São Sixto II e companheiros, mártires

Apesar de ser domingo, por ser dia 7, a Igreja lembra hoje um grande Papa, São Sixto II que, juntamente com outros cristãos deram testemunho do amor por Cristo, derramando o seu sangue.
Estamos a falar dos primeiros séculos cristãos, à volta do ano 257.  Os cristãos eram perseguidos por causa da sua fé. Mas, como já tinha dito Tertuliano, "o sangue dos mártires é semente de cristãos", ou seja, a perseguição e o martírio faziam com que mais aderissem a Jesus Cristo. Por isso, as casas dos cristãos já eram pequenas para celebrarem a Eucaristia. Daí terem de ir celebrar para as célebres "catacumbas", que, ao contrário do que alguns dizem, não eram os lugares onde eles vivam mas sim, onde se reuniam  para a celebração da Eucaristia. Uma dessas catacumbas de Roma encontra-se na Via Ápia, onde este nosso Papa, juntamente com outros cristãos, foram apanhados durante a celebração da Eucaristia. Celebrava o papa juntamente com os sete diáconos de Roma. O Papa foi logo decapitado, juntamente com seis destes sete diáconos. Só deixaram vivo a Lourenço, por uns dias, porque queriam a riqueza da Igreja e Lourenço era "o braço da caridade do Papa". Mandaram-no, então, em dois dias, reunir toda a riqueza da Igreja. E Lourenço apresentou-se dois dias depois, com os pobres, doentes, todos aqueles que ele ajudava em Roam e disse ao governador: mandaste-me recolher a riqueza da Igreja, aqui está, os pobres e os doentes são a riqueza da Igreja. Esta resposta irónica valeu-lhe o martírio, que será celebrado no próximo dia 10.
Para nós, dominicanos, este santo tem uma relação indirecta connosco. Quando São Domingos conseguiu aprovar a Ordem junto do Papa Honório III, o Papa deu-lhe a igreja de São Sixto para ele formar aí a sua comunidade. Foi o primeiro convento da Ordem. Anos mais tarde, por já ser pequeno para os frades, o Papa deu-lhes a basílica de Santa Sabina e as monjas, que viviam num pequeno ermitério, passaram para o nosso convento. Actualmente vivem lá umas irmãs dominicanas.
São Sixto II é um belo exemplo de fé e da caridade fraterna. Que o saibamos imitar na fé, no testemunho e nas obras.

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