Os servos inúteis

Fui esta tarde na Paróquia de São Domingos de Benfica, para entregar ao Sr. Patriarca um "material" que lhe tinha prometido e ele pedido, e aproveitei para ficar na conferência, que acabou por se tornar numa catequese, sobre a caridade. Mas foi mais que isso.
Não vou aqui reproduzir a catequese nem o encontro. Só dizer que, à medida que ele ia falando,  muitas coisas me faziam sentido e eu identificava-me com elas. Falou muito da Cruz. Retive algumas ideias: que a novidade de Jesus Cristo é ficarmos a saber que não estamos sós, que se vence a morte dando a vida, que a melhor prova de vida do cristianismo é viver hoje Cristo e, já para o final, contou uma história com ele acontecida sobre um versículo do Novo Testamento sobre o qual ele tinha feito uma reflexão e que, no fim da celebração, uma senhoras foram ter com ele à Sacristia censurar ele ter dito e reforçado a passagem do Evangelho "somos servos inúteis".
Este é para mim o ponto: discrição no apostolado, nada de vanglórias e protagonismos, nada de louvores sobre o que fazemos ou deixamos de fazer, nada de nos colocarmos acima de Jesus e do Evangelho. Afinal, somos servos inúteis! E pensarmos em Deus. Gostei quando ele disse que, apesar de sermos filhos de Deus o que mais gostaríamos era sermos pais de Deus: fazemos tudo como queremos e depois que Deus ajude a cumprir.
O D. Manuel tem este dom da proximidade. Com palavras simples ser profundo e acessível. E claro. Um bom pastor.

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