O que me espera em 2012... e ainda a procissão vai no adro!

Os horóscopos valem o que valem, a mim dão-me para rir, sobretudo os da Maya. Claro que ela não tem culpa, ela só interpreta, mas são os que mais leio, porque vêm na revista do Público de domingo. Esta semana lá vêm as previsões para 2012 e, depois do almoço, para descontrair rimo-nos das influências das cartas nas nossas vidas. O meu signo é claro: ano em alta, escreve ela, tudo de bom para melhor, sempre a subir (como os ivas e os preços), até os inimigos se curvarão diante de mim reconhecendo as minhas capacidades (aqui falha porque, em consciência, não tenho inimigos; podem os outros terem-me como inimigo, é provável, mas da minha parte não. Quanto muito, pessoas de quem me afasto mais por não me fazerem bem). E dá-me dois conselhos: que não seja exuberante nas minhas vitórias e não gastar dinheiro que não tenho. Vou estar atento ao primeiro uma vez que o segundo está resolvido é é conselho para dois terços de Portugal e pena é que só apareça agora e não há uns anos atrás: não gastar o que não se tem.
Mas, de facto, este ano, para mim, será um ano bastante exigente. Ou não o dissessem estes últimos dias, em que, propositadamente, não aceitando compromissos para adiantar trabalho, têm sido cansativos em coisas internas: rever horários e tarefas das empregadas, ajustes com os hóspedes e com a comunidade, obras de reparação e manutenção com arquitetos e serralheiros, reuniões com instituições, respostas a emails, alguns com um mês de atraso, que é inconcebível, projeção de edições, elaboração de ementas, imagine-se... tem sido muito complicado. Aliás, a única razão que me faz não vir cá mais vezes deixar umas linhas escritas é o excesso de trabalho e preocupações. A outra poderia ser a falta de assunto que, por agora, não se coloca em questão.
Mas, ao mesmo tempo, é bom ver que situações bloqueadas se vão desbloqueando, que conflitos e tensões passam e o trabalho vai andando e nos cansa e dá sono para dormir uma noite inteira e mais que fosse.
Sobretudo uma Missa ontem, aqui no Convento, de 30º dia da morte da grande Professora Maria Helena Pires de Matos, muito ligada à música sacra, em especial ao canto gregoriano. A Missa de ontem, longe de ser um voltar atrás no tempo, foi de grande sobriedade e intensidade. O coro por ela fundado veio cantar a missa de Requiem em gregoriano. Eu falei das três atitudes cristãs que vemos na vida de Jesus e que devem ser constantes na nossa vida: Oração, serviço e pregação (testemunho).
E assim vão passando e irão passar os meus dias deste novo ano, num trabalho caseiro, silencioso, mas que avança e ganha corpo.
Ao mesmo tempo vamos sendo surpreendidos pela nata da nossa sociedade (aqueles a quem o Laranjeira chamava quadrilhas messiânicas). Até parece que o Sr. Presidente da Republica leu o meu post sobre o seu discurso e mandou estudar melhor a proposta de trabalharmos mais meia hora por dia, a maçonaria é o tema de distração da nossa vida politica e social - nós, portugueses, temos de ter sempre um tema quente para nos aquecer os dias frios - , a Igreja esgrima a questão dos feriados e, nos debates sobre a crise, há uns que acham que acertam e outros que não acertam e nem se dão conta.
Mas, voltando à Maya, alegrem-se os que são do meu signo. Se seguirmos os dois conselhos prudentes que ela dá, o nosso ano será sempre a subir e nada perturbará o nosso êxito e sucesso.
Agora mais a sério, como dizia a minha avó: Deus nos dê juizinho até à hora da morte e gente com quem a gente se entenda.

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