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A mostrar mensagens de Março, 2013

Nem só de Pão vive o homem - XVII

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Mas, para vós que respeitais o meu nome,
brilhará o sol de justiça, trazendo a cura nos seus raios.
(Ml 3, 20)

Nem só de pão vive o homem - XVI

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Bom é esperar em silêncio a salvação do Senhor. (Lm 3, 26)

Nem só de pão vive o homem - XV

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Eis o meu servo, que Eu amparo, o meu eleito, que Eu preferi. Fiz repousar sobre ele o meu espírito, para que leve às nações a verdadeira justiça. Eis o que diz o Senhor Deus, que criou os céus e os estendeu, que consolidou a terra com a sua vegetação, que deu vida aos seus habitantes, e o alento aos que andam por ela.
(Is 42, 1-5)

Nem só de pão vive o homem - XIV

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Nada temas, porque Eu estou contigo; não te angusties, porque Eu sou o teu Deus. Eu fortaleço-te e auxilio-te,e amparo-te com a minha mão direita e vitoriosa. (Is 41, 10)

Nem só de pão vive o homem - XIII

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Venha sobre nós, Senhor, o teu amor, pois depositamos em ti a nossa confiança. (Sl 33, 22)

Palavras de Páscoa

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Páscoa da minha páscoa
Cristo, amor e vida,
ensina-me o caminho do bem.

Que à sombra da tua cruz encontre descanso
nas tuas palavras conforto,
no teu olhar a salvação.

Cristo das minhas penas e das minhas dores
mas também das minhas alegrias e desejos
dá-me a tua paciência e a tua paz.

Cristo da minha vida,
pega na minha cruz,
sê o meu Cireneu,
os passos do meu andar.

(imagem: André Le Cornec, a Crucifixão)

Para quem quiser ouvir

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Convidaram-me, da Agência Ecclesia, a fazer em cada dia da Semana Santa, um pequeno comentário sobre cada dia desta semana. Começou hoje. Para quem quiser ouvir, durante esta semana, na Antena 1, pelas 22.45h (talvez o programa comece com uma apresentação de outra confissão religiosa), farei uma pequena reflexão, de cerca de 10 minutos, sobre cada dia da semana que nos leva à Páscoa.
Para os que não puderem ouvir em directo, poderão encontrar os podcasts no site da agência ecclesia, link Antena 1 (clique aqui para ir à página).

Entrar com Jesus em Jerusalém

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Com a celebração de Domingo de Ramos damos início à semana santa. Santa porque celebraremos os santos mistérios da paixão, morte e ressurreição do Senhor.
No Evangelho desta celebração, que é lido logo no início da procissão, vemos a euforia do povo que aclama o Senhor com ramos arrancados das árvores e gritos de hossana e de louvor. Depois, na leitura da Paixão, escutaremos o mesmo povo a gritar que Ele seja crucificado. É assim a nossa vida, às vezes tão incoerente nas palavras e nos gestos: umas vezes somos testemunhas e outras nem tanto. A semana santa é sempre um convite à coerência e à fidelidade. Será que nos associamos a Jesus, sabendo que, se com Ele morremos, reinaremos com Ele?

Nem só de pão vive o homem - XII

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Ouvi a minha voz e Eu serei o vosso Deus e vós sereis o meu povo;
segui sempre a senda que vos indicar, a fim de que sejais felizes. (Jr 7, 23)

Até onde nos leva um simples ritual

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A pressa que tenho em escrever este post pode resultar em não conseguir dizer tudo o que me vai na cabeça. Comecemos pelo assunto. Recebi um mail de Roma com a notícia de que o Papa Francisco, na próxima quinta-feira Santa, vai celebrar a Missa da Ceia do Senhor a Instituto prisional de menores. Esta notícia já foi confirmada pela Santa Sé.
A primeira coisa em que pensei foi na reacção de quem recebeu a notícia da boca do próprio Papa... Talvez a mesma de quando, na passada terça-feira, ao apresentarem quatro mitras ao Papa, desde as mais simples às mais preciosas, para ele escolher, ter dito: continuo com a minha. Desta vez a notícia é escandalosa. Escandalosa para a própria Cúria, habituada a ter o Papa em São João de Latrão, em Quinta-feira Santa, a lavar os pés a cardeais ou a padres. Ainda assim haverá gente a perguntar: não será isto show-off? Não será marketing concertado para dar uma ideia de igreja mais humilde e pobre? Tenho pena de quem pensar assim. Porque, na vida deste …

