Indecisão

Passei o dia com a vontade de escrever mas não atinei com o assunto: sobre a intolerância de alguns diante da tolerância de ponto ou sobre Santa Cataria de Sena que hoje se comemorou. Mas não me decidi. Sobre a tolerância de ponto a minha opinião não iria certamente trazer qualquer benefício nem prejuízo a ninguém e sobre Santa Catarina, depois de ler episódios e orações dela, acabei por não me decidir por nenhuma. Durante a tarde outros assuntos me surgiram para escrever: um poema de Daniel Faria, o artigo do P. Anselmo Borges sobre Fátima (bastante interessante, até) ou um comentário ao artigo sem sal do Professor João César das Neves, também sobre Fátima. O autor parece o Quixote a defender Nossa Senhora e Fátima e os Pastorinhos, querendo corrigir as afirmações que D. Carlos Azevedo e o P. Anselmo Borges fizeram nos dias passados. Li o artigo, ia caindo na tentação de publicar um pequeno comentário - ainda o escrevi - somente com esta frase: aqui está um mais papista que o Papa. Quando ia a publicar barrou-me a publicação o facto de não ter conta no Facebook.
Mas esta expressão "não ser mais papista que o Papa" tão conhecida e usada, foi o próprio Papa que a usou num discurso a leigos: "Não sejam mais papistas que o Papa, mais restritivos que a Igreja". Nem estes motivos me fizeram vir aqui escrever. Mas como a vontade não passou, resolvi-me vir aqui para elogiar um outro discurso do Papa, pronunciado hoje aos religiosos e religiosas do Egipto que poderá ser lido aqui. Falou das sete tentações dos religiosos que aqui deixo enumeradas: - deixar-se arrastar e não guiar; - lamentar-se continuamente; - a crítica e a inveja; - comparar-se com os outros;   - o "faraonismo"; - o individualismo; - caminhar sem rumo nem objectivo. Engane-se quem ache que estas tentações são só para os consagrados do Egipto. São tentações universais e transversais. Que Deus nos (me) livre delas.

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