Santo Alberto Magno, sede de conhecimento

 


A Igreja celebra hoje, e nós, dominicanos, com mais festa e alegria, Santo Alberto Magno. No convento onde agora me encontro, perto da cela de São Domingos, está um quadro com a relação dos frades que aqui viveram e honraram com a sua via este convento. Um deles é Santo Alberto. Mas ele honrou não só este convento de Santa Sabina mas toda a Ordem. Homem simples, dizem as crónicas, de grande ciência, a partir da teologia, abarcou muitas áreas do saber. Sempre com grande humildade. Foi professor de São Tomás de Aquino, e de muitos outros, até o fizeram bispo - o Mestre da Ordem do seu tempo escreveu-lhe uma carta a dizer que o preferia ver morto que bispo (naquele tempo o bispo tinha uma força mais política que espiritual - e, ao fim de dois anos, com a mesma humildade que aceitou o bispado, resignou voluntariamente para voltar à vida conventual e de estudo que tanto amava.
O Evangelho escolhido para Missa de São Domingos é a parábola dos talentos.
Só assim se pode perceber o estudo na Ordem Dominicana: um estudo que dá frutos quando se partilha o que se estudou; o "aliis tradere" de São Tomás de Aquino.
Santo Alberto é Magno porque a sua vida simples mas cheia da presença de Deus o engrandeceu. E hoje brilha no firmamento eclesial como homem que soube fazer a ponte entre a fé e a razão, a teologia e as outras ciências, entre os homens e Deus.
Deixo aqui uma oraçao que Santo Alberto compôs, inspirada no Pai-nosso:
Pai nosso que estás nos céus,
salva-nos da miséria do orgulho
por meio do temor de Deus e da simplicidade.
Não nos deixes cair na tentação da inveja
e dá-nos a graça de encontrar
o perdão para os nossos pecados,
como também nós perdoamos aos que nos ofendem.
Não deixes que levados pela ira firamos alguém,
pois cada ser humano é teu filho.
Dá-nos o pão de cada dia,
que nos fortaleça contra a preguiça espiritual
e nos torne famintos e sedentos das obras da justiça.
Faça-se a tua vontade;
que não sejamos submetidos pela tacanhez,
mas seguindo o teu conselho,
partilhemos alegremente o que é nosso com os outros.
Venha o teu reino, que nos liberte de toda a desmedida,
para que possamos ver-te com espírito desperto e coração puro.
Que o teu nome seja santificado em nós,
para que se acalme o desejo do nosso corpo
e encontremos a verdadeira paz. Amen.

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