Vir a Lamego


Vir a Lamego e ficar no Mosteiro das Irmãs Dominicanas é, para mim, um verdadeiro descanso. De vistas tenho, a descer, os Remédios, em baixo a cidade, à direita São Domingos de Fontelo, à frente Régua e Vila Real e à esquerda os montes da serra de Montemuro.
Tudo isto acompanhado de oração, silêncio e fraternidade. Ouço as irmãs, com os seus desabafos, ouvem-me também a mim, fazem-me perguntas sobre os Irmãos, mostro-lhes as fotografias do Capítulo Geral (nem sabiam da existência dos computadores portáteis!), e assim fica marcada a minha passagem por este mosteiro. Isto cá em cima. Quando se desce à cidade (pelas escadas dos Remédios) sente-se o frio – ainda há muita sombra fria às dez horas –, mas vê-se o movimento calmo do Inverno ou de uma sexta-feira. Lamego, fora do tempo de Verão, quase se compara a uma pequena vila, sem grande movimento, o que faz com que seja uma cidade muito calma e boa para descansar.
Os horários das irmãs são contrários aos horários do “mundo”. No mundo trabalha-se e depois reza-se; aqui reza-se e depois trabalha-se. Mas, sobretudo, do que se pode desfrutar é do silêncio. Muito silêncio interrompido pelo toque das horas ou do toque da campainha de quem bate à porta.
(Na avenida principal da baixa de Lamego estão quatro estátuas, cada uma representando uma estação do ano. Acreditem que o Inverno é mesmo assim!)

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