Agenda depois do dia ter passado

Gosto de pensar no dia que tive. Diariamente. Quem vi, com quem estive, a quem falei, o que ouvi numa conversa, o que calei... o que fiz mal em ter dito ou ter omitido... muitas coisas, das mais normais da vida de um mortal.
Hoje o meu dia foi longo (e eu a pensar que depois de Fátima teria dias mais calmos...); começou cedo e só agora está a ver o fim à meada. Aqui fica o percurso cronológico:
8h - Missa na paróquia dos Capuchinhos. De vez em quando chamam-nos para lá irmos celebrar. E gosto de lá ir. Hoje, ainda meio de noite, com chuva constante mas certinha, lá fui eu celebrar esta Missa. Não tinha muita gente mas encontrei gente conhecida.
10h - Missa no Mosteiro do Lumiar. Esta semana não foi na quinta como habitualmente. Entre Missas venho a casa deixar coisas e levar outras. Levo o mp3. Oiço música clássica para ir e para vir. Mozart. Uma sensação engraçada: ver os movimentos das pessoas e das coisas, com chuva, sem ruídos, só com Mozart a dar ambiente ao que se vê. A Missa tem bastante gente. Tem uma intenção. Por alma de... Ainda falam das Missas de corpo presente. Valeram-me as monjas para responder à Missa.
Depois de um café com as Irmãs, mais rápido que o costume, ponho-me a caminho da estação do Oriente. Ando à procura de uns livros que em tempos lá vi, com um preço muito acessível, mas que agora nem rasto deles. É rezar para que voltem a aparecer.
Almoço com a Comunidade, como sempre. Esta ideia de Convento como lugar de reunião (cum+venire) é-me muito querida. O regresso a casa é sempre bom, mesmo que não andemos bons.
15.15h - Recebo um grupo que vai passar a reunir-se aqui no Convento. É um grupo de auto-ajuda de doentes oncológicos. Deixam de poder estar no hospital, porque o Estado cortou nas verbas. Se assim fazem às instituições o que não farão aos doentes!
16.15h - Dia de hospital. Visita aos doentes e reunião com o Administrador do hospital. Os pontos que levava para tratar eram todos de fácil resolução. Vamos lá ver se um deles, o principal, chega a bom porto. Missa às 18h. Nenhum dos habituais esteve. Penso neles e nas suas histórias, que já conheço. Regresso a casa. É bom regressar a casa.
Depois do jantar, uma vez que chove e não posso ir fazer a minha caminhada, que só bem me traria, fui imprimir um novo caderno de cânticos para a nossa liturgia: os hinos e antífonas dos Apóstolos. Vamos estreá-los já nas laudes de sexta-feira, festa dos Apóstolos São Simão e São Judas (Tadeu). Edição caseira.
Tempus transit, vita procedit sed Deus manet.

 (imagem: Jean-François Millet, Outono, 1874)

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