Ars moriendi (com um dia de atraso)

Estou em Ávila, em mais um encontro de dominicanos. Desta feita, viemos todos os conselhos alargados das províncias dominicanas da Ibéria para falarmos do famoso 'proyeto 2016', uma tentativa de união de províncias, apostolados e missão. Está também presente o Mestre da Ordem, com alguns dos seus Sócios.
A sessão de hoje começou ao contrario do que estava previsto: irmãos de várias gerações, dos 30 aos 70 anos, partilharam connosco o que é que acham deste projecto. Várias visões, mais espirituais por parte dos mais velhos, mais práticas das gerações mais novas. Mas o "must" desta tarde foi a conferência do fr. Felicisimo Martinez, um frade muito esclarecido nas questões da vida religiosa e da realidade, que nas suas "charlas", escritas e orais, tenta falar-nos de qualidade de vida religiosa e que continuamos na mesma. Hoje falou-nos da Ars moriendi, a arte de morrer. Brilhante, como sempre, não começando a falar do institucional mas do pessoal. Partiu de um tratado do séc. XVI, escrito por um frade domínicano anónimo, actualizando, com grande lucidez, como morrer é uma arte, mas que morrer bem é o resultado de viver bem. Falou das crises que os doentes terminais têm e que são as mesmas que nós, que ainda não abrimos a porta do último corredor.
A conferência foi como que uma parábola. Agora, quem tem ouvidos para ouvir, oiça.

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