A cigarra e a formiga ou o adiantar trabalho


Tenho andado como a formiga da fábula de Esopo: a adiantar trabalho. Ela recolhia durante o verão para ter durante o inverno; eu aproveito estes dias para preparar o que aí vem de trabalho: conferências, retiros, encontros, meditações. Algumas coisas têm de sair da minha lavra, enquanto outras tenho que as procurar. E nem sequer olho para as cigarras. Elas que toquem e cantem. Eu é que não posso; tenho que produzir (por curiosidade, a adaptação "cristã" da Walt Disney da fábula é bem mais interessante. Enquanto que na fábula de Esopo a formiga diz: Já que cantaste agora dança, nesta versão cristianizada as formigas recolhem a cigarra no seu abrigo, alimentam-na e depois a Rainha pede-lhe para tocar para elas!). Mas foi numa das buscas que andava a fazer sobre temas religiosos que encontrei um depoimento da deputada-reformada Odete Santos. E espantou-me pelo que que diz de Cristo: "Lembro-me do Cristo, à minha cabeceira. O Cristo morre por dó, silenciosamente: com a cabeça caída para a frente e um fio de sangue ainda vivo que escorre". É caso para dizer: palavra de comunista...
(imagem: Giuseppe Arcimboldo, O bibliotecário, 1566)

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