Tudo a trabalhar
Mas a pressa nestes dias é a de colher o feno. Depois de cortado, antigamente com a gadanha e agora com umas máquinas sofisticadas como as de cortar relva, tem de ser virado e colhido pouco tempo depois para não secar. Depois de colhido é colocado no palheiro para aí ficar para os meses em que não há erva para o gado comer.
Antigamente todo o feno era pouco. Agora já só se apanha o justo e necessário porque os anos cansam e os mais novos não se agarram a estes trabalhos.
Mas para algumas pessoas, o gado ainda é quem os vale. E lá ouvimos, manhã cedo, o chiar das rodas do carro de vacas, ligeiro porque vai vazio, e as campainhas dos animais, jungidos (nestas bandas diz-se junguido, do verbo junguer, que os dicionários não trazem), que vão e vêm ora mais leves ora mais pesados, mas que acabam por ser a ajuda indispensável para quem não tem meios para mais.
Além destes trabalhos, mais entregues aos homens, as mulheres de Feirão juntaram-se para limpar as ruas da aldeia. Domingo é dia de festa e as ruas têm que estar limpas para passar a procissão.