A Carta de São Tiago

Durante esta semana lemos à na Missa diária, a Carta de São Tiago. Lutero chegou a escrever, numa primeira edição da tradução da Bíblia, que a Carta de São Tiago era uma "carta de palha" porque, dizia ele, não reconhecia nela nenhuma atitude evangélica.
Compreende-se, porque Lutero se agarrou muito à questão da fé. Mas a comunidade luterana, apesar do comentário de Lutero, acolheu bem a carta e consta do cânon da Sagrada Escritura.
Mas não é verdade dizer que na Carta de Tiago não se encontrem atitudes evangélicas. Dei comigo, toda a semana, a pensar que a carta era quase um decalque da pregação de Jesus. A Carta de São Tiago é uma carta dura, de crítica aos cristãos que  achavam que se podia ser cristão sem compromisso social.
Também, durante a semana, pensei várias vezes que é uma carta actual. A crítica que faz à riqueza injustamente ganha e, pior ainda, não repartida; a chamada de atenção aos perigos que ameaçam a caridade fraterna, e do cuidado para com os enfermos.
A Carta de São Tiago é uma carta prática. Uma aplicação concreta da pregação de Jesus. Uma carta que apetece sempre ler, com olhos de fé e consequências cristãs de actuação no mundo.

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