Nem só de pão vive o homem - XI

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Todo o homem que come e bebe e encontra felicidade no seu trabalho, tem aí um dom de Deus. (Ecl 3, 13)

Teoria e prática: uma harmonia necessária

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Antes de entrarmos na semana santa, neste último domingo da nossa caminhada para a Páscoa, escutaremos o episódio da vida de Jesus, envolvido de misericórdia e libertação: uma mulher apanhada em adultério, presa e pronta a ser executada pela lei judaica, que previa nestes casos o apedrejamento. Quem dera que tivesse sido apenas uma parábola, como a do filho pródigo, que escutámos na semana passadas; mas não. Isto aconteceu. E revela a maldade humana. Mas Jesus, coerente com o que pregava, não só defende esta mulher indefesa, como nos ensina que devemos ser mais rápidos para o perdão do que para a punição. A vermos bem a nossa vida, a termos cuidado com os juízos temerários (julgamentos imprudentes), dando sempre espaço à misericórdia e ao perdão. Para Deus os nossos pecados são como quem escreve na areia: vem o vento e apaga tudo. Será que a nossa maneira cristã de viver se pauta pela coerência do evangelho, ou preferimos o comodismo da tábua rasa, julgando tudo e todos segundo os no…

Um minuto para a Quaresma - 10

Creio na eternidade Sim, eu acredito na eternidade, eu creio na ressurreição da carne, que começa aqui na terra. A morte é uma grande bênção. Se Deus permitiu a morte, é porque através desta temível provação, surge um bem formidável. O homem purifica-se pela morte. E nós caminhamos, assim, para a eternidade, onde há mais nada além do amor. Porque o amor é mais forte que tudo, o amor é mais forte que a morte.(Soeur Emmanuelle)(Traduzido de um retiro de Quaresma online)

Um minuto para a Quaresma - 9

A força da oração Eu rezo muito. Eu sempre rezei, pelo menos uma a duas horas por dia, mesmo no bairro de lata. Quando eu estava muito cansada, a minha oração acabava quando eu adormecia. A oração dá força, cria uma relação directa, silenciosa que, dia após dia, junta a alegria à força. Porque amar, ajudar o outro, ir ao encontro do outro, sorrir-lhe, é uma fonte de alegria extraordinária. Como disse Cristo, o bem que fizerdes ao mais pequeno de entre vós, é a Mim que fazeis. Sendo Deus a fonte da alegria, aproximando-nos do outro, aproximamo-nos de Deus, caminhamos para a alegria.(Soeur Emmanuelle)(Traduzido de um retiro de Quaresma online)

Nem só de pão vive o homem - X

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Se procederes bem, certamente voltarás a erguer o rosto; se procederes mal, o pecado deitar-se-á à tua porta e andará a espreitar-te. Cuidado, pois ele tem muita inclinação para ti, mas deves dominá-lo. (Gn 4, 7)

O novo e inesperado Papa Francisco

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Já temos Papa. O que se passou lá dentro não se sabe excepto se, como agora se veio a descobrir, algum cardeal tenha um diário, e lá aponte tudo o que se passou. Não estou a brincar. Hoje sabe-se o que se passou há oito anos atrás, por causa de uma folha de um diário de um cardeal, que não se sabe quem é, nem se está vivo ou morto... já lá irei. Recebi a primeira mensagem pela mesma pessoa que, há um mês, me enviava também uma a perguntar se já sabia o que tinha acontecido ao Papa. Perguntei na altura se ele tinha morrido, respondeu-me que não... tinha abdicado. Mas, voltemos ao Papa e aos diários. Soube-se recentemente por estas tais folhas de um diário que agora foram reveladas, que há oito anos atrás havia dois fortes candidatos nos escrutínios: Ratzinger e Bergoglio... o hoje eleito. Há oito anos, enquanto os números de votos de Ratzinger eram bastantes à partida, mas não aumentavam, os de Bergoglio iam sendo cada vez mais... O seu ar angustiante fez temer o seu grupo pois temia-…

