Agnus Dei

No Evangelho de hoje ouve-se João Baptista apresentar Jesus à multidão como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Num mundo como o nosso em que o mal, sempre inexplicável, actua com violência, os cristãos acreditam que Jesus é aquele que, não tendo pecados, vem redimir o nosso pecado pessoal e universal. E é esta a nossa esperança: no fim, o Cordeiro de Deus, o Bem, virá destronar o mal que às vezes provocamos ou do qual somos vítimas.
Quando se folheia um jornal e se vê o mal que grassa: homicídios, genocídios, corrupção, guerras e violências, algumas catástrofes naturais até, não podemos nem devemos perguntar a Deus o porquê nem atribui-lhe a culpa. O que devemos, sim, é rezar: Cordeiro de Deus, que tiras o pecado do mundo, tem piedade de nós e dá-nos a paz.
Há uns anos atrás ouvi pela primeira vez este Agnus Dei. A intensidade da voz deste cantor, que ao mesmo tempo se mistura entre o clamor do desespero ou o anúncio de Jesus como o Cordeiro de Deus, lembrando o muezim (canto de convocação muçulmano para a oração), faz desta música uma oração que nos pode unir a todos os que esperam a salvação e a paz que só Deus nos pode dar.


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