As cidades das sete colinas e o poderio

As duas cidades com sete colinas - Lisboa e Roma - têm hoje encontros mundiais. Em Lisboa a Cimeira da NATO, os poderosos deste mundo com os seus séquitos (o do Obama é de cerca de mil pessoas!!!) vêm falar sobre terrorismo, proliferação de armas de destruição maciça e reforçar a aliança transatlântica. Em Roma o Papa reúne-se com os Cardeais - esperam-se cerca de 150 purpurados (sem séquitos) - para reflectir problemas internos como o da liberdade religiosa, abusos sexuais cometidos por eclesiásticos e a recepção de eclesiásticos anglicanos na Igreja Católica. Esta cimeira eclesiástica terminará com a criação de mais 24 cardeais.
Dei comigo a pensar no sofrimento que eu teria se fosse uma pessoa destacada. Já não digo Papa nem Presidente dos Estados Unidos. Mas já viram o que é, por exemplo em Lisboa: fazer parar céus e terra, afastar as manifestações e as críticas que bem merecem, alterar a vida de uma cidade, andar com não-sei-quantos guarda-costas porque umas pessoas que se acham importantes estão cá de visita? Para mim seria um tormento. Menos mal que não passo de um cidadão desconhecido. Sim, muito desconhecido. Apesar de que, quando vinha agora de celebrar uma missa, uma senhora ter-me perguntado onde era o hospital e depois de lhe ter dado as indicações me ter respondido: obrigado senhor padre!
É bom ter vida pública, ir onde se quer, como qualquer cidadão. E não fazer de uma casa ou de uma cidade a sua prisão.

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