Contingências

São quase duas da manhã e eu ainda acordado. O meu computador avariou. Escrevo de um alternativo, enquanto o avariado formata tudo outra vez para ver se consegue voltar à normalidade. Eu, que não percebo nada de informática, nestas coisas coisas sou como um peregrino errante, para não dizer Xico Esperto, que me ponho a carregar em teclas a ver se dou com a solução. Desta vez carreguei numas que me mandaram criar discos de segurança onde está todo o material, assim o espero. Agora diz que está a recuperar e que depois vai instalar. Que venha em meu auxílio Santo Isidoro de Sevilha, padroeiro das informáticas!

Mas já me valeu. Ontem, quando acabei de escrever o retiro que vou pregar na próxima semana - 80 páginas! -, decidi fazer uma cópia para uma pen para hoje ir imprimir, se tivesse tempo. Como não há acasos, dou agora graças a Deus por esta ideia, senão, muito provavelmente, não havia retiro para ninguém.

Hoje foi um dia duro. Deitei-me de madrugada porque queria mesmo arrematar o retiro, acordei cedo para ir celebrar missa (não dormi as oito horas recomendáveis nem as sete indispensáveis), batizar o Dinis ao final da manhã e ir a Fátima para o início da Peregrinação Nacional do Rosário. Sempre com esta preocupação do computador avariado.
Entretanto, deste computador alternativo já escrevi a homilia de amanhã. Escrevi e imprimi, não fosse o caso de amanhã ficar "entalado".
Isto de acharmos que dominamos tudo e que temos tudo controlado não é bem assim. O que é certo é que estas maquinetas, quando lhes dão para asnear (apesar da máquina ter sempre razão) deixam-nos enervados (pelo menos a mim). Até o sono se me foi e, mais uma vez, uma noite pequena.

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