Teoria e prática: uma harmonia necessária

Antes de entrarmos na semana santa, neste último domingo da nossa caminhada para a Páscoa, escutaremos o episódio da vida de Jesus, envolvido de misericórdia e libertação: uma mulher apanhada em adultério, presa e pronta a ser executada pela lei judaica, que previa nestes casos o apedrejamento. Quem dera que tivesse sido apenas uma parábola, como a do filho pródigo, que escutámos na semana passadas; mas não. Isto aconteceu. E revela a maldade humana. Mas Jesus, coerente com o que pregava, não só defende esta mulher indefesa, como nos ensina que devemos ser mais rápidos para o perdão do que para a punição. A vermos bem a nossa vida, a termos cuidado com os juízos temerários (julgamentos imprudentes), dando sempre espaço à misericórdia e ao perdão. Para Deus os nossos pecados são como quem escreve na areia: vem o vento e apaga tudo. Será que a nossa maneira cristã de viver se pauta pela coerência do evangelho, ou preferimos o comodismo da tábua rasa, julgando tudo e todos segundo os nossos critérios? Bom domingo!

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