Volta Saloia



Em bom português, hoje foi dia da volta saloia. Fui a Mafra. Não por causa do Saramago - não costumo fazer dessas romarias, nem fui à procura da Blimunda nem do Sete-Sois. Fui ver, com amigos, o Convento. Fazer o caminho antigo, não cair na tentação das auto-estradas que poupam tempo mas que também nos tiram as vistas; descer para depois subir, ver ao longe as torres tão próprias do Convento e ao perto terra trabalhada e por trabalhar.
Chegar ao Convento, entrar na igreja que parece grande, e que é pela grandeza interior porque, tal como os homens, as igrejas não se medem aos palmos, visitamos os santos que a habitam, alguns com mais devoção, e apreciamos o esplendor do grandioso século XVIII português.
E depois assomar-se à varanda de São Sebastião, na Ericeira, para sentir a frescura do mar, vê-lo mais forte do que noutras praias visitadas, e ver a imensidade do mundo.
Almoçar com mais amigos, acompanhar a brincadeira das crianças que ora nadam ora lêem. E sentir-se tranquilo, em casa, mesmo não lhe pertencendo.
Regressar pela auto-estrada só confirma que as vistas se encurtam e mesmo com velocidade nunca mais se chega.
(Esta é a estátua de São Bruno, que está à entrada da Igreja do Convento de Mafra)

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