Frei Alberto Carvalho

Acordámos, hoje, com a notícia da morte do nosso fr. Alberto Carvalho. Dos mais velhos na Ordem (90 anos), conheci-o em 1999, em Aldeia Nova, onde esteve quase trinta e cinco anos, quer como formador do Seminário apostólico Dominicano quer depois como responsável pela Obra do Frei Gil. Quando saímos de Aldeia foi para o Convento de Fátima onde esteve até ao fim. Homem de muitas histórias e anedotas reais - tinha sido professor de Português - irmão de muita calma e alegria, obediente, e padre muito atento aos mais pobres e doentes. Nos últimos anos a sua missão era a de ir a casa dos doentes dar-lhes a comunhão.
Na quinta feira, dia 21, quando estive em Fátima, visitei-o. Já estava acamado e muito ausente. Como tudo tem um fim, também o fr. Alberto teve o seu fim neste mundo, acompanhado, amado e cuidado pelos irmãos.
Há umas semanas estive a ler o livro de crónicas de Aldeia Nova. O fr. Alberto quer lá, quer depois em Fátima, foi cronista conventual. Foi ele quem escreveu grande parte do livro de crónicas de Aldeia Nova. Mas, depois de ele ir para Fátima, um outro frade fez a crónica da partida, que aqui deixo como memória de uma vida entregue a Deus e aos irmãos:
"No dia 29 de Setembro, o Pe. Alberto Carvalho foi indigitado pelo prior provincial a transitar para o convento de Fátima a fim de acompanhar os alunos. Além deste frade, ficaram responsáveis por eles o Pe. João Domingos na qualidade de Director e o Pe. Antonino dos Santos Silva, sub-director.
No dia 1 de Outubro lá partiram os alunos juntamente com o Pe. Alberto Carvalho para o Convento de Fátima. Ficou assim o vazio na Escola Apostólica (na casa), no coração de alguns frades e no de algumas pessoas mais jovens de Aldeia Nova.
Até quando o interregno do encerramento agora efectuado? Ó céus! Ó terra!... Os augures que o digam às gentes. Não deixamos, contudo, de acreditar nos insondáveis desígnios de Deus.
Pelo facto da partida do Pe. Alberto Carvalho para Fátima, ficámos sem cronista exímio, facto que é verificável através das várias crónicas que nos legou. A substituí-lo, mas de longe, desfalecendo no engenho e arte, ficou este servo que procurará relatar os factos mais salientes deste convento.
O cronista, Pe. fr. Martinho Franco, op
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