Nem só de pão vive o homem - IX

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Mesmo quando o coração nos acusa; Deus é maior que o nosso coração e conhece tudo. (1 Jo 3, 20)

Oração para pedir a Deus um bom Papa

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Transcrevo a oração da Missa para a eleição do Papa, que poderemos rezar enquanto não o tivermos:




"Deus, pastor eterno,
que governais o vosso povo com providente solicitude,
concedei à Igreja, pela vossa bondade infinita,
o pastor que seja do vosso agrado pela santidade da sua vida
e inteiramente consagrado ao serviço do vosso povo.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
na unidade do Espírito Santo. Amen."

Onde estava o Espírito Santo?

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Desde que o Papa Bento XVI comunicou à Igreja que ia abdicar do seu ministério, as críticas à Igreja não têm cessado. A história repete-se. Esta sede vacante já vai no segundo bloco de três em relação à Igreja: o primeiro foi o fazer o crivo entre os cardeais pecadores, indignos de participar no conclave que, se fosse esse o critério, nem Papa havia. O segundo começou na sexta-feira: o conclave. Que aquilo é só interesses, jogadas, vão-se buscar as histórias dos papas perversos para dizer que no conclave todos entram menos o Espírito Santo. O terceiro ataque virá depois de sabermos quem é o Papa: vasculhar a vida dele para ver quais são os pecados para os levar e lavar na praça pública. Não quero com este primeiro parágrafo dizer que as críticas são mentiras, falsos testemunhos ou meras intrigas. Nem, muito menos, relativizar ou desculpar o mal que se faz. Mas o que seria de estranhar era que os anjos tivessem pecados ou fizessem jogos de interesses ou de influências nos seus conclav…

Um minuto para a Quaresma - 8

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Partilhar a partir do nosso excesso Estou profundamente convencida de que devemos aprender a partilhar. Partilhar não significa deixar tudo e ir viver para uma barraca, como eu fiz, nem sequer deixar o conforto que temos hoje em dia. Partilhar é mudar o estilo de vida, fazer uma séria revisão de vida de vez em quando, construir um hospital para os pobres, sei lá bem o quê mais… Para mim o luxo é um verme que corrói o coração do homem. E descobri que ter renunciado às coisas supérfluas fez-me feliz. --------------------------------------------------Madeleine Cinquin nasceu a 16 de Novembro de 1908 em Bruxelas, na Bélgica. Fortemente traumatizada pela morte acidental do seu pai, que morre diante dela em Ostende, decide tornar-se religiosa. Em 1931 entra na ordem de Nossa Senhora de Sião onde toma o nome de Soeur (Irmã) Emmanuelle e torna-se professora de letras e filosofia no Egipto, Turquia e Tunísia. Quando se reforma como professora, a enérgica religiosa decide consagrar-se inteiram…

Um pai e dois filhos

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Grandes ensinamentos nos transmite a parábola do filho pródigo que escutaremos na liturgia de amanhã. Os bons que vão desde o arrependimento que leva à conversão, atitudes do filho mais novo, até ao perdão incondicional reflectido nos braços abertos do pai que em cada dia espera pelo regresso do filho. E também o que devemos evitar do filho mais velho: preferir o amuo à festa e ver um pai como um patrão em vez de o ver como pai amoroso que quer partilhar a sua vida.Diante desta parábola, o mais fácil seria identificarmo-nos com algum deles, muito provavelmente com o filho pródigo. Mas não seremos mais o filho mais velho, críticos e azedos em relação a tudo e a todos? Bom domingo.

Nem só de pão vive o homem - VIII

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O que é lento na ira, é rico de inteligência; o que é irascível, manifesta a sua insensatez. Um coração tranquilo é a vida do corpo, mas a inveja é doença para os ossos. (Pr 14, 29-30)

Os ventos do Vaticano

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Os ventos do Vaticano trazem boas notícias. Não é que eu saiba muito ou seja um priveligiado em relação a notícias mas, pelo que vou lendo, creio que a coisa está bem encaminhada. Pelo menos começou bem. Vejamos: 1. Bento XVI, o papa emérito (eu teria preferido que ficasse bispo emérito de Roma), tem passado dias calmos, a que diríamos nós, de lazer: reza, estuda, escreve e toca piano. Parece-me bem, porque, depois de tanto desgaste, bem precisa descontrair. 2. O teólogo Hans Küng escreveu um artigo interessantíssimo sobre o próximo conclave. Escreveu-o para o The New York Times. Não tenho notícia de que tenha sido publicado em qualquer jornal português... É pena. Ele, que se intitula como o "único teólogo do concilio no activo" (o outro era Bento XVI que já se retirou), diz que este conclave tem de levar a uma mudança na Igreja: "Sendo eu o último teólogo no activo que participou no Concílio Vaticano II (com Bento XVI), pergunto-me se não haveria no início do conclave…

Nem só de pão vive o homem - VII

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Se vos irardes, não pequeis; que o sol não se ponha sobre o vosso ressentimento, nem deis espaço algum ao diabo. (Ef 4, 26-27)

Ao regressar de Aveiro

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Estou a chegar de Aveiro. Fui lá fazer uma conferência sobre Nossa Senhora. A casa das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena tem lá a "enfermaria provincial" (não sei se este é nome oficial). E a emoção é muita quando visito as irmãs doentes. E mais me emociona o amor e o carinho que as Irmãs têm no cuidado para com estas Irmãs que gastaram a sua vida fazendo o bem e agora estão acamadas, ou são muito velhinhas, ou estão mais esquecidas... Contam-me como entraram lá e como estão; as que já partiram e as que estão de novo. Tudo tão silencioso, limpo, bem cuidado... Quanta presença de Deus!
O piso das irmãs doentes é, para mim, um verdadeiro santuário. E agradeço (quem sou eu para agradecer) a dedicação destas irmãs. Digo-lhes muito: já têm o céu garantido. E elas respondem-me: também temos o nosso feitio...
Como todos. Mas Deus prefere olhar ao bem que fazemos. Esse sim tem mérito, dá frutos e edifica. (imagem: Edy Legrand, o bom samaritano, 1950)

Cada ano é mais um ano

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Em cada ano, a Quaresma aparece-nos como um convite, da parte de Deus, a equilibramos a nossa vida e as nossa relações com Ele e com o próximo. Muito provavelmente todos fazemos a experiência de que a Qauresma pode ser mais ou menos boa (frutuosa) mas acaba por não mudar muito a nossa vida. Mas Deus não desiste de nós. Contra a impaciência (dificuldade) de perceber as mudanças, o Vinhateiro (Jesus) dá-nos sempre mais um ano. E, em cada ano, renova o pedido de concessão. Porque não desiste de nós, porque nos conhece e ama, porque tem compaixão. E nós? Como aproveitamos este prazo que nos é dado para nos deixarmos tratar por Cristo e começar a dar fruto? Bom domingo!

Um minuto para a Quaresma - 7

A IGREJA PRÓXIMA DOS POBRES
Amargura profunda invade o nosso espírito diante do espetáculo tristíssimo de inumeráveis trabalhadores em muitas nações e continentes inteiros, os quais recebem um salário que os submete, a eles e às famílias, a condições de vida infra-humanas. Julgamos, pois, dever nosso afirmar uma vez mais que a retribuição do trabalho, assim como não pode ser inteiramente abandonada às leis do mercado, também não pode fixar-se arbitrariamente; há-de estabelecer-se segundo a justiça e a equidade. É necessário que aos trabalhadores se dê um salário que lhes proporcione um nível de vida verdadeiramente humano e lhes permita enfrentar com dignidade as responsabilidades familiares. É preciso igualmente que, ao determinar-se a retribuição, se tenham em conta o concurso efetivo dos trabalhadores para a produção, as condições econômicas das empresas e as exigências do bem comum nacional. Considerem-se de modo especial as repercussões sobre o emprego global das forças de traba…

Nem só de pão vive o homem - VI

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O Espírito vem em auxílio da nossa fraqueza, pois não sabemos o que havemos de pedir, para rezarmos como deve ser; mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis. (Rm 8, 